COME TO ME

quarta-feira, 30 de junho de 2010

QUANDO NÃO CREMOS NELE

Não pensamos no quanto as estruturas e arquiteturas lógicas ocupam lugar de importância para nós, mesmos cristãos evangélicos. É como se s vidraças ou a própria janela de repente se tornasse mais importante que a paisagem ou a estrada lá distante vista do interior da casa. E como nos engajamos em discutir os detalhes dos vitrais e o material ou aspecto da janela em detrimento do amanhecer ou o céu azul diante de nosso olhar, mesmo que seja através de uma rústica abertura ou simples fenda na parede da masmorra.

A igreja, seja instituição, templo, prédio, espaço de reunião, ou no sentido mais lato, as pessoas , a assembléia dos distintos, dos diferentes, dos realmente eleitos a partir dos demais ( pois é exatamente isso que o cristão , como crente em Cristo o é, de uma forma ou de outra, contém um grupo, restringe uma população que chega a milhões de indivíduos e que assume eventualmente uma característica ou comportamento, uma fé audaciosa ou comodamente contida pela circunstâncias ou pelo tempo.

Visto desse modo, uma igreja, qualquer ela, pode institucionalmente, eclesiasticamente, luturgicamente, teologicamente, favorecer ou desfavorecer a experiência cristã do indivíduo, seja ele um simples e réles fiel, membro, ou líder eclesiastico. Pode ser benção, pode ser conveniente ou pode ser maldição, esporádica ou permanentemente, visto claro , de um ponto de vista mais alto, o de Deus.

Crentes, cristãos, geralmente e aparentemente concordam no sue discurso religioso que Deus pode tudo, todas as coisas, sejam no âmbito material ou espiritual e quando alguma mudançaou intervenção divina parecem ser menos comum ou decididamente incomum, há sempre uma “saida teologicamente correta” que explica o porquê de algo ter ou não ter acontecido acomodando e resignando os corações, como se fizesse alguma diferença em aceitar o imutável, o improvável e o impossível. Só mesmo o religioso profissional para ser tão incoerente explicando algo de modo que contradiz o que sempre claramente a sua fé afirma o tempo todo em alto e bom som: “que para Deus todas as coisas são possíveis”- Jesus Cristo.

Jesus não pode fazer muitos milagres em Corazim e Betsaida porque dizem as  Escrituras, por não crerem nEle ( Jesus). O senhor lamentou que se em Sodoma e Gomorra fossem feitos os mesmos milagres, há muito o teriam se arrependido com pó e cinza”. Pois bem uma igreja, seja denominacional, local, é de fato um espaço, espaço esse no qual seres humanos criam e compartilham vínculos, criam relações e assumem uma ética de grupo. Tal como Corazim e Betsaida, podem manifestar pouca ou certa dose insuficiente de fé. Dependendo de onde você esteja, onde frequente e aparentemente busque servir a Deus, a sua fé não será tão diferente dos que estão a sua volta, mesmo considerando-a uma fé bíblica, direcionada ao verdadeiro e único Deus.

Desse modo não há milagres em igrejas que não creem de fato em milagres, nem libertação, nem salvação, nem conversão. Se as pessoas a sua volta não creem, nada acontecerá, pois não são as palavras ou a aparente piedade que contam somente. A lógica de Deus não é a nossa lógica. Nos satisfazemos com modelos, com estruturas previsíveis, palatáveis e que nelas possam estar o nosso prazer e a limitação da nossa esperança. Não é a janela e nem os vitrais o objeto de nossa atenção, mas o caminho que vemos alem dela ( janela )que nos leva a um objetivo, a um fim prátco, que nos tira do lugar em que nos econtramos de fato. A verdade não é uma coisa, uma estrutura lógica somente, ainda que aparentemente legítma. A verdade é uma pessoa ( Jesus é a verdade!)  Uma pessoa  entretanto complexa, inigualável, que foge a tudo o que conhecemos e supomos, pois o céu dos céus não podem contê-lo ( Jesus é Deus ).

Aqueles do passado não creram nEle e portanto Ele ( Jesus = Deus ) não pôde fazer entre eles, essas pessoas , muitos milagres. Circunstâncialmente impediram, barraram o próprio Deus de fazer em favor deles mesmos mais milagres e prodígios e notem que não foi por não haver entre eles necessidades e quem necessitasse de algum milagre. Certamente havia e certamente também não eram poucos, como o não são poucos hoje , nós que necessitamos da intervenção divina em nossas vidas. Você está entre os que creem ou entre os que não creem? O grupo em que está inserido influencia diretamente na sua fé no Senhor, mas a decisão, bem como a responsabilidade e claro, consequêcias, são só e somente sua, ou minhas, no meu caso. Não podemos nos ezimir disso.

