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domingo, 31 de janeiro de 2010

PONTO FINAL NA ELEIÇÃO

O ponto inicial da crença na "teologia da predestinação", já que ela é um esquema para justificação da eleição cujo ponrto de partida foi a pergunta feita por Calvino, até sem uma razão de ser: "Por que algumas pessoas aceitam a mensagem do evangelho e creem nela e outras não?"

Para respondê-la foi construido todo um modelo que implica uma descrição específica da preciência divina, soberania de Deus, liberdade de escolha humana, etc, etc. A meu ver um erro levou a outros, e até hoje se torna o cerne de uma discussão despropositada que divide, sectariza  e impede a propagação efetiva do evangelho em muitas situações.

Lemos em Isaias 48:10, entre outros textos a seguinte declaração:

"Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição."
O verbo escolher nesse verso tem o siginificado de  distinguir, e é sempre importante notar que o termo implica em uma escolha cuidadosa e bem pensada. Já em  I samuel 17:40  lemos o seguinte:

"E tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco seixos do ribeiro, e pô-los no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão, e lançou mão da sua funda; e foi aproximando-se do filisteu."
O verbo é bãhír. A escolha mencionada não é uma simples arbitrariedade, mas em um propósito da escolha que reside na mente de Deus. Logo pressupões-se que Deus escolhe alguém cuidadosamente para uma tarefa específica  e também o  rejeita caso o seu propósito não seja realizado pela pessoa por Ele escolhido.
Em I samuel 2: 28-31 vemos como Deus mostra a sua rejeição a quem, mesmo escolhido não cumpre o seu propósito, propósito para o qual foi escolhido.

28
E eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel por sacerdote, para oferecer sobre o meu altar, para acender o incenso, e para trazer o éfode perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel.
29
Por que pisastes o meu sacrifício e a minha oferta de alimentos, que ordenei na minha morada, e honras a teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel?
30
Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desprezados.
31
Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais ancião algum em tua casa.


Nos textos citados, é clara a natureza da escolha divina e como ela se processa, Também como Deus pode rejeitar alguém desde que essa pessoa, homem ou mulher, escolhidos para tal propósito, não cumpra esse propósito.

Muitas outras passagens poderiam ser cuidadosamente citadas, mas o espaço dessa postagem não comportaria uma análise mais demorada. A escolha não se aplica portanto à salvação, mas  a um propósito na grande obra de Deus. Judas foi escolhido por Cristo, como todos os demais discípulos e foi finalmente rejeitado e posteriormente, ainda substituido por Saulo que após o encontro com o Senhor se tornou o grande apóstolo Paulo. Saul, o primeiro rei de Israel foi escohido por Deus, rejeitado, foi substitído por Davi, outro escolhido de Deus. A igreja primitiva tinha uma missão e tinha consciência dessa missão. Sentiam-se eleitos para uma obra e para o cumprimento de um propósito no grande plano de Deus.

Deus escolheu Noé, tempos depois escolheu Abraão, ainda depois entre Esaú e jacó, escolheu Jacó, que viria ser Israel. Por quais razões Deus escolheu essas pessoas? Ainda viria a escolher José e também a Moisés, Josué e tantos outros homens e mulheres em toda a Bíblia. Todos eram pecadores como todos os decendentes de Adão e Eva como nós mesmos somos. Por que então seriam escolhidos? Escolheu Maria para ser a mãe do Senhor Jesus e a José para ser o seu padastro. Maria era pecadora tanto quanto qualquer um de nós. Não por viver em pecado mas por compartilhar a natureza que todos nós possuímos. Mas algo distinguia todos eles, cada um em seu tempo, lugar e encruzilhada histórica no grande plano de Deus. Mais recentemente Lutero, Calvino e tantos outros reformadores. E a história prossegue com inúmeros pregadores que não só levaram a mensagem do evangelho, foram grandes mestres e alcançaram povos e nações distantes de sua terra natal, tudo por amor a Cristo. Foram escolhidos, creio, pois tinham talento e determinação para fazer o que Deus espervada deles. Outros copo Saul e Judas também o tinham, mas em dado momento de suas vidas, a exemplo de Satanás, perderam o foco que seria glorificar  a Deus, se rebelaram e tentaram alcançar seus próprios propósitos. Dizem alguns estudiosos que Judas pensava em lucrar duas vezes: financeiramente e ainda. de alguma forma, ter a prova definitiva de que Jesus poderia ser o libertador político de Israel, já ue Judas tinha, possivelmente uma ligação com um grupo político que tinha como objetivo uma revolução que libertasse Israel do domínio e julgo econômico que os judeus como nação eram submetidos ao império de Roma. Conhecedor , como Deus, dos desígnos humanos, e do rumo que um ser pecador pode tomar a cada momento Jesus dissera a Judas: " O que tens de fazer, faze-o depressa" e o comentário "melhor que não tivesse nascido".

Concluindo vemos claramente que alguns são eleitos para uma obra específica, a partir de uma escolha cuidadosa, dentro do grande plano de Deus. "Muitos são chamados mas poucos escolhidos". Não para a salvação mas para uma obra. No que concerne a salvação todos são chamados. Há a classe dos eleitos para o serviço e a classe dos salvos que são todos que os que creem no evangelho que aponta a Jesus, e só Ele, como salvador de cada homem, mulher, criança, velho, rico, pobre, branco, negro, amarelo, etc.

Apocalípse 22:17
E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.

Finalmente parece ser conveniente cada um se auto proclamar  um "escolhido", "eleito", mas dura coisa é ser escolhido ou eleito, pois o tal terá uma obra a fazer e não poderá falhar. E se o fizer a sua situação não será nada boa diante de  Deus. Ao invés de presunçosamente declarar isso aos quatro ventos, deveria se perguntar: o que de especial fui certamente chamado a fazer para o Senhor, se de fato o fui ? Você pode responder, que é um pastor, missionário, evangelista, cantor, músico, etc. Há porém  inúmeros pastores espalhados pelo mundo, também músicos, evangelistas, etc. Todos sem serem "especiais", "eleitos", a comissão dadas eles é a mesma dada igualmente a todos. O que a eles competem fazer é o mesmo que compete a mim e a você. Continue pois a fazer o que é justo, o que lhe vem a mão para ser feito. Se Deus o separar para algo maior e específico Ele o fará saber. Nessa segunda situação não é de bom tom sair apregoando a sua eleição, sua escolha para determinada obra dentro do grande plano de Deus, pois a regra básica dentro do reino de Deus relacionada ao serviço e a sua obra é bem simples. 

Observe:
 
Em Mateus 23 11
 "Entre vós , o mais importante é  aquele que serve os outros " 23:12 "Quem se engradece será humilhado, mas quem humilha será engrandecido."


Ao invés de sair correndo por aí proclamando a sua própria eleição para a salvação, seja agradecido por conhecer ao Senhor e se uma obra específica lhe veio a mão para ser feita para a glória do Senhor, faça sob a graça do próprio Senhor e lembre-se que a sua salvação se deve unicamente a fé depositada no Salvador e no reconhecimento dele como Filho unigênito de Deus.



por Helvecio S. Pereira


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UMA OUTRA IGREJA


Só há uma igreja ou assembleia de homens e mulheres salvos pela crença no Senhor Jesus como Filho unigênito  de Deus e único e suficiente Salvador. A presença no rol de salvos, membros dessa igreja invisível, pois não se confunde com nenhuma instituição religiosa, denominacional, temporal e particular se dá pelo encontro individual do crente, após ouvir e crer na mensagem do evangelho, que somente aponta para a pessoa única e bendita de Jesus Cristo vivo e não apenas mais  uma personagem histórica.

Através dos séculos posteriores a ressurreição e assunção do Senhor Jesus, algumas comunidades se auto identificaram ou autodenominaram como a igreja verdadeira. A maior delas a igreja católica romana, mas outras surgiram como única alternativa religiosa e únicas portadoras da verdade dentro do cristianismo. É verdade que vários movimentos tiveram efeitos benéficos à proclamação do verdeiro evangelho no mundo. A Reforma Protestante e o trabalho de reconstrução de uma igreja com uma fé genuinamente bíblica por parte dos  reformadores, é um dos muitos bons exemplos. Temos então a atividade empreendida por homens e mulheres que tiveram como consequência, um aperfeiçoamento  da igreja e da fé remanescente, desde a igreja primitiva. Deve-se reconhecer também que nenhuma das igrejas resultantes da reforma foram perfeitas em sua liturgia e teologia e prática, fato perfeitamente natural. É bastante patente tambem, que nem por ocasião da reforma, ou antes dela, com os anabatistas e outros grupos menores, nem tão pouco em períodos posteriores, incluindo a época presente, não houve e não haverá uma igreja instituicional, que se confundirá em cem por cento com a igreja de Cristo, da qual membros de todas as nações, culturas, raças e épocas  fazem dela parte. Igreja essa que ninguém será capaz humanamente de identificar e listar todos os seus membros, todos aqueles que tem os seus nomes inscritos no livro da vida. Paralelamente na sua sede de poder e submissa adoração, Satanás sempre criou alternativas religiosas para o homem em que cada pessoa é identificada por elementos bastante visíveis e marcantes, a vinculação do crente ou fiel à aquela crenaça particular. Fato esse motivo de controvérsia e debates, principalmente na nova Europa unificada, o novo imério Romano que se delinea como suporte ao  anticristo ( cristo vicário ou substituto - mas esse é outrto assunto...)


Contudo é observável no presente, em passado recente, ou até  distante, a tendência de alguns cristãos sinceros ou com pouco menos bom senso, se acharem a cima dos demais, por terem a si mesmos como portadores de uma revelação especial ou entendimento particular em detrimento dos outros. Tanto uma como outra atitude, tráz a sensação de um outro nível de espiritualidade,acima e de qualidade, diríamos "diferente". Os resultados  são uma diferença na pregação do evangelho, um evangelho diferente, que não atinge a todas as pessoas e a todos os homens, e uma atitude geradora de divisão que chega, não poucas vezes, ao limite do tratamento jocoso com aqueles que representam uma oposição às suas posições (vejo isso todos os dias que visitos sites e blogs que tratam de controvérsia teológica ).