Helvécio S,. Pereira

domingo, 27 de junho de 2010

SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL LANÇA BÍBLIA A PROVA D'ÁGUA

A Bíblia foi o primeiro livro impresso por ocasião da invenção da imprensa e sempre se constitui uma obra literária que sobressai em comparação a outras obras literaturas produzidas pelo homem. A Bíblia é o livro mais vendido em todo o mundo, o mais roubado segundo a Associação dos livreiros de certa região americana e João Ferreira de Almeida é o autor português cuja obra é a mais impressa em todos os tempos em língua portuguesa no mundo, a Bíblia em português, segundo obra acadêmica recente de uma teólogo católico.

SBB lança Novo Testamento à prova d’água

Publicado em 21/06/2010
Impressa 100% em material plástico, esta edição do Novo Testamento é à prova d’água e à prova de intempéries. Totalmente impermeável, permite que a Palavra de Deus seja lida em qualquer lugar que o leitor esteja – na praia, à beira da piscina, na chuva e, até mesmo, durante a prática de mergulho –, sem que ocorra qualquer tipo de dano à publicação.
Inédita no mercado nacional, a Bíblia à Prova D’água foi desenvolvida com tecnologia que permite fazer anotações em suas páginas com canetas esferográficas e lápis. Altamente resistente, é indicada especialmente para praticantes de esportes, em particular os aquáticos. Com texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), está adaptado à reforma ortográfica da língua portuguesa.

Recursos
Texto bíblico: NTLH
Vocabulário
Como encontrar ajuda no NT
Mapas
 
Características

Título:
 Novo Testamento
Código: NTLH250
Acabamento: capa brochura plástica
Papel: plástico
Formato: 12,0 x 18,0 cm
Páginas: 280.
Impressão: 1 cor

Preço: R$ 19,60

Informações sobre pontos de venda podem ser obtidas pelo 0800-727-8888

A ARTE A SERVIÇO DO REINO: A MÚSICA CONTEMPORÂNEA DE JASON UPTON

Muitos crentes concordam que tudo o que o homem é capaz de realizar é uma dádiva incontestável de Deus. a Arte ( com letra maiúscula ) como linguagem que é não poderia deixar de sê-la. A música particularmente exterioriza o que há no coração do homem comunicando as pessoas, aos outros a seu redor, ou quem porventura vir a ouví-la e for capaz de ter uma experiência de empatia e de decodificação da estrutura melódica e poética ( normalmente só prestamos atenção aquilo que de alguma maneira gostamos ).

Artistas só são artistas se nascerem com tendência a serem músicos, pintores, desenhistas, cineastas, fotógrafos, cantores, etc. Esse talento se não for útil no reino de Deus o será no mundo e na maioria dos casos contra Deus e desafiando os Seus propósitos. Quando conhecedor do Senhor, esse talento é entregue, devolvido reconhecidamente nas mãos do Senhor.

Particularmente compreendemos a música, a canção, o hino, mais relacionado concretamente com o chamado louvor. Alguns crentes são mais duros, ou parecem sê-lo, ao normatizá-lo, restringí-lo a certas formas que tiveram sucesso em épocas restritas e a certas culturas e desaprovando-o quando aparentemente parecem transpor o limite entre o sagrado e o secular, entre o divino e o profano. Vale lembrar que o Aleluia de Hendel, foi rejeitado pela igreja dominante a época, a Igreja Católica Romana, por Hendel prestar serviços musicais seculares a nobreza da sua época. Se, aparentemente, parece ser uma decisão difícil para quem tem certa cultura musical, imagine para quem não a tem e como discernir os mal intencionados, os oportunistas, os insinceros dos sinceros e genuínos adoradores? Deixemos mais uma vez o joio e o trigo crescerem juntos. No caso do genuíno louvor o tempo parece definir o que permanece, como a maravilhosa Amazing Grace, entre tantas por exemplo.

Helvecio S. Pereira

UMA ÚNICA MENSAGEM QUE APONTA PARA A MESMA PESSOA, ÊNFASES DIFERENTES

ADÃO, ISRAEL E A IGREJA

A postagem que ora faço, tem origem em meditações e reflexões que faço ao longo de todos os dias, sempre que há momentos que possibilitem fazê-las. Afinal, todo aquele que crê e diz conhecer a Deus, o Criador de todas as coisas e mantenedor de nossas vidas e de todas as demais coisas, deve obrigatoriamente, separar momentos em  sua pŕopria vida para pensar nEle, razão e fim de todas as coisas, e de quem recebemos graciosamente todas as coisas.


Meditar nas coisas de Deus, não significa exatamente, que de repente você tenha uma compreensão privilegiada das coisas e que de repente, repito comece a compreender e saber coisas que outros milhares de cristãos jamais souberam em dois mil anos. Essa presunção é a razão de muitas das heresias surgidas ao longo da história do cristianismo. Mas repito: pensar em Deus e nos seus feitos, meditar em Sua vontade revelada nas Escrituras e não fora dela, e compará-la com o mundo, o universo, com a criação diante de nós é a verdadeira fonte do aprendizado e da verdadeira sabedoria. Reuniões nas igrejas, cultos, liturgias,sacramentos nada são sem essa prática que deve anteceder e sobrepujar todas as outras: conhecimento das Escrituras, meditação nelas e na pessoa do nosso Criador.


Quem conhece minimamente acerca das Escrituras, da Bíblia, deve saber que dos quatro Evangelhos, livros constantes da Bíblia, que constituem a Biografia autorizada do Senhor Jesus Cristo, foram escritos por autores diferentes, em épocas ligeiramente diferentes, e com ênfases diferentes. Não vou consultar algum livro, tentarei não errar de memória, de algo aprendido nas aulas das Escolas Dominicais: Mateus foi escrito aos Judeus; Marcos aos Romanos;Lucas aos Gregos e João aos Gentios ou demais povos, sem a cultura própria dos antecessores. Há algumas poucas omissões de dados e fatos em cada um deles e ênfases particulares em cada um , igualmente do mesmo modo. Todos, indistintamente apontam para o mesmo Salvador e com a mesma urgência apela para o homem para que creia e aceite urgentemente essa mensagem, livrando-o do terrível destini eterno, da perdição e ada morte eterna. 


Visto desse modo, ninguém necessita, na prática de ter toda a Bíblia, ou conhecê-la profundamente por completo. Nem mesmo de cada um dos evangelhos completamente. Uma vez conhecida a mensagem de que Jesus seja a única salvação, sem nenhuma outra possibilidade alternativa, resta ao homem somente crer e ponto final. Depois pode-se construir uma igreja institucional com nome "x" ou "y", organizar uma teologia, uma hierarquia e práticas eclesiásticas, mas tudo o mais é no mínimo não essencial. O que importa é a salvação efetuada na vida do crente em dado momento da sua curta vida. 

Eventualmente podemos , cada um de nós ter uma compreensão mais ou menos apropriada das coisas de Deus mas isso também não é relevante e nem muda radicalmente as coisas no que concerne a salvação individual. Poderíamos lembrar do que fora dito pelo Senhor Jesus: "Naquele dia me dirão: não fizemos isso ou aquilo em Teu nome? ao que responderei: Nunca vos conheci, apartai vos de mim para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos."- propositadamente omiti a expulsão de demônios e curas para não relacionar a passagem apenas aos pentecostais e neopentecostais. De fato podemos nos ocupar erroneamente com atividades e posturas religiosas legitimamente cristãs-evangélicas e deixarmos de enfatizar e priorizar o mais importante.


O segundo título: "Adão, Israel e a Igreja" sintetiza ou tenta simplificar o que as Escrituras revelam facilmente. Adão e sua companheira Eva, foram criados com um propósito, que não falhou, mas foi postergado ( não quero detalhar o que compreendo da queda do homem). Posteriormente um povo foi criado, separado, a partir de Abraão e Israel tendo falhado em glorificar a Deus, após a vinda do Senhor Jesus, a Igreja tem entre outros, o  papel de glorificar a Deus entre os homens.


Essa glória a ser factualmente dada a Deus se materializa no testemunho aos outros seres humanos do que Deus é, da Sua vontade e do que Ele, Deus faz por nós. Inclui-se nisso tudo aquilo que vemos Deus fazendo aos homens nas Escrituras, na Bíblia e o que Ele fará pois Deus não encontra limites no seus atos de justiça e bondade. A Deus todas as coisas são possíveis. Salvação eterna, perdão dos pecados, curas, nova vida, compreensão das coisas de Deus, serviço a Deus, testemunho incluindo-se aí o exemplo, para que os demais homens vejam as boas obras e glorifiquem a Deus, são resumidametne as possiblidades diante de cada crente, desde  que as circunstâncias não o façam optar entre Deus ou a negação do Seu Senhor. Em tempos de paz o crente pode prosperar, construir família, ter um trabalho que sirva a humanidade e finalmente partir farto em dias.