Para esses, uma compreensível experiência de encontro com o Senhor Jesus, chega a ser desmerecida, a não ser que traga algum elemento diferencial, priovilegiada por eles, que vão desde uma pretença eleição, uma predestinação, revelação, um nível de  conhecimento ou de compreensão bíblicas, alinhamento com certas verdades particulares, seleção ou eleição  de determinados sinais ( aceitação de alguns sinais e desprezo ostensivo por outros ), que termina em um consequente e compreensível sectarismo. Tais grupos não enfrentam seus virtuais opositores mas fortalecem seus argumentos internamente dentro de seus próprios grupos, de onde exercitam um possível debate ). Se comportam assim, principalmente os paraprotestantes entre outros, e a propagação de suas idéias  se dá no vácuo do despreparo dos que defendem outros posicionamentos diversos dos seus próprios. Infelizmente se encaixa nesse análise a Igreja genuinamenrte evangélica e a primeira igreja pentecostal brasileira que perdeu o bonde da história, deixando de influenciar culturalmente o país e de ter impacto em seu próprio país de origem, a Itália.

Idéias plurais existem de a muito dentro da chamada igreja cristã, se incluindo nesse fenômeno a própria igreja católica romana, cujo sitema hierárquico possui mecanismos bastante eficientes na vigilância teológica e litúrgica. Que eliminam e perseguem tendências virtualmente perigosas e que favoreçam uma consequente ruptura com a hierarquia, ao mesmo tempo que  assimila outras que possam acomodar grupos passíveis de uma separação da igreja mãe. Assimilar e combater preservando a instituição maior é a máxima aparentemente adotada. Nas chamadas igrejas protestantes, o processo se dá um pouco diferente. Uma idéia dissidente normalmente origina uma nova igreja, uma denominação e um ministério. Há divisões aparentemente benéficas quando se faz uma correção teológica ou de práticas, como no caso da denominada "renovação carismática" que concorreu com o "pentecostalismo" acorrido um pouco anteriormente. Pode significar uma novidade como no caso da Igreja Adventista que trouxe a tona o retorno iminente do Senhor Jesus à terra. Essa primeira igreja Adventista não existe mais e suas sucessoras, Adventista do Sétimo Dia e da Reforma constituem um diferencial doutrinário e teológico no que se refere à dicotomia do homem, a imortalidade da alma humana e o inferno. As testemunhas de Jeová , Os Santos dos Ùltimos Dias seriam mais um exemplo de "novidade". opondo-se a trindade e criando a idéia da pluralidade divina, entre outras criativas "novidades". Há ainda dentro das igrejas reformadas e reconhecidamente históricas,  linhas de pensamento que convivem dentro de denominações iguais ( com mesmo nome )  e grupos ministeriais as quais o membro muitas vezes não sabe, e se sabe, se alinha pacificamente depois de sua conversão. Finalmente as idéias podem ser plurais por gênero que as produziu ( na imensa maioria por homens, caso exemplo do desenvolvimento das Assembléias de Deus, basicamente nordestina e pobre, e machista - essa análise não é minha é histórica e apresentadas em teses de mestrado de  próprios assembleianos ), por classes sociais ( presente ou de origem ), com infuências étnicas ( no Brasil esse impacto parece ser menor que em outros países ) e finalmente econômicas ( essas terrívelmente marcantes e originadoras de todos os tipos de teologia desenvolvidas ). Por exemplo, pobres ou crentes que já foram pobres e que se incomodem com a probreza podem produzir, por exemplo, uma "teologia da prosperidade". Já cristãos acomodados em sua situação econômica podem entender que prometer biblicamente riquezas às pessoas seja além de uma mentira, algo anti-bíblico, ou profundamente imoral. No catolicismo só padres que conheciam a probreza e  apenúria, bem como as injustiças sociais " in locu", das pessoas de regiões específicas, colaboraram com a chamada "teologia da prosperidade". No meio evangélico somente pastores que conheciam populações assoladas por várias e reicindentes doenças e sem recurso, assistêmncia médica pública eficiente e acessível, se alinharam  ao pentecostalismo e a chamada "cura divina". Os contrários sempre estão em campos práticos da vida também opostos, não só o das idéias.

A igreja institucional, humana, não houve, não há e não haverá em tempo algum sobre a terra., que se confunda com a Igreja invisível, vista somente pelo Senhor. A propria igreja primitiva abandonou práticas que não são mais adotadas como terem todos tudo em comum, por exemplo. Você não vende seus bens e muda-se para uma comunidade comunista, comunitária, e lá passa a viver com a sua familia. Isso é impraticável, não só, isso vai contra a lógica do "ide por todo mundo". Engraçado que de vez em quando surge um ou outro grupo recriando a velha fórmula. Atualmetnte a uma igreja evangélica que recruta jovens de diversas famílias que tenham o desejo de dedicar a sua vida integralmetne a Jesus. Tirados de saus famílias seguem um programa absolutamente rígido em uma de suas propriedades fazenda. Na igreja primitiva isso foi naturalmente abandonado pois fazia parte de uma compreensão errônea que eles,como igreja, tinham muito naturalmente. Consideravam, por exemplo, eles, que a volta do Senhor Jesus a terra ainda se daria na sua geração. Trata-se de uma visão romântica achar que a igreja que ainda se organizava, era de fato uma igreja perfeita ou melhor que a que existe hoje. O que ela consegui, com enorme oposição e menores possibilidades materiais, fazer incomensuravelmente mais  do que todos os cristãos juntos  fazem hoje no mundo. Essa é a grande lição que deveríamos tentar aprender.

O motivo que me levou a fazer essas pequenas e resumidas considerações foi uma declaração,  feita em tom bastante sério, encontrada em um blog cristão-evangélico que retrata, registra um fato: mais uma vez irmãos qeu um dia tiveram uma experiência de encontro com o Senhor Jesus everendem  por um camiinho e erro que não é novo. Foi postado no blog a que me refiro o seguinte ( tratando de um convite a divulgação mútua do blog de um leitor do blog em questão, com a finalidade de divulgação de seus respectivos conteúdos ):


"Lembrando que para ser aprovado, seu site/blog deverá possuir conteúdo de linha calvinista e reformada ou que aborde temas diversos como religião, cultura, política e comportamento a partir de uma perspectiva calvinista. O Eleitos de Deus se reserva ao direito de não aceitar sites e blogs de outras correntes teológicas, nem aceitar também sites/blogs com teologia diversificada ou que aborde temas diversos numa perspectiva liberal, modernista  ou  arminiana ( o grifo final também é meu)."


sábado, 30 de janeiro de 2010

UMA NOVA SALVAÇÃO: A DO CONHECIMENTO



Conhecer a Palavra de Deus e através dela, só dela, conhecer o Salvador Jesus Cristo é algo patente entre os cristãos evangélicos. A medida que o tempo passa, no que chamamos convencionalmente de "vida cristã", ( que nada mais parece ser que, o tempo em que você vive nessa terra, indo a igreja, lendo a Bíblia, orando, dando testemunho e procurando fazer o melhor para Deus segundo seu particular entendimento, e capacidade ) cada uma de nós, guardadas as proporções, sabe mais, com o tempo de conversão, acerca do que se  crê. Penduricalhos eclesiásticos como hinos de um hinário denominacional, tipo de culto preferencial, tipo de lazer cristanamente permitido pela cultura denominacional, ou do país em que vive, tipo de evangelismo adotado, prioridades denominacionais, etc.

A vida cristã é portanto aquela forma que passamos a viver diferentemente da vida não cristã anteriormente vivida. Reflete em última instância o nosso encontro com a verdade, a nossa conversão. Todo convertido ao evangelho tem um testemunho, uma boa história que vale a pena, não só ser contada, como recordada. Aquele que não tem nada para contar de particular provavelmente não converteu de fato. Há um consenso entre os crentes que essa primeira experiência é a que marca a vida do cristão, do crente, é a melhor da vida cristã. Somos relembrados e exortados a voltarmos ao "primeiro amor", coisa que a própria Bíblia nos exorta a fazer. Aliás o próprio Senhor Jesus, no último livro da Bíblia, o livro do Apocalípse 2:5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;

Certa vez disse, em conversa com outros professores, que em nenhum momento da história, mudanças foram introduzidas, para o bem ou para o mal, por pessoas completamente ignorantes. Ao contrário do que se ensina no mundo acadêmico e nas escolas em geral, que mudanças e revoluções venham das "bases",as grandes mudanças, incluindo as do plano de Deus, Ele o Senhor recorreu, preparou pessoas com capacidades intelectuais necessárias e suficientes para cumprir nelas  os seus propósitos. Os exemplos não são poucos na Bíblia. Poderíamos começar com Moisés, passar por Lucas e citar o apóstolo Paulo. Os reformadores do século XVI eram pessoas, homens igualmente cultos, instruídos e preparados dentro de um ambiente idólatra e herético, que era o catolicismo, mas que lhes proporcionou a instrumentalização necessária para prestar o devido serviço que Deus exigiria para o cumprimento da Sua vontade no mundo daquela época, e não só para o seu tempo mas para os séculos vindouros, chegando inclusive  até nós.


Para ser salvo, para crer na mensagem do evangelho, para ter um encontro com o Senhor não são necessários nenhuns pre-requisitos sejam eles, intelectual ou cultural. Para certas demandas necessárias ao Reino de Deus óbviamente sim. Fazer uma tradução da Bíblia, algo necessário, exige um longo e penoso  estudo, treinamento e finalmente trabalho. Poderíamos citar outras áreas necesárias como a música. Minimamente deve-se conhecer música para escrever uma música, um hino que seja agradável como Arte e eficiente como meio de  inspiração cristã. Entretanto nas minhas visitas a sites e blogs cristãos e particularmente evangélicos, tenho observado a sutil e aparentemente justificada, nova prerrogativa para uma "vida cristã", que chega a insinuar  perigosamente a uma "nova classe de salvos" e naturalmente de perdidos. Sutilmente o evangelho parece ser algo que só pode ser assimilado, vivido e recebido se esse cristão, se esse novo crente entender profundamente as sutilezas da doutrina cristã. Naturalmente os que se ocupam na defesa quase inconsciente, e ou valorizam esse novo quesito desdenham  confessadamente e não titubeiam em atirar farpas aos seus oponentes que não "alcançam" tais compreensões.


É bem verdade que os quatro evangelhos, cada um destinado a um público em sua época: Mateus aos judeus, Marcos aos romanos, Lucas aos gregos e João aos gentios;  as cartas apóstólicas, a maioria de Paulo, mas também de Pedro, Judas, Tiago e João; mais o livro de Atos e  a Revelação de São João; juntos tratam das profundidades da fé da Igreja, incluindo tudo o que devemos saber sobre ela e seu lugar no plano de Deus. E o que o Novo Testamento, prefiro chamar de Nova Aliança, contém, não é algo raso, rasteiro, sem profundidade, mas ao contrário, profundo e que demanda entendimento e revelação no seu devido tempo, como assevera várias passagens incluindo as do Apocalípse principalmente. Esse é um fato.

Outro fato é o da igreja e seus ministros gastarem boa parte de seu tempo incutindo nos novos conversos todo o entulho de discussões feitas no nível da teologia discutida ou ensinada nas graduações nos seminários. Em um seminário normalmente se vê os dois lados da moeda, as várias correntes de interpretação, os movimentos e tendências históricas e diga-se, a verdade em detrimento da compreensão simples que cada leitor da Bíblia deva ter na sua prática devocional diária. Os ministros academicamente mais preparados assumem posições de acordo com os teólogos e pregadores surgidos no decorrer de determinado registro eclesiástico e denominacional. Não haveria mal nisso se fosse apenas a título de conhecimento e informação, mas o fato é, e o é na prática, que reformadores, teólogos, pregadores, enfim distintos defuntos, ainda que cristãos, tem força e impacto na compreensão diária das escrituras. A tradição protestante passa a ter tanta força, fazendo-se um paralelo, com as tradições católicas. A igreja católica e o cristão católico não dialogam  livremente com as escrituras, a Igreja Católica, através da sua tradição, doutores, concílios, e encíclicas, é que tem força na mente do fiel. No seio protestante uma  classe de ministros está igualmente contaminada. As denominações que pagam os seus salários, que lhes dão moradia e suporte para terem uma vida privilegiada com tempo para estudo, lazer, desenvolvimento acadêmico, é alinhada com tais e tais posicionamentos. Livres ao crer no evangelho são agora  escravos novamente. Se auto separam-se em posições teológicas, pró alguma coisa, contra outra coisa.

Esse tipo de crente, ao desejar saber sobre, por exemplo, a salvação, recorre a um livro que tenha algum capítulo sobre a "justificação do crente". Tenho alguma dúvida sobre uma passagem bíblica recorro a um livro que já contenha a interpretação daquela passagem ( não confundir com geografia Bíblica, antroplogia Bíblica, História Bíblica, etc.). Li em um blog, um pastor "explicando" que a unção dos doentes com óleo não é uma prática correta hoje em dia, pois Jesus mandou que os discípulos não levassem nada consigo, inclui-se aí, segundo a sua compreensão o óleo, e que tal recomendação encontrada nas cartas paulinas, é porque "era costume untar-se as feridas com óleo naquea época, por ter o óleo propiedades anti-inframatórias"(!!!). Esse mesmo irmão sutentou nas entre linhas uma defesa do "sexo anal", ( coitadas das esposas desses irmãos ...) reconhecendo o homossexualismo como pecado, mas afirmando contudo, que Sodoma e Gomorra não foram destruídas por causa da sua degradação comportamental relativa a uma prática sexual sodomita. Esse novo "salvo" é doutor em tantas coisas e discute detalhes do registro bíblico bem próximos daquelas que ficaram históricamente conhecidas como "conversas bizantinas". Quem não detém o mesmo nível de conhecimento ou "erra" em detrerminada interpretação, é tido como candidato "à  perdição".

Muitos pastores de igrejas evangélicas  respeitadas são dispencionalistas e outros não. Se você nunca estudou o assunto e nem sabe a que essa palavra se refere, não se preocupe. Sua mãe, sua esposa, seu filho, seu amigo, todos podem ser salvos sem ocuparem as suas mentes com essa discussão. Deus vai cumprir todos seus desígnos, a história humana irá se cumprir dentro da soberania divina mesmo a despeito da sua mais completa ignorância sobre o assunto, ou de seu amigo ou de seus parentes.

Você é a favor ou contra a "teologia da prosperidade", expressão que nem existe na Bíblia? Se você a conhece e é contra, provavelmente você tem uma vida dentro dos padrões aceitáveis socialmente. Nunca vi alguém "na pior" ser contra uma declaração de que Deus pode abençoá-lo economicamente mesmo sem saber que a isso se dá o nome de " teologia da prosperidade". "Cura divina"...você é a favor ou contra? é que você ainda não esteve doente. Não importa o nome, a polêmica. São contra, aqueles que podem pagar um bom plano de saúde e fazer exames preventivos. "Profecias"...como elas ocorrem na igreja, como não ocorrem, perigos, erros, se são para hoje, se não são mais para o presente tempo... Todos os terminantemente autoconfiantes sejam na sua cultura, conhecimento acadêmico, etc, são terminantemente contra. É possível entender a Bíblia sem o mínimo de suporte ( entenda-se alguém que lhe ensine, um curso, uma classe preparatória, etc.)?  Uma pessoa simples pode responder que sim, outros que tenham a necessidade de estar alinhados com um grupo específico com compreensão específica, podem dizer certamente que não. Católicos Romanos, Testemunhas de Jeová, Adventistas, Mormons e denominações históricamente respeitáveis dizem certamente que não. Não se pode entender o que as Escrituras Sagradas declaram sem que alguém lhes diga o que elas, as Escrituras estão dizendo. Você pode não saber, mas é uma grande e importante discussão.

O mais interessante, tirando os paraprotestantes e católicos romanos, evangélicos autênticos já criaram uma novo nível de excelência para a conversão e vida cristã. Li, recentemente um livro evangélico, em que o autor demole literalmente o valor do apelo e da aceitação pública de Jesus como Senhor e Salvador, afirmando e demonstrando que é "um grande erro" da igreja evangélica em assim proceder e que está ela, igreja, a criar uma classe de cristãos de "segunda categoria" (??!!) Imagino que esse cidadão nunca aceitou Jesus publicamente ou se o fez, ele mesmo retira o valor dessa, ao meu ver, importante experiência.

Por essas e por outras, é que me alegro quando ouço ou leio o testemunho de alguém que ao aceitar Jesus "chorou por mais de uma hora", jogou o maço de cigarros no chão e pisou nele, deixou imediatamente as drogas, etc. Recentemente um preso parou em frente a penitenciária em sua cidade pedindo para ser preso novamente para terminar de cumprir a sua pena. Fugido a mais de três anos, aceitou a Jesus de alguma foma, em alguma igreja, e queria pagar a sua dívida com a lei cumprindo o resto da pena a ele imputada. Saiu em todos os jornais, está na web, deu nas rádios e nas televisões. Graças a Deus esse irmão não sabe nada de "calvinismo", "armianismo", "cessacionismo", "renovação carismática", "unção profética","dispencionalismo", "predestinação", "neocalvinismo", "teologia da prosperidade", "maldição hereditária", etc, etc. E espero sinceramente que continue sem saber. Desejo sim que ele e qualquer um consiga crer no que Deus declara na Sua Palavra a qual contém todas as bençãos possíveis, e a segurança necessária e  perfeita para a nossa vida, e para a nossa morte. Pelo Senhor Jesus, nosso único e suficiente Salvador. Amém e amém.
por Helvecio S. Pereira

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A MALDADE POR TRÁS DA FÉ

Provérbios 2:11
O bom siso te guardará e a inteligência te conservará;

A internet, a web enfim, tem se revelado como uma importante possibilidade de comunicação e de expressão de idéias. São encontradas na rede todo o tipo de manifestação de idéias e de comportamento. Há informação de todo tipo, diversão, pornografia, verdades, mentiras, etc. A manifestação da fé igualmente é compartilhada como consequência natural, já que o ser humano, como ser social, compartilha aquilo que acredita ter ou crer. Todas as religiões praticamente, todas as crenças, tem em alguns aficionados pela tecnologia, uma ferramenta capaz de registrar e dar formato a recortes de sua crença, à utilização da nova ferramenta e mídia.

O cristão não ficaria de fora, apesar de historicamente, por medo, haver se mostrado mais resistente a novas tecnologias. Primeiramente foi o rádio, depois a televisão e por último a internet, sem contar a resistência na inclusão no culto de novos instrumentos musicais e novos ritmos. É até cômico o mais recente apelo do papa católico, Bento XVI, a seus padres dizendo “ por Deus tenham um blog.” O crente evangélico ávido por proclamar o evangelho ao maior número de perdidos é uma personagem , graças a Deus, bastante ágil na utilização das diferentes possibilidades da web tais como podcasts, blogs, orkuts, twiters, etc.

Contudo na minha ávida peregrinação pela web, por gosto, que virou parte de meu trabalho profissional, me deparo com diferentes e não poucos blogs e sites evangélicos, quwe não são poucos no sibespaço da web. Criados e sustentados, na maioria por leigos, membros de igrejas de diversas idades, na imensa maioria homens, de diferentes denominações, confissões, gostos estéticos, musicais, etc. Há também sites e blogs de instituições teológicas, ministros, pastores, missionários, bispos, apóstolos, alinhados em diferentes teologias. Há sites de notícias ligados ao segmento evangélico, de humor, de testemunhos, de evangelismo, de fofocas, de serviços como Bíblias on line, dicionários bíblicos, materiais diversos grátis, como cds, e-books, aplicativos como editores de sermão, Bíblias eletrônicas, etc. Há também uam variedade de sites de vendas de produtos criados e consumidos  apenas pelo segmento de cristãos evangélicos, etc. As possibilidades são imensas e novas utilisasões surgem a cada dia.