Porém a igreja institucional pode em cada caso ser uma benção, propiciando que todas essas coisas aconteçam ou ser um tropeço ao crente, prendendo-o com grilhões mais fortes que o pecado que o escravizava anteriormente. Um crente que não crê que Deus pode tudo, e se não crê e não diz isso aos outros, sejam crentes ou incrédulos, que se contenta em apenas se posicionar simpático a uma forma ou outra em detrimento da liberdade e possibilidades do que Deus pode fazer não só na sua vida, através da sua vida, e a todos os outros ao seu redor, perde o melhor do que, como quem conhece a Deus pode fazer nesse mundo.


Finalmente e resumidamente, Adão , Israel e a Igreja estiveram e estão ( a igreja ) em meio a um cenário em que Deus é absoluto, mas que observa e aguarda a posição dos filhos dos homens, sejam crentes ou incrédulos em cada momento de nossas vidas. Engana-se quem e a teologia, seja qual for, que assevera que somos apenas agentes passíveis diante dos fatos. Não somos, e essa talvez seja a pior parte, podemos ser criativos, "fazer obras maiores que essas", disse Jesus ou sermos tais quall Abraão, que temeu e cessou a sua intercessão por Sodoma e por Gomorra.


Preferencialmente alguns enfatizam tanto a pregação de Paulo e outros acerca da eleição, algo também declarado nas Escrituras, porém Paulo, Mateus, Marcos e João como outros, eram homens formados pelas suas origens e época e também enfatizavam aspectos baseados em suas próprias experiências e foco. Paulo o apóstolo, era Judeu, pregava aos Judeus e em sinagogas convencendo-os que ao crerem e fazerem parte da Igreja não era de modo algum uma negação à situação antigo testamentária como Israelitas que eram. Paulo esforçou-se sobremodo para anunciar aos Judeus que o Evangelho, essa boa e nova notícia, se destinava a todos os homens e não somente aos Israelitas.

Hoje uma compreensão errada por parte de certos grupos de crentes evangélicos, restringe a mensagem de forma terrivelmente herética: a salvação não é para todos, somente aos eleitos. As consequências práticas são absolutamente terríveis: o mendigo, a celebridade, o profissional x, aparentemente não podem ser eleitos, pois se não não estariam na situação em que estão, distantes e ignorantes acerca de Deus e portanto perdidos. 

A situação pouco avaliada é pior no interior da família do próprio crente: sua mulher, seu marido, sua mãe e pai, sua avó ou avô, seus filhos, seu parente, etc, podem não ser "eleitos" e portanto não serão jamais salvos e o tal crente convive normalmente com isso e em paz. como você poderia olhar para alguém, sabendo que irá para o inferno, sofrerá eternamente, que nada poderá ser feito, pois seguindo essa teologia, nem ele mesmo, nem ninguem poderá fazer nada por ele ou ela. E o pior nem mesmo Deus, pois o que Ele , Deus fez, já o fez antes da fundação do mundo. Não é propósito detalhar esse desatino, pelo menos nessa postagem, mas esse é o fato, esse é o quadro real.


Contrariamente as Escrituras abrem a todos os homens, em todos os lugares  e épocas, a possibilidade de crerem e serem salvos. O único problema, tambem colocado pelas Escrituras, e portanto por Deus, é como "crerão se não houver quem pregue?" Ou seja o destino dos perdidos está nas mãos de quem já conchece a verdade e já salvo. O efetivo testemunho e o sucesso da pregação que pode ser feito somente por homens e que fora "desejado pelos anjos", é a única possibilidade para o perdido, seja um estranho distante ou um parente e pessoa mais que amada, próxima de nós e convivendo conosco e nos amando e fazendo coisas boas para nós todos os dias, como esposa, mãe, irmãos, filhos, etc.


Que tenhamos a compreensão clara e real das coisas de Deus e como fazê-las do melhor modo. Que não cometamos o erro de "enfiar os pés pelas mãos" deixando nos levar por enganos teológicos e deixar de fazermos o que realmente podemos fazer em prol da salvação não só das pessoas que tanto amamos como das demais que essa possibilidade, do testemunho e da pregação se efetivarem no dia a dia. Amém.