Quero, entretanto me ater a algo que me incomoda: a maioria deles não é benéfica ao neófito na fé. Muitos são de efeito nefasto naquele que conheceu a pouco tempo a Palavra de Deus. De fato, muitos deles, o que  neles aparecem ou o que é colocado, não tem o objetivo claro de trazer a edificação da fé de quem acessa o blog ou site. Muitas vezes não é por maldade, quero acreditar, mas pela avidez, presa de expressar indistintamente o que vai no coração de quem produz o texto, enfim a mensagem, a notícia. No trabalho, na família, há , na maioria das vezes a possibilidade de se consertar uma declaração feita, se desculpar, dizer de outra forma. Na web como na mídia de massa em geral não há volta. Semelhante a uma flecha lançada, um tiro dado, não se pode mudar o seu curso e haverá uma consequência irremediável.

Meu sogro morreu com mais de noventa anos. Deve ter conhecido ao Senhor  Jesus com mais de setenta. anos de idade. Abraçou a fé no Senhor e o amou até o fim, ainda que nos últimos dois anos houvesse uma degeneração da sua mente e tenha ficado impossibilitado de fazer o que mais gostava: ler sua sua velha Bíblia. Quando o conheci, e alguns anos após casado com a sua filha, eu usava cabelo grande, como até hoje ( um dos genes que não herdei, pelo menos é o que parece até hoje é o gene da calvície ) e meu sogro algumas vezes me mostrava biblicamente, graças ao apóstolo Paulo, que eu deveria cortar os cabelos. De tanto ele falar, na verdade não falava tantas vezes, um dia como sou formado em Arte Plásticas,  fiz curso de estilismo e tudo o mais, expliquei-lhe que a gravata é um acessório masculino de símbolo fálico ( o que é plenamente verdade ). Não satisfeito ainda lembrei-lhe da perfórmace daquele comediante brasileiro o “Cocada” em que a sua gravata levantava toda vez que passava uma moça bonita. Para arrematar ainda dei-lhe o golpe final, mostrando a diferença e o motivo de padres e pastores de igrejas históricas usarem antigamente o colarinho ou gola clerical. Obtive em minutos a vitória! meu sogro nunca mais falou do meu cabelo e nunca mais usou gravata. Até o fim de sua vida, enquanto pode decidir por si mesmo, usava terno e  camisa social abotoada até em cima, sem gravata.

Foi uma vitória do discurso bem feito, incontestável, uma defesa de posição legítima, mas maldosa e egoista.  A visão de uma congregação de homns de ternos  xadrezes e cabelos cortados a máquina um não me agradavam como a visão dele de uma igreja de homens cabeludos e barbudos também lhe desagradava. Derrotei a igreja que simplesmente me incomodava e da qual estéticamente não me identificava. Se essa discussão fosse resultado de um concílio que impacto teria em todas as demais gerações não é? No momento parecia que valia a pena. Tratava-se de um grande serviço à causa da igreja de Jesus,  enfim liberta da breguice, da caretice. Essa mesma maldade move postagens sinceras na web. São defesas justas, sinceras mas maldosas. Em nome de uma defesa de uma fé particular, que na maioria das vezes só discute detalhes. Em nome de uma defesa da igreja do Senhor, em nome de uma defesa de posição teológica particular, posta-se tudo, fala-se tudo. Um pastor amigo de um amigo meu e grande irmão em Cristo, possui um blog. Sempre li as postagens em seu blog e continuarei a lê-las. Inteligente, culto, preparado teológicamente, postou em seu blog, entre outras coisas um trecho de um programa de uma das igrejas neopentecostais veiculados na tv. O vídeo tem poucos minutos e registra a fala dos pastores desse ministério ou denominação, com uma pilha de garrafinhas , miniaturas das garrafas de água mineral, em que eles mesmos, tais pastores diziam, pedindo uma oferta, “ que uma única gota dessa água ungida, meu amigo irá curar a sua enfermidade, onde você estiver, etc,etc,” Ele teve o trabalho de assistir o programa, gravar e editar o vídeo, colocá-lo no you tube e depois postá-lo em seu blog. 

A crítica feita por esse pastor e minsitro evangélico é tão legítima “teológicamente” como a minha feita ao meu sogro sobre a gravata. Porém não contribui em absolutamente nada para a fé de alguém que esteja desesperado e de repente ouve que Deus o ama e poderá curá-lo. Não é em  nome de Maria, em nome de José de João ou de alguma Nossa Senhora não sei das quantas. Posso discordar do método, das garrafinhas, mas se o Senhor Jesus quizer usar  a tal gota da garrafinha, eu não tenho nada com isso. Não é justo que através da minha crítica a pessoa tenha uma atitude de não-fé: " é mentira Deus não irá curá-lo (a) através dessa aguinha ungida...você está perdida...desista não  há nehuma chance para você."

Se você prestar atenção aos diversos relatos bíblicos, não havia precedentes para os sete mergulhos do general Naamã no rio Jordão, nem para o óleo da botija da viuva de Serápta, nem para o machado que flutuou nas águas, nem para os lenços que entrava em contato com o corpo do apóstolo Paulo. Para não nos gloriarmos Deus usa quem Ele quer e opera confome a sua soberania. Isso não  significa que todos os métodos sejam válidos mas que muitas vezes a linha é tênue e não devo apressar-me em julgar. Ponha-se na brecha e faça se possível  algo melhor do que aquele a quem busca criticar. Que suas palavras e testemunhos sejam só para edificação, nunca para descrença, que sempre aponte para o amor e o  poder ilimitado do Senhor na vida das pessoas.

Um irmão me acusou de pragmático. De certa forma acho que o sou. Quando me converti aos dezessete anos, não trabalhava, só estudava e quando decidi por Jesus ia todos os dias a igreja e visitava várias outras igrejas evangélicas. Não por curiosidade mas para aproveitar ao máximo e ouvir mais vezes a pregação da Palavra de Deus. Naquele tempo, por razões naturais, tínhamos nas igrejas apenas três cultos semanais. Sendo batista, as vezes cultos em outras igrejas como Quadrangular, Nazareno, Assembléia e tantas outras me incomodavam bastante e olhem que as diferenças se limitavam mais ao gosto musical, ao barulho no momento das orações e ao mal humor do pregador. Ah! havia as roupas e os cortes de cabelo...

O que relato a seguir não é um confronto ao que esse amado pastor postou em seu blog. é que como já disse e fui acusado por um irmão sou pragmático. Ao invés de ficar em casa sendo pastor ( deveria estar fazendo outra coisa, pregando em algum lugar, na praça, na rua, no monte, sei lá...) e vendo o programa dos outros deveria , sei lá fazer o que fiz. Um dia com tempo fui a sede dessa mesma igreja em Belo Horizonte. Chegando lá encontrei um irmãozinho que conheci a vinte anos atrás. O culto foi bem organizado, os cânticos, as orações, a mensagem inteiramente bíblica. Sem exageros, conduzido com sabedoria pelo bispo responsável,etc. Ao final do culto encontrei o tal irmão de tantos anos atrás. Disse que passou por situações difíceis, ficou distante do Senhor mas que agora voltava. Faltando um dente ou dois, com um pouco de bafo de bebida, ligeiramente mal arrumado...Algum tempo depois, uma mês ou mais, voltei a essa mesma igreja, reencontrei o mesmo irmão, mais animado, disse-me que estaria indo ao monte junto com os pastores e demais membros. Mais um tempo e uma outra vez estive lá, e ele participava de um grupo de preparação para novos obreiros. Mais recentemente estive lá, queria vê-lo, procurei-o com o olhar em meio a multidão. Vi-o com a tradicional calça azul marinho, camisa social azul, gravata azul marinho e craxá de obreiro. Alegrei-me. Esse irmão atravessou uma separação, um divórcio, a distância da única filha que agora está formada em um curso superior, casada e firme em uma igreja...a sua própria frieza na fé e acolhido por essa igreja ajuda outras pessoas a conhecerem a Cristo. Tenho eu o direito e a legitimidade de destruir tudo isso? Em nome de quê?


Mas o pior, ou o melhor, dependendo como se vê, relato agora. Esse irmão a três décadas atrás ou mais, era mendigo. Um dia ouviu em uma rádio um programa do mais analfabeto pregador que já tive notícia. Já falecido, chamava-se Geraldo de Carvalho. Inspirado no ministério da Igreja Deus é Amor, alugava horários em rádios AMs e se intitulava “Missionário Geraldo de Carvalho”. A sua pregação tinha de tudo de ruim e errado. Do português ruim a pregação estapafúrdia. O salão alugado para as suas reuniões ( uma vez passei na porta ) era uma coberta , que parecia ter sido uma oficina mecânica, ou algo semelhante, com um piso irregular, com os bancos dentro. Mas foi essa mensagem no rádio e as reuniões dirigidas por ele e a suas orações, que tiraram aquele irmão da sarjeta. É por esse motivo que não desdenho de ninguém que tenha a coragem de pregar o evangelho, com pouco ou muito preparo, com tal ou tal estratégia. Assumo o meu pragmatismo em prol do evangelho, e só faço uma crítica  àqueles que por naturais oportunidades puderam se preparar culturalmente melhor, que julguem que alguem esteja errando, só há uma atitude recomendável: que façam melhor, que abençoem mais pessoas, que alcancem mais pessoas. Nem sempre é a bondade que nos move nem mesmo quando temos atitudes e interesses aparentemente cristãos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ELEITOS



Há termos ou palavras e até mesmo expressões que não aparecem em nenhum lugar da Bíblia mas são repetidas pelos cristãos ( e muitas vezes não há errado nisso ). O problema é que se tornam bandeiras ardorosamente defendidas por alguns e combatidas com igual devoção e força por outros. Daí surge a idéia que algumas, ou muitas delas, sejam novidades e que foram finalmente "descobertas" por alguém. Talvez eu não consiga fazer uma melhor exposição sobre o assunto, mesmo porque não é o propósito do espaço desse blog, o de  ser um roteiro de estudo teológico, ou até mesmo uma pregação sobre algum assunto. São apenas reflexões que compartilho com o leitor e que cada um deve, se assim agradar, desenvolver a sua própria reflexão. Justifica-se também a minha posição de fugir de grandes polêmicas, ainda que aparentemente necessárias, que possam se prolongar indefinidamente, e pior não contribuir para o fortalecimento da fé de alguém. Nas minhas naturais visitas a sites e blogs de toda espécie, religiosos ou não, cristãos ou não, e também cristãos evangélicos, noto que muita gente gasta tempo e recursos, para produzir e manter espaços, que embora abordem a Bíblia e seus temas prioritariamente não edificam. Qualquer um que visite certos sites pode, após a visita e leitura das postagens, sair com sua fé mais ou menos abalada, com dúvidas terríveis semeadas em seu mente. Palavras proferidas são como flechas lançadas, não tornam jamais, e você não pode mudar o seu curso, o seu destino. A responsabilidade e uma avaliação dos resultados causados a alguém, devem vir antes do desejo natural de simplesmente expressar uma opinião. É nesse princípio que  pauto a escolha e avaliação de cada postagem feita nesse blog.

Como já citado em outra postagem, palavras como "trindade", expressões como "teologia da prosperidade",  ou ainda "cura divina", "avivamento pentecostal", "renovação carismática", "teologia da libertação" ( de que e para quê? ), cunhagens de grupos ou situações como "pentecostais", "renovados", "avivados", "tradicionais",  "históricos", "reformados", "neopentecostais", "neocalviniastas", "evangélicos", etc, e outras até  também  curiosas como "desviados", por exemplo. Não que eu desdenhe completamente essas cunhagens todas. Acho até convenientes para sabermos que idéia expressam cada uma delas.

Fato curioso é que na teoria da comunciação e na linguística, se não me falha a memória dos estudos que tive a muitos anos,  uma idéia só passa a existir quando há uma palavra para definí-la. Daí a razão das línguas serem altamente dinâmicas, com palavras caindo em desuso, novas palavras e expressões surgindo de tempos em tempos. Trata-se de uma fato plenamente natural em qualquer língua ou cultura humanas. O problema, no caso, dos cristãos, é a divisão e a luta por idéias que não são novas na revelação Bíblica e agora aparecem com um certo "status". As pessoas, mesmos cristãs e crentes, não recorrem mais tanto  as suas  Bíblias, como deveriam. Antes  aos "papas" de cada idéia, propaladores e defensores de cada posição. Aos novos "doutores da lei", em divindade, ecleseologia, etc, etc.

Já faz algum tempo, um querido irmão em Cristo, me arguiu se Deus amaria mais uns do que a outros. Se não me falha a memória novamente, foi por telefone e eu lhe disse que sim. Na minha opinião Deus amaria mais a uns do que a outros, lembrando que temos em português duas palavras que definem melhor essa situação e que, na maioria das vezes são usadas indistintamente: amar e gostar. Pais amam, na maioria das vezes, todos os seus filhos, mas é inegável que gostem mais de uns que de outros, principalmente como nas famílias  brasileiras mais antigas, onde facilmente havia mais de uma dezena de filhos. O amar tem a ver com o fato de serem todos seus filhos. Gostar tem a ver com a afinidade, com o interrelacionamento com que se tem com cada um, baseado em gênero ( homem ou mulher ) , temperamento, carinho, idéias, etc.

Na Bíblia encontramos facilmente fatos que nos revelam essa atitude por parte de Deus com relação aos homens e mulheres nela retratados. Lembrando que a Bíblia nos fala através de fatos principalmente, não necessitamos nem recorrer a dicionários bíblicos ou nos reportarmos às língua original em que os relatos foram escritos para entender a sua mensagem. Deus sabia que a maioria dessas ferramentas de suporte , certamente válidas, além de não serem exatamente acessíveis a maioria das pessoas, seriam inúteis para muitas delas.

Outro fato revelado nas Escrituras são os inegáveis atributos de Deus. Deus sabe todas as coisas. Tanto as coisas e fatos presentes, como as coisas e fatos futuros. Não se pode esquecer que Deus sabe o passado e portanto não se esquece do que aconteceu e na Bíblia temos essa comprovação. No seu julgamento Deus não poderia omitir por esquecimento nada, nem um mínimo detalhe, acerca de qualquer coisa. As Escrituras deixam claro a plena soberania de Deus. Nada acontece sem seu conhecimento ou permissão. Também não é possível que Deus seja confrontado, resistido e dobrado, vencida a Sua vontade. Então qual  o problema?

Algumas correntes teológicas defendem a compreensão de que a soberania de Deus equivaleria a de um jogador de xadrez que jogue contra si mesmo ( já fizeram isso? eu já fiz e me divertia muito ). O tabuleiro é dele, as peças, a mesa, a sala, a luz , a janela aberta, etc. Ele mesmo escolhe se vai jogar com as peças brancas ou pretas. O lado em que se sentará na mesa a cada partida, etc. E se for um jogador de nível extremamente alto verá todas as jogadas já prontas, vistas por ambos os lados da partida, do seu  lado como jogador e do lado do jogador inexistente, virtual. Alguns veem Deus desse modo. A mesa, a sala, a casa, o tabuleiro, o jogo de xadrez, as pedras, são todos reais, mas a partida é um reles teatro, já que há somente um jogador e não um jogo real, com todas as possibilidades do embate entre dois jogadores reais.

É o estranho tema de Matrix, o filme. Trata-se de uma possiblidade, mas terrivelmetne angustiante, um verdadeiro problema de razão. Essa é a virtude da discussão provocada por Matrix que ninguém, pelo menos a maioria das pessoas não entenderam. A possiblidade defendida pelo autor e roterista, serve como ponto de discussão, mas deveria amplamente  ser combatida pelos cristãos e ponto de partida para evangelização dos não crentes.

Deus a tudo conhece mas não é o maluco jogador de xadrez solitário do nosso exemplo. Se não vejamos: alguns asseveram que a tradução encontrada nas nossas Bíblias não seja correta toda vez que reza  "e Deus se arrependeu"  dizendo que como Deus tudo sabe e jamais erraria,  jamais portanto falha, não poderia  dessa maneira se "arrepender" de algo. Deus não seria portanto "inerrante", infalível como cremos a maioria dos cristãos. Não se trata disso. A palavra original traduzida por arrepender-se ( não vou colocá-la aqui por falta de fontes e também não leio ainda o hebraico ) tem a ver  com a palavra vontade, de desejo. Portanto demonstra que Deus preferiria que tal coisa ocorresse de tal e tal modo e tal não aconteceu. Para tentar resolver esse problema lógico, há uma corrente que afirma malucamente que "Deus não sabe tudo" e que portanto "aprende" a partir das relações que tem com as suas criaturas (!!!).

A Bíblia nos mostra que Deus muda de atitude e temos não poucos registros bíblicos nesse aspecto. Antes de considerarmos a grande questão dos "eleitos" consideremos mais algumas coisas não menos pertinentes nas Escrituras:

Em Gênesis 2:7 e 8

8
E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?

Que tem a ver os vercículos citados acima e a nossa presente reflexão?Bem já falamos que Deus a tudo conhece e sabe. Deus por seus atributos não necessitava deixar os "céus dos céus", o lugar de sua habitação e se achegar ao jardim para saber o que estaria acontecendo  e muito menos perguntar onde eles , Adão e Eva estariam. Essa proximdade e esse diálogo demonstra claramente, entre outras coisas que Deus não é como o jogador de xadrez maluco  que usamos como exemplo em parágrafo anterior. De alguma maneira as suas criaturas tem todas, uma liberdade, uma autonomia, que embora Deus soberano e conhecedor de tudo, se relaciona com o homem. Deus nos conhece inteiramente, sabe dos nossos pensamentos e atitudes, sabe o que será finalmente será concretizado como fato, mas dá margem a que produçamos atos de acordo com uma liberdade otorgada, definida por ele. Se não chegarmos a esse raciocínio toda a possiblidade de eleição de alguém por parte de Deus estaria racionalmente, lógicamente contaminada e portanto impossibilitada.


Adão e Eva tiveram seus primeiros filhos. Caim foi o primogênito. Abel o segundo. Os dois aprenderam a partir de seus pais, que uma oferta deveria ser feita ao Senhor do melhor que obtivessem do seu trabalho. Cada um por sua ocupação ofereceu algo do fruto do seu trabalho a Deus. Deus se agradou da oferta de Abel e rejeitou a Caim e a sua oferta. É o primeiro caso de eleição na Bíblia. Segundo o dicionário brasileiro Aurélio eleição tem os seguintes significados:

eleição
[Do lat. electione.]
Substantivo feminino.