Helvécio S. Pereira

quinta-feira, 24 de junho de 2010

UTRAPASSAMOS A MARCA DE 7OOO VISITAS, MÉDIA DE MIL POR MÊS, SEM BANALIZARMOS A VIDA CRISTÂ E SEM DEPRECIARMOS A FÉ DE NINGUÉM

 A marca de 7000 visitas  foi conquistada, em um universo tãoimenso como a web, particularmente tratando de um tema tão específico coo a vida cristã segundo a ótica evangélica, com uma postura pŕopria, bastante distinta das posturas pesudo-cristãs que se popularizam cada vez mais na web, que vão da fofoca, passando pelo ataque maldoso e invejoso, por posicionamentos vaidosos, que por si só nãoproduzem nenhuma edificação e não contribuem em definitivo para a conversão de ninguém.

Sob o pretesto de contribuir, depõem contra a ética cristã e não claream a compreensão doevangelho, que verdadeiramente produz o milagrfe da salvação, da redenção e da restauração completa dos propósitos dos quais o ser humanoperdido se encontrava distante. Vale  a máxima, se não pode contribuir, não faça nada, absolutamente nada, para não lhe ser imputada a culpa pelo desânimo ou desvio de alguém da verdade.
Quando propreitário de uma emissora de rádio e produtor de programas evangelísticos ou de entretenimento dentro da ética cristã evangélica, tive a oportunidade de supreendentemente saber que alguém, de algum modo, estava sendo edificadado e que minhas palavras e das pessoas que colaboravam para o que fazíamos, juntamente com ações equivalentes abençoavam os ouvintes. Espero, siceramente, que pessoas, como temos visto, em outros países, providencial ou acidentalmente, acessam alguma postagem, esperamos que seja para o bem e nunca para  o mal, seja essa pessoa, alguém que ainda não conheça a Palavra de Deus, ou que já a conheça e nEla já creia.

Um abraço a todos os que de alguma maneira tomam conhecimento da existência desse blog ou de alguma de suas postagens.

Helvecio S. Pereira

domingo, 20 de junho de 2010

CALVINO, UM POUCO DE SUA MAGNÍFICA HISTÓRIA, SEM DÚVIDA, UM IMPORTANTE ATOR NO RESSURGIMENTO DA MENSAGEM E IMPORTÂNCIA DAS ESCRITURAS NO CENÁRIO HISTÓRICO DA IGREJA DE JESUS

Não sou calvinista confesso, e não é  por me envergonhar do grande João Calvino, mas  como não sou autodenominado nada além do que simplesmente crente em Jesus, se isso passa com relativa clareza aos outros, a minha fé. é o que basta. As vezes, para o bem ou para o mal, fica mais claro em determinadas circunstâncias, dizer que se é "evangélico", "protestante", "não-católico",etc. Dito isto, não significa que eu ignore e despreze o grande reformador francês e toda a sua obra, de modo algum. Antes pelo contrário, medito na sua obra, vida, desafios e experiências, e até nos erros de compreensão, pela própria limitação, que cada um de nós possui, seja temporal, cultural, de temperamento, etc.

Visto pelo ponto de vista e foco corretos, há permanentemente inúmeras lições e exemplos advindos de seu testemunho e do testemunho, que a própia história dá desse importante irmão na fé. Há de se concientizar que homens e mulheres que tiveram importantes intervenções no avanço da mensagem do evengelho, não eram como não são perfeitos em todas as suas colocações e ensinos, e João Calvino não é uma honrosa exceção. Confirmar e repercutir seus erros interpretativos acerca de certas questões escriturísticas não é, pelo menos, sábio. Discordo da predestinação como é colocada e defendida com unhas e dentes pelos calvinistas e que a bem da verdade, não resiste a prova dos fatos e sim somente parece-se coerente quando restrita as mesmas declarações e até as mesmas objeções.

A luz do fatos, sem paixões, repito, colocada como é posta por seus defensores e até por seus opositores, é decididamente incorerente e menos explica do que de fato  se propõe a exclarecer. A sua sustentação aparente não se dá pelo ocnjunto da obra, por tudo que as Escrituras apresentam am todo o seu curso e não em passagens escolhidas e preferidas tanto dos defensores como dos opositores. Fica-se dando volta no mesmo ponto, como um cão perseguindo a sua própria calda.