1.
Ato de eleger; escolha, opção.
2.
Preferência, predileção.


Deus definiu portanto a sua preferência, predileção por Abel por razões óbvias. No caso Abel puramente grato escolhendo e dando ao Senhor o melhor. E Caim dando a sua oferta mas comum coração menos grato e não priorizando a pessoa do Senhor e o prazer que Ele teria com a sua oferta. Na Bíblia aparece não poucas vezes o verbo predestinar, mas não no sentido de uma doutrina, uma esquema humano lógico fechado. Deus na sua relação com o homem e com a humanidade se serviu e se serve de pessoas, aí sim, segundo a sua soberana vontade e conhecimento. O relato neotestamentário da conversão e escolha de Saulo como substituto de Judas entre os doze apóstolos ( enviados ) é um exemplo. Quem era Judas Scartiotes? Era um homem de classe elevada, com cultura desejável para a época e de uma família de posição na sociedade. Tinha mesmo umcerto verniz cultural e poderia ser bastante útil na formatação da igreja primitiva. Um homem com ferramentas e possibilidades pessoais que seriam úteis na estruturação da igreja ao longo  dos séculos. Porém foi reprovado. Judas não se infiltrou contra a vontade do Senhor entre os discípulos. "Não fostes vós que escolheste a mim, eu vos escolhi a vós", dissera Jesus em certa ocasião. Porém Judas não passou no teste, na relação que Jesus estabelecia com ele, Judas, a cada dia.

Outro fato relevante e outro personagem no qual devemos pensar como eleito é Paulo. Jesus ( lembrando que Ele é Deus ) conhecia Saulo e o viu por ocasião da morte de Estevão, e por algum motivo, que jamais saberemos qual, Jesus se agadou de Saulo, suportou seus erros de convicção, viu no seu coração uma sinceridade em acertar na dedicação ao verdadeiro Deus, sua natural disposição, revelou-se portanto a ele, e prometeu duramente mostrá-lo, a ele Saulo, o quanto , ele agora Paulo, deveria "sofrer pelo seu nome". Paulo foi eleito e agora "predestinado"  a uma tarefa, a uma obra dentro do Plano do Senhor.

predestinado
[Part. de predestinar.]
Adjetivo.

1.
Destinado de antemão; fadado.
2.
Que é eleito de Deus; que é santo.


Saulo foi destinado de antemão, segundo o dicionário Aurélio, a uma obra que seria da pregação do evangelho aos gentios, estruturação da igreja , a escrita da maior parte dos livros que findamentam a Nova Aliança de Deus conosco. Predestinado quando? Desde "a fundação do mundo". Temos aímais um problema: Deus sabe todas as coisas dese sempre. Deus não toma conhecimento das coisas cinco minutos antes delas acontecerem. O tempo é realmente um problema para entenderemos as coisas como Deus as vê.
Entretanto o fato de saber desde sempre, com antecedência temporal, não impede a Deus de criar novas relações e responder a nossas respostas aquilo que nos declara ou mostra. Deus sabe quem são os salvos. Deus sabe que m são os perdidos, mas uns e outros não foram predestinados a serem eles os salvos e os demais os perdidos. É na reação a tanto a Revelação Geral quanto a Revelação Específica, a dada através das escrituras ou da pregação  da mesma, é que irá se delineando os indivíduos salvos e os não salvos. Dessa forma a obra redentora de Jesus é para todos. Jesus não morreu para os salvos, morreu pra todos os perdidos. Os que responderem positivamente ao Evangelho serão salvos. Os que rejeitarem permanecerão perdidos.


Uma consequência natural para os já crentes é fazerem o melhor que puderem para serem agradáveis a Deus. Deus pode gostar mais de mim ou menos. Se revelar-se mais a mim, ou menos, abençoar mais ou menos. Tal constatação pode ser feita a partir da realidade na própria igreja contemporânea. Uns amam mais ao Senhor, outros menos. Uns são mais despojados e prontos outros menos. Cada um reage a cada situação mesmo dentro da vida cristã de determinada maneira. Não somo iguais uns aos outros e nem tão pouco iguais, os mesmos o tempo todo. João, o apóstolo, era o mais amado pelo Senhor entre os discípulos. Por que? Só podemos supor. Jamais saberemos pois não conhecemos a João.


A doutrina da predestinação, como esquema lógico fechado, acarreta vários problemas como por exemplo: sou eleito, sou predestinado, mas por que? o que tenho que outros não tenham? E se Deus fez todas as ecolhas por mim, incluindo a de crer nEle, por que o fez? E como pode ter me escolhido se incorro constantemente em falhas iguais e maiores que os outros seres humanos. Em que sou melhor do que eles ? E eu sei que não sou. Não mereço a salvação. Só posso ser  salvo pela graça de Deus. Algo claramente reafirmado e proclamado por todos os reformadores no século XVI.


A idéia como resposta surgiu a uma pergunta simples mas que foi mal formulada a época pelos reformadores:
"Por que algumas pessoas se convertem ao evangelho e  e outras não?" A resposta é tão simples. É o mesmo motivo pelo qual uma mosca escolhe voar para a direita ou para esquerda. Se uma mosca pode fazer isso quanto mais o ser humano pode fazer escolhas. Em cima deumapergunta que deveria ser respondida de modo simples construi-se algo grande e complexo que ocupa as discussões teológicas a séculos e sempre com alguma repercussão positiva ou negativa. Deus escolheu a sua esposa ou você a escolheu, ou vice-versa ela ou Deus escolheu você? parece fácil responder positivametne quando as coisas se saem bem. "Deus escolheu" você pode dizer. E para os casais em que tudo deu errado? Seria hionesto dizer que a culpa seria de Deus ( como fez Adão com Eva- "a mulher que Tu me destes" ). A falta de clareza na compreensão da soberania de Deus, que não fica de forma nehuma  afetada, nem diminuída nas reflexões feitas nos parágrafos anteriores foi a causa dessa deturpação teológica. Problema que não existia para o judeu e que só passa a existir com a cunhagem de uma expressão tão recente "presdestinação". 

Há uma mania em dizer puramente que tudo já existia por ocasião da fundação do mundo ou antes dela.  é verdade mas a nossa compreensão ligada ao tempo nos faz esquecer que Deus faz  sempre "novas todas as coisas". É um Deus realizador. Um Deus que descansou da presente criação, como revelado no Gênesis mas que definitivamente não é um Deus ocioso. Jesus nos disse: "Eu vou preparar-vos lugar, para que onde  Eu esteja estejais vós também." Jesus terá um novo nome, está  registrado lno livro do Apocalipse. Alguns pensam que para Deus não há futuro. Deus seria portanto uma presa irremediável de si mesmo. Deus escreve o futuro embora para si nada lhe seja oculto. Embora o futuro para Ele já seja tal qual o presente. Se relaciona com as suas criaturas racionalmente. Responde a suas manifestações. Daí também o fato de nosso culto ser um culto racional, inteligente, umamanifemstação de vontade e de alma.



Li em um blog , o depoimento de um Pastor bastante preparado culturalmente para o ministério ( nada contra cultura e formação específicamente ), que durante o seu seminário se "angustiou", palavra usada por ele, ao ter que decidir entre a doutrina calvinista e armeniana. Decidiu primeiramente pelo calvinismo mas  mesmo assim, tal angústia só foi resolvida com o alinhamento com o "neocalvinismo". Amigo irmão, quando aceitamos ao Senhor Jesus e provamos de sua incomensurável graça, normalmente não sabíamos nada disso  e esperimentamos de pronto, no mesmo dia, no mesmo momento algo que excede em muito a qualquer grande experiência nesse mundo. Há uma paz inicial e uma compreensão de que somos amados e aceitos que é dificíl se não impossível de se  descrever. Os cristãos da igreja primitiva, enquanto judeus, tinham  o Velho Testamento, uma cópia por sinagoga, os gentios não tinham nada ( muita gente se esquece disso ). Tinham um pregador, uma testemunha dos últimos fatos, ou alguém que creu por intermédio de outro, relatos de maravilhas e transmissão do que haviam aprendido em outro lugar quase sempre distante e os sinais vistos pessoalmente por eles ( milagres tão obstinadamente combatidos por alguns ministros atuais ). 

Vejamos agora algujns dos esquemas teológicos que após a conversão parece sermos forçados a optar dentre algum deles. A predestinação pura e simples que prenderia Deus em seu próprio esquema tira a possibilidade de alguém deixar de andar com Deus ou de desagradá-lo. Pressupõe a plena estabilidade que faz com que o que se acredita eleito possa fazer o que quiser. Não há o risco da reprovação.  Deus o manterá nos trilhos haja o que houver, por mais que ele o crente possa espernear. E onde estiver Deus o laçará e trará de volta aos trilhos da salvação. A solução para o esquema é simples. Se alguém aceitou a mensagem é eleito, se é eleito não pode voltar atrás. Se volta não é eleito. Simples assim como reza o bordão do comercial de telefonia.  Então como pode alguém ter aceitado, entendido a mensagem, expressado a aceitação da mesma ( afirmam que os não leitos nem entendem a mensagem do evangelho ) e depois se tornado um apóstata? Respondem esses, o tal não entendeu de fato, de verdade a mensagem do evangelho. Agora virou  confusão. Só para citar um presidente das Assembléias de Deus na Paraíba, recentemente, depois de quinze anos a frente do ministério do qual já foi secretário regional ou coisa assim, se converteu ao Islamismo (!!!) . É as vezes acontece. E aí? Nunca entendeu o que a Bílbia dizia? Nunca aceitou a verdade do evangelho? Não era eleito ou na verdade escolheu deixar a verdade por ter dado lugar ao legalismo que sempre exige uma justiça e ordem inteiramente aparentes? Muitos acham que essa possibilidade não existe e vão se criando novas explicações para sustentar uma idéia preconcebida.


Básicamente, em linhas gerais é assim descrita as crenças básicas com relação à salvação: Jesus morreu por todos e todos podem ser salvos; Jesus não morreu por todos , somente pelos salvos ( eleitos); esses eleitos jamais poderão deixar de ser salvos, uma vez salvos salvos eternamente ( não poderiam mesmo que quizessem perder a salvação pois não podem mudar de idéia, de opinião de fé, etc.); Jesus morreu por todos, todos podem ser salvos e podem perder a salvação se não permanecerem na fé ( crendo no evangelho ) até o fim de suas vidas. Essa última tem forte oposição pois acham esses opositores que nenhum homem poderia guardar a fé até o fim de sua vida sem que Deus o fizesse por nós. 