Como posso ser tão duro, e aparentemente nada respeitoso, e convidar o leitor a atentar para a vida do reformador? Na verdade olha-se apenas para um aspecto de sua teologia e fé, e não para a sua vida como um todo. Muitos dos atuais calvinistas espalhados pelo mundo não chegariam aos pés de Calvino, e nem teriam a mesma coragem frente aos mesmos desafios, cuja vitória, tanto nas perseguições, nos embates na proclamação de idéias, nas dificuldades e impedimentos naturais de sua época, limitações geográficas, tecnológicas, de meios realmente, fariam os confortávelmente estabelecidos nos dias de hoje em ministérios ricos e solidificados em regiões privilegiadas do globo, a desanimarem, ou até negarem a sua própria fé. Chega a ser indescritível o preço pago pelo grande reformador, na sua obra, uma real declaração de amor ao Senhor e a Sua Palavra fiel e verdadeira. Isso sim deveríamos tomar como exemplo e imitá-lo, não em uma ou outra opinião apenas.
Entretanto, são nimagináveis, os desafios, os acontecimentos, referentes a toda a vida desse menino, nascido em circunstâncias tão próprias, que se tornou jovem, homem feito, marcou a história ocidental, tem enorme influência nada menos que quinhentos anos depois, contra um enorme número de opositores e frente a uma instituição podereosa e oposta à sua pregação como é até hoje a Igreja Católica Romana. 

Digo até que embora, o Luteranismo seja o mais forte propulsor da volta a Bíblia, o Calvinismo  constitui-se a mais importante fonte de organização da igreja protestante no mundo. O mundo hoje é outro, desafios igualmente particulares a nossa própria época, porém o testemunho de Deus e da salvação em Cristo Jesus, sãoa tão urgentes quanto em sua própria época. Há a preemente necessidade de novos homens e mulheres de Deus com igual ou superior determinação para alcançar as massas, influenciar os poderosos, subverter todo comodismo e testemunhar que o que a Bíblia revela é real e passível de concretização, tanto no presente quanto no futuro mais distante. 

Que há um Deus, uma salvação e uma perdição conforme revelado nas Sagradas Escrituras. João Calvino nos inspira na inteligência, na dedicação aos estudos, ao conhecimento das Escrituras, à liderança, aoensino e sobretudo a pregação da Palavra de Deus com todas as implicações passíveis de seu testemunho ao mundo e a sua própria época. Lembrando que trata-se de uma luta solitária e com forte e decisiva oposição do mundo sem fé e sem conhecimento da verdade.


Abaixo, uma parte da biografia de João Calvino, que todo defensor da igreja que proclama a excelência da Escritura, deveria se inspirar.

Não sou calvinista, como não sou autodenominado nada além do que simplemente crente em Jesus, se isso passa com relativa clareza aos outros, a minha fé. As vezes, para o bem ou para o mal, fica mais claro em determinadas circunstâncias, dizer que se é "evangélico", "protestante", "não-católico",etc. Dito isto não significa que eu ignore e despreze o grande reformador francês e toda a sua obra, de modo algum. Antes pelo contrário, medito na sua obra,vida, deafios e experiências e até nos erros de compreensão, pela própria limitação, que cada um de nós possui, seja temporal, cultural, de temperamento, etc.

Visto pelo ponto de vista e foco corretos há permanentemente inúmeras lições e exemplos advindos de seu testemunho e do testemunho que a própia história dá desse importante irmão na fé. Há de se concientizar que homens e mulheres que tiveram importantes intervenções no avanço da mensagem do evengelho, não eram e não são perfeitos em todas as suas colocações e ensinos e João Calvino não é uma honrosa exceção. Confirmar e repercutir seus erros interpletativos acerca de certas questões escriturísticas não pelo menos, sábio. Discordo da pedestinação como é colocada e defendida com unhas e dentes pelos calvinistas e que a bem da verdade não resiste a prova dos fatos somete parecendo coerente quando restrita as mesmas declarações e até objeções. A luz do fatos, sem paixões, repito, colocada como é posta pos seus defensores e até por seus opositores, é decididamente incorerente e menos explica do quede fato  se propõe a esclarecer.

Entretanto, são nimagináveis, os desafios, os acontecimentos, referentes a toda a vida desse menino, nascido em circunstâncias tão próprias, que se tornou jovem, homem feito, marcou a história ocidental, tem enorme influência nada menos que quinhentos anos depois, contra um enorme número de opositores e frente a uma instituição podereosa e oposta à sua pregação como é até hoje a Igreja Católica Romana. Digo até que embora, o Luteranismo seja o mais forte propulsor da volta a Bíblia, o Calvinismo  constitui-se a mais importante fonte de organização da igreja protestante no mundo. O mundo hoje é outro, desafios igualmente particulares a nossa própria época, porém o testemunho de Deus e da salvação em Cristo Jesus, sãoa tão urgentes quanto em sua própria época.

Há a preemente necessidade de novos homens e mulheres de Deus com igual ou superior determinação para alcançar as massas, influenciar os poderosos, subverter todo comodismo e testemunhar que o que a Bíblia revela é real e passível de concretização, tanto no presente quanto no futuro mais distante. Que há um Deus, uma salvação e uma perdição conforme revelado nas Sagradas Escrituras. João Calvino nos inspira na inteligência, na dedicação aos estudos, ao conhecimento das Escrituras, à liderança, aoensino e sobretudo a pregação da Palavra de Deus com todas as implicações passíveis de seu testemunho ao mundo e a sua própria época. Lembrando que trata-se de uma luta solitária e com forte e decisiva oposição do mundo sem fé e sem conhecimento da verdade.

A vida de Calvino

1] Mas conforme um recente biógrafo de seus lamentos, até tratamentos eruditos de Calvino “continuam quase-hagiográficos.”[2] Isto se espera de zelosos calvinistas, assim como o oposto é previsível de seus caluniadores. Por essa razão, para evitar a acusação de intolerância, tudo dito daqui pra frente. que poderia ser interpretado como prejudicial a Calvino segue em sua maior parte somente aqueles escritores que têm simpatia por ele.

João Calvino foi um francês, nascido Jean Cauvin, em 10 de julho de 1509, em Picardia, Noyon, França: sessenta milhas a nordeste de Paris. É de seu nome latinizado, Joannes Calvinus, que derivamos seu nome no inglês. Lutero já tinha vinte e cinco anos quando Calvino nasceu, mas Calvino nem mesmo sobreviveu aos outros reformadores, morrendo em 27 de maio de 1564, com apenas cinqüenta e quatro anos de idade. Seu pai foi Gerald Calvin, um tabelião, que trabalhava para o bispo católico romano local gerenciando os negócios da catedral.[3] João foi um de cinco filhos, sendo que dois morreram na infância. A mãe de Calvino morreu quando ele tinha três anos e seu pai continuou viúvo e subseqüentemente reconheceu a paternidade de duas filhas. É interessante notar que Calvino da mesma forma se casou com uma viúva e seu único filho morreu na infância. A família era católica romana. Devido à uma dificuldade financeira, seu pai foi excomungado e morreu em 1531, o ano em que seu irmão mais velho Charles foi também excomungado como sacerdote por heresia.[4] Seu irmão mais jovem, Antoine, e uma irmã, Marie, deixou o romanismo com ele, mas uma irmã continuou sendo papista.[5]

Na idade de doze, Calvino recebeu parte dos rendimentos de uma capelania na Catedral de Noyon:

19 de maio de 1521. M. Jaques Regnard, secretário para o Reverendo Padre em Deus, Monseigneur Charles de Hangest, Bispo de Noyon, relatou à assembléia religiosa que o Vigário Geral do supracitado Monseigneur deu a Jean Cauvin, filho de Gerald, da idade de doze anos, uma parte da Capela de La Gesine, vaga pela resignação absoluta do senhor Michel Courtin.[6]

Este era um costume comum na época: apontar um garoto para um ofício na igreja, colocando-o na folha de pagamento, enquanto um sacerdote fazia o trabalho.[7] O rendimento desta fonte de renda era usado para financiar a educação de Calvino.[8]