A salvação seria então perdida não por falta de fé, mas por nossa fraqueza, por uma falha ocasional, um pecado qualquer e portanto impossibilidade natural de sermos fiéis até o fim. Contudo a Bíblia nos mostra que a salvação é um contrato entre duas partes com vontades e individualidades, na qual Deus entra com a sua obra salvívica e nós com a aceitação, a crença no que Ele fez a nosso favor. Nós nos esforçamos em todo o tempo, nos mostramos fiéis, sempre escolhemos estar ao seu lado e Ele nos fortalece, nos ajuda, nos guarda, nos sustenta e defende até o fim e mesmo ao final da vida guarda a nossa alma ainda que atingidos por uma doença que destrua a nossa mente e raciocínio. Muitos textos poderiam ser lembrados  relacionados a esse assunto, abaixo um deles que retratam uma situação extrema em que o crente teria que reafirmar a sua fé no Senhor:






Óbviamente esquemas racionais e teológicos parecem apaziguar certas revelações bíblicas que possivelmente nos incomodam. Pregar o evangelho a alguém e dizer-lhe que aceitando-o tem que ser fiel até o fim, não é exatamente cômodo e nem tão pouco convidativo. Dizer-lhe após o seu acentimento ao evangelho, que ele é um privilegiado, que é um  escolhido dentre bilhões de perdidos, depois de centenas de gerações de humanos ( com base em que qualidades ou  merecimentos? pois deve havê-los ) e  que não poderá perder esse privilégio é também humanamente cômodo. Sem contar a maldade por trás disso. Morrem seus pais, irmãos, parentes, o bombeiro que salvou a sua vida, o obstétra que ajudou-lhe vir ao mundo, e a seu filho, todos vão para o inferno, nenhum deles era eleito ou escolhido. A desculpa é que embora tenham vivido uma vida dígna e útil aos outros não eram, infelizmente eleitos. Já você não, você é salvo. O azar portanto é apenas deles. 

Afirmam também que o homem natural não pode entender a mensagem do evangelho. Com base em que alguém não pode entender o que lhe é dito? Aceitar é outra coisa. As pessoas não aceitam o evangelho por causa do pecado e pela proximidade com as trevas. Demônios falam e inspiram a mente de milhões de pessoas todos os dias, cegando-as com relação as verdades espirituais. Elas estuidam em escolas que as afastam de Deus, sua diversão não inclui em nenhum momento a idéia de Deus ( músicas, livros, teatro, cinema, arte em geral, esportes, etc. ) Daí uma igreja sem poder não ter como, através de sua pregação e ensino, iluminar-lhes a mente. A razão é portanto outra. Não aceitam por serem sobrenaturalmente impedidos. Satanás e seus demônios militam em suas mentes e corpos mostrando lhes coisas aparentemente mais "reais". Reafirmando a realidade da vida em oposição a uma vida espiritual.  No que se refere a outras pessoas Satanás lhes oferece opções e possibilidades "espirituais" mais reais que o que a própria igreja consegue demonstrar com o seu evangelho  ( a sua pregação particular ).

Uma igreja cristã com poder deve quebrar esse elo malígno. É como o gadareno, deve ser liberto primeiramente ( e não se trata do uso do novo jargão neopentecostal ) e foi o que o próprio Senhor Jesus fez. Um dos textos usados para afirmar a impossibilidade de alguém não entender e aceitar o evangelho é o uso das parábolas por parte de Jesus. Não vou discorrer sobre o caso no momento citando texto a texto. Direi apenas que durante o seu ministério Jesus fez três coisas: ensinou a todos; expôs o erro dos fariseus e dos que conheciam e detiam o conhecimento das escrituras e treinou os discípulos. As parábolas se destinavam ao discipulado. Jesus não queria que todas as pessoas saissem por aí ( naqueles dias ) e fundassem a sua igreja. Aos apóstolos principalmente competia essa tarefa. Eles seriam os fiéis depositários daquilo que constituiria a fé da igreja em todos os tempos chegando até nós hoje e indo além. Lemos entre outros textos o seguinte sobre o desejo, vontade, de Deus com relação à salvação de cada um de nós, particularmente  em:



Os reformadores e as igrejas evangélicas históricas, pregavam e concentravam sua mensagem na razão, mostrando os erros do catolicismo romano ( até hoje no Brasil, principalmente no interior é assim que o seu evanglismo se processa. Fizeram, os reformadores portanto, dentro do plano de Deus, um excelente e divino trabalho, em sua época. Porém quando os seus ouvintes não eram mais os antigos opositores católicos romanos, mas as novas gerações agora ávidas por novidades, com contato com novas ideologias, aparentemente libertadoras, com religiões orientais inteiramente antideístas, o campo não era mais a razão pura e simples. Essas igrejas se esvaziaram e o remanescente se tornou um tipo de cristão com um cristianismo distante da Bíblia, pois não se alimentava somente do que nela  era revelado.


Gostaria que muitos lessem isso: hoje temos a Bíblia inteira  a nossa disposição de diversas maneiras.  Não foi sempre asssim e muitos cristãos se esquecem disso. Esse privilégio é recente e ainda nem todos  o tem. Eu uso uma Bílbia on line, cujo link está no blog ( certamente gostará muito de usá-lo - SBTB, Bíblia sagrada, entre outros ),  com mais de trinta línguas e versões, incluindo o hebraico , o grego, o latim. Há uma outra em aúdio que se você souber, poderá ouvir a Bíblia inteira nas línguas originais, em Hebráico e Grego. Mas guardem isso: a Bíblia não é um livro para testarmos nas nossas habilidades de Sherlock Holmes cruzando centenas de vercículos, traduções, interpretações, e mostrarmos a nossa habilidade em vencer os irmãos de fé, etc. Guarde a fé simples do seu encontro com o Senhor e ame-o acima de todas as coisas.  Disso certamente Ele se agradará, por mais títulos acadêmicos que você possa possuir. É o que está na Alma que constitui o nosso elo  com o Senhor, não é o que fica na mente. Por isso afirmei em outro "post" que ao teólogo compete ser e permanecer como crente antes de ser teólogo. "Tomé sejas crente e não incrédulo" disse Jesus. A nossa fé não necessita de mais justificativas e explicações a não ser o amor do Senhor por nós. Esse você pode sentí-lo se você o aceitá-lo. Posições "A" ou "B" não o deixam, nem a mim,  mais próximos do Senhor. Podem certamente tirar o nosso foco do que é principal, o próprio Senhor.


Tenho constatado através do que as pessaos escrevem, dizem, comentam, em nome de um pressuposto cuidado pela obra do Senhor, um endurecimento, uma falta de amor, uma divisão  e um desprezo pelo que realmente é mais importante. Anunciemos a todos ( e não é fácil ) essa grande mensagem, a mensagem da salvação através do nome  e da pessoa de Jesus, pois haverá dia em que não haverá mais oportunidade, será absolutamente tarde demais para essa pessoa.


por Helvecio S. Pereira


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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O JUÍZO DE DEUS




O universo e toda a existência, onde e como ocorra, pressupõe claramente uma razão, uma lógica, uma referência. Sem ser um ataque pessoal a posição de um ateu é irracional por mais que se tranvista de inteligente. A idéia de Deus é  a que todas as coisas fazem sentido, em que as se encaixem pacificadoramente. O contrário disso é a excessão que incomoda, inquieta, e reclama urgentemente sua extirpação.

Partindo-se que a idéia de Deus, da realidade de sua existência seja  um fato pronto, já que há uma revelação de Si mesmo, chamada de Revelação Geral em que basta que se olhe a si e tudo que existe. Que de  pronto a razão reclame uma explicação e de que esse Deus deva ter  capacidades além das que eu tenha como ser humano, senão eu seria Deus e não o sou. Por não ser possível eu ter criado a mim mesmo e o mundo em que subexisto. Esse Deus que a rzão reclame deva ter um juízo das coisas e dos seres criados por Ele. Se eu como simples ser humano acho, penso acerca das coisas, as vejo  como boas ou ruins, por que não Ele? Se ações feitas por mim e pelos seres humanos semelhantes a mim são reprovadas por mim mesmo e pelos meus semelhantes em diversas situações, por que não Deus as reprovaria?

Estas conjecturas podem ser feitas a despeito de uma revelação específica, de fato homens e mulheres, enfim qualquer ser humano em qualquer época , por si poderia se inquietar com essas mesmas questões. Há porém uma situação que não poderia dela tomarmos conhecimento sem a chamada Revelação Específica que é a dada pela Palavra de Deus, nas Sagradas Escrituaras, encontradas na Bíblia Sagrada. Essa revelação específica não carece da minha aprovação e concordância, pois não é concebida, estruturada, imaginada como a cosmovisão das religiões que nascem da mente do homem para a prática humana.

Os ateus e agnósticos afirmam comcorreção que deuses foram criados pelos seres humanos para funcionarem como respostas as suas indagações mas não o Deus revelado na Bíblia, na Palavra de Deus, Esse Deus não foi concebido por nenhuma mente humana. O que podemos conhecer dEle é revelado por Si mesmo e é radicalmente diferente dos deuses criados, imaginados pela humanidade em qualquer periodo seja no passado, no presente ou em algum futuro.

Veremos algumas dessas características. Trata-se de  um Deus único em todos os seus atributos mas não um Deus solitário. Precede todas as coisas e a todas coisas subsistirá ( se é possível por sua única vontade que todas as coisas deixem por Ele mesmo de existir ). A razão ou nada que se possa imaginá-lo pode caber a sua exsência. Jamais será descrito até as últimas consequências tal a sua infinitude. Não pode ser medido, comparado, visto na sua inteireza. Só por isso deveria ser temido, respeitado, separado ( santificado). Daí o povo Hebreu não pronunciar o seu nome. Esse Ser tem uma opinião sobre nos como espécie e sobre cada um de nós. Imaginar outra situação foge a qualquer chamada razão.