Aproximadamente nesta época, Calvino foi enviado a Paris, onde ele estudou latim, tendo em vista que toda educação superior naquela época era em latim.[9] Beza relata que no curso de gramática preliminar, Calvino “deixou para trás seus companheiros estudantes.”[10] Calvino era quieto e nunca participava das diversões de seus colegas, censurando suas desordens.[11] Ele então matriculou-se na Universidade de Paris no College of Montague, onde Inácio Loyola (1491-1556) devia estudar anos mais tarde.[12] Após completar seu mestrado, Calvino se transferiu para a Universidade de Orleans para estudar direito.[13] Isto se deve a seu pai, que pensava que seu filho pudesse ganhar mais dinheiro em direito do que no sacerdócio. Calvino escreveu: “Meu pai planejou meu futuro na teologia desde minha infância. Mas quando ele refletiu que a carreira de direito provou ser em todo o lugar mais lucrativa para seus advogados, a possibilidade de repente o fez mudar de idéia.”[14] Em Orleans, Calvino foi considerado um professor antes do que aluno, conduzindo as classes quando o professor estava ausente.[15] Sua próxima busca por educação superior o levou à Universidade de Bourges para estudar sob o famoso jurista, Andrea Alciati (1492-1550).[16] Foi também aqui que ele iniciou seu estudo do grego sob o famoso erudito alemão Melchior Wolmar (1496-1561).[17] Com a morte de seu pai, Calvino retornou a Paris para estudar literatura e os clássicos gregos e romanos.[18] Ele mais para frente também continuou seu estudo do grego e iniciou o aprendizado de hebraico também.[19] Também foi aqui que Calvino, influenciado pelo humanismo, escreveu seu primeiro livro, um comentário sobre De Clementia de Sêneca, mas nunca vendeu muito bem.[20] Foi “a primeira produção de um homem famoso por outras coisas.”[21]

Deve ser lembrado que toda a educação e o começo da vida de Calvino foi passado como um católico romano. Não são muito conhecidas as circunstâncias da conversão de Calvino, visto que, apesar de seus volumosos escritos, ele fez somente uma referência a ela.[22] Vários fatores têm sido alegados como tendo contribuído para produzir a conversão de Calvino. Supõe-se que seu professor de latim, Mathurin Cordier (1478-1564), tenha falado com Calvino sobre suas dúvidas acerca da Igreja Católica.[23] Seu primeiro professor de grego, Wolmar, também é creditado como uma influência.[24] Dizem que Calvino testemunhou a morte na fogueira de um mártir protestante.[25] Pierre Robert (c. 1506-1538), conhecido na história como Olivetan, foi um primo de Calvino que traduziu a Bíblia para o francês. Um papel significante na conversão de Calvino tem sido atribuído a ele.[26] Vários amigos de Calvino que, embora católicos, apoiaram a Reforma, também tem sido sugeridos.[27] Um comerciante luterano com quem Calvino ficou também tem sido citado.[28] Além das Escrituras,[29] e alguns escritos de Lutero,[30] Calvino tinha lido alguns dos Pais da Igreja, Erasmo, e a Cidade de Deus de Agostinho.[31] Todavia o próprio Calvino nunca mencionou qualquer um destes, exceto para Lutero, quem ele leu quando “estava começando a emergir da escuridão do papado.”[32] Este fato é evidenciado pelos calvinistas.[33]

Quanto ao tempo e local de sua conversão, Calvino lançou aos historiadores, nas palavras de Karl Barth (1886-1968), “um osso de disputa feroz.”[34] Várias datas têm sido supostas que variam de 1527 a 1534[35] para o que Calvino chamou sua “súbita conversão.”[36] A única referência que Calvino diretamente fez à sua conversão é encontrada no prefácio de seu comentário sobre os Salmos, que foi escrito em 1557:

Inicialmente, visto eu me achar tão obstinadamente devotado às superstições do papado, para que pudesse desvencilhar-me com facilidade de tão profundo abismo de lama, Deus por um ato súbito de conversão, subjugou e trouxe minha mente a uma disposição suscetível, a qual era mais empedernida em tais matérias do que se poderia esperar de mim naquele primeiro período de minha vida. Tendo conseqüentemente percebido um pouco de gosto e conhecimento da verdadeira piedade, fui imediatamente inflamado de tão grande desejo de colher proveito disto que, embora eu não tenha abandonado outros estudos, todavia me dediquei a eles mais indiferentemente. Agora eu estava grandemente surpreendido de que, antes que um ano se completasse, todos aqueles que tinham algum desejo pela pura doutrina se dirigiam a mim a fim de aprender, ainda que eu mesmo tinha feito um pouco mais do que começar.[37]

Embora ele possa ter sido convertido tão cedo enquanto estudava direito,[38] Calvino não rompeu oficialmente com a Igreja Romana até viajar para Noyon e abandonar sua fonte de renda na catedral em 4 de maio de 1534.[39] Calvino cita a Bíblia em seu comentário sobre Sêneca, mas somente três vezes e de uma maneira acidental.[40] E ainda em junho de 1533, Calvino ajudou uma garota conseguir entrada em um convento de freiras.[41]

Após terminar seus estudos de direito, Calvino viajou para Orleans e então de volta para Paris.[42] Enquanto em Paris, seu amigo íntimo Nicholas Cop (c. 1501-1540) foi