Assim, guardadas todas as proporções, tomemos  como exemplo, a  intimidade possível entre uma pessoa qualquer, e uma pessoa  socialmente importante. Mesmo alguém sendo católico apostólico romano a distância entre o fiel e  o seu papa, de um cidadão com o maior dignatário de sua nação, pressupõe sempre um protocolo. Qual seria  a separação entre o homem, simples e  o Deus criador  e mantenedor de todas as coisas?  Que distãncia incomensurável separaria umdo outro? Temos fácil acesso ao presidente do banco em que temos  uma conta? ele noso conhece, nos atende a hora que  queremos ou precisamos? Já se foi o tempo em que versos patéticos de canções populares chamavam Deus de "o cara lá de cima".

Qual é a situação revelada na Bíblia, do homem em relação a Deus? Tentarei fujir umpouco do jargão religioso natural, pois as pessoas ouvem os padres, pastores, teólogos e continuam ( algumas, a maioria ) sem entendê-la. A Bíblia nos diz que o homem foi criado na terra e que Deus habita os céus. Isso é de uma importância e poucas vezes levado em consideração. A descrição da criação do homem  acontecida em um jardim ( melhor tradução do que paraíso - feita por São Jerônimo- já abordadda em postagem anterior ) e Deus veio a falar com ele, homem, passeando pelo jardim em determinados momentos do dia. O homem não conhecia ainda o bem e o mal e tinha comunhão com Deus, mais exatamente Deus vinha até o homem. Não reproduzirei os textos bíblicos, amplamente conhecidos, para poupar tempo e espaço. Espero que você os leia em sua própria Bíblia, ou consulte uma das Bíblias on line disponíveis através de links nesse mesmo blog.

Mesmo que o homem quizesse não poderia ir onde Deus mesmo está, mesmo antes do pecado, mesmo agora.  Mesmo após o pecado, Deus é que  veio a estar com o homem, ainda no jardim e depois fora dele, após a expulsão do casal humano. Depois em muitas outras situações ao longo da história humana. A principal na antiguidade, foi certamente, quando Deus chamou a Abrão.

O censo comum faz com as pessoas imaginem situações irreais. Deus não é acessível ao pecador. Deus nos vê, nada lhe escapa ao conhecimento, mas o homem é separado de Deus, espiritualmente e físicamente. Devaneios científicos faz com que as pessoas imaginem que se entrarem em uma nave com novos recursos  tecnológicos poderão "achar" onde Deus está. Que telescópios, radares, raios-x, lasers, poderão invadir a habitação de Deus. Satanás um dia esteve diante de Deus e de lá foi expulso e está na terra, preso, a vagar pelo mundo dos homens, sem acesso  aos céus, ele e dos demais demônios.

O homem nunca teve acesso a habitação de Deus. O pecado, foi a razão, ainda que voluntariamente, por ambição e por por em dúvida a declaração de Deus, da separação definitiva e da quebra de comunhão com o criador. Cada ser humano nasce e morre separado, impedido de estar onde Deus está. Portanto todo ser humano nasce condenado a separação com o seu Deus. Parece grave demais mas essa é a desagradável realidade revelada na Bíblia, na Palavra de Deus. Em toda a Bíblia Deus vem ao encontro do homem e escolhe algumas pessoas para, a partir delas, manter uma ligação com a espécie humana. Essas pessoas, homens e mulheres estão na mesma condição: separação completa de Deus.

Após o pecado, o homem e a mulher e portanto todos os seus decendentes se tornaram, como Deus conhecedores do bem e do mal mas diferentemente de Deus, incapazes de serem perfeitos. Propensos a fazer quase sempre o mal incluindo a si mesmos, a sociedade humana desde o início produziu e produz o que vemos todos os dias, não importando o nível de desenvolvimento, sofisticação e riqueza. Qualquer que seja a forma como se procure mensurar a obra humana ela será sempre terrivelmente imperfeita e maléfica. Essa ambiguidade impede que Deus coloque o homem dentro de seus planos para compartilhar a sua vontade. O homem é permanentemente rebelde a Deus ainda que compartilhe a Sua  semelhança e natureza. Basta olhar o que, como seres humanos produzimos na nossa história individual e como humanidade.

A Bíblia nos revela dois tipos de Juízos e em ambos todos seríamos reprovados ( não dois momentos de juízo- a Bíblia nos fala, nos revela um único julgamento, o Juízo final ). Jesus mesmo  nos fala deles. Um é o juízo proferido pelo próprio Deus e o segundo é o juízo comparado, os próprios seres humanos se acusarão no dia do juízo. Impossível escapar de tal condenação.Conclui-se portanto que todo ser humano só temuma garantia: a sua perdição. As pessoas não levam essa questão com seriedade e além do mais  até dentro de muitas cristãs, esse assunto é preterido, colocando-se outras questões em seu lugar. A perdição humana é o primeiro problema a ser resolvido, individualmente por cada pessoa.

Jesus Cristo, quem é  Ele? Jesus não é um simples homem, não é um anjo, um profeta, um iluminado, um mártir. Jesus Cristo é o mesmo pelo qual todas as coisas foram criadas e nisso também o Deus bíblico é diametralmente oposto a qualquer dei dade concebida pela mente humana. é a Palavra pela qual todas as coisas vieram a existir. No velho testamento ( na antiga Aliança ) Ele aparece como o "Anjo do Senhor", é Ele quem fala com Adão e em várias situações com as personagens do Velho Testamento. É o mesmo que aparece a Saulo no caminho de Damasco.  Esse Jesus é o Messias ( Salvador ), Emanuel ( Deus Conosco ), nos evangelhos.

Jesus é Deus e não um homem divinizado por sua perfeição e bondade, Jesus é o Deus criador, que escolheu nascer como homem e travar o mesmo embate de  Adão e Eva e diante de Satanás, compartilhando a  nossa humanidade, fazer todas as escolhas certas, ter uma vida absolutamente perfeita, e assim em nosso lugar, e por nós, derrotar o Diabo. É o "Logos" a que se refere o evangelista João, o "verbo", aquilo que filósofos gregos buscavam pela razão para explicar a origem de todas as  coisas. É o princípio, a razão, e o fim de todas as coisas. Ele mesmo afirmara: "Antes de Abraão existir Eu Sou". Ele e  o Pai são um. Quem vê o Filho vê também o Pai.                        

Portanto no plano de Deus, devemos crer na pessoa de Jesus, aceitar o que nos é revelado, acerca de sua obra por nós, e sermos salvos. Na antiguidade um único guerreiro representava um povo em uma luta. bastava ese lutador vencer que a vitória de seu povo seria declarada. Davi e Golias é um tipo, da vitória de Cristo por nós. Davi veceu a Golias e a vitória de Israel ficou declarada. Jesus venceu e a sua vitória é nossa desde que a reconheçamose reconheçamos a Sua pessoa. É simples assim. A fé nEle, Jesus, retira a separação entre nós e Deus, derrota Satanás e publicamente o derrota e o envergonha. Não a vida religiosa, a membresia institucional que restaura o nosso acesso a Deus, o criador. Crido dessa forma a terceira pessoa
que é Deus, o Espírito Santo vem habitar aquele que crê e esse tem umacomunhão real com Deus. comunhão essa impossível de ser estabelecida anteriormente.

A Bíblia revela que os que creem não serão julgados no dia do Juízo Final e portanto não serão condenados. A justiça de Jesus enquanto homem é nos imputada como justiça. A justiça dEle pssa a ser nossa justiça. Somos pecadores como os demais seres humanos, em nada melhores do que eles mas a partir do restabelecimento da comunhão com Deus, passamos a entender as coisas de Deus, Ele passa a falar pessoalmente a cada um de nós, tal qual Ele falava com Adão e Eva antes do pecado. Note que nenhuma religião, nenhuma igreja, nenhuma teologia, pode susbstituir essa experiência que começa com uma confissão pessoal a Deus. Deus ouve essa confissão feita em qualquer lugar que a pessoa estiver, em qualquer época, cultura, situação social, trata-se de  uma experiência individual e pessoal. Essa pessoa agora entenderá as coisas de Deus, a Palavra de Deus, reconhecerá a obra de Deus e poderá , só assim fazer a perfeita vontade de Deus.

Finalmente, já que todos já estão condenados, pelos seus próprios pecados, depois da vinda de Jesus a esse mundo, seu nascimento, vida, morte e ressureição, o juízo de Deus se manifestará definitivamente pelo desprezo dado a pessoa e a obra redentora ( resgatadora ) de Jesus Cristo. O homem já seria condenado por seus próprios pecados mas agora será condenado pela rejeição manifesta a pessoa de Jesus, sua obra salvadora e por fazer, a semelhança de Satanás, Deus mentiroso mais uma vez.

Por economia de espaço, não citei as passagens da Bíblia a que se remetem as reflexões feitas aqui. Notem  também que qualquer situação que o puder levar a ter um contato com essas verdades, para mim , são válidas. Há pessoas que tomam conhecimento dessa tão grande salvação, como é chamada na própria Bíblia, atgravés de uma cura, uma reunião em alguma igreja, em um show musical, peça de  teatro, conversa, folheto, etc. Essa decisão é de suma importância e que deve ser tomada, de aceitação, de entrega e de reconhecimento da obra e da pessoa de Jesus Cristo.

O Plano de Deus para a salvação do homem é  extremametne simples, porém  as pessoas  gastam a vida, décadas, sem o enfrentamento da sua situação de perdição, sem uma decisão. Você deve dizer para Ele, que escolhe crer nEle, que lhe entrega voluntariamente o senhorio de sua própria vida e que a partir desse momento não viverá para si mesmo, em rebeldia a Deus, que se arrepende dos seus pecados e da condição de pecador pedindo que salve a sua alma e que após a sua morte ( fato definitivo para todo ser humano ) que Ele, ( Deus, Jesus) o receba um dia nos céus, conforme promessa  claramente expressa e assegurada pela sua Palavra. Se não é salvo, não deixe de tratar esse assunto com a máxima seriedade, hoje mesmo. Amém.




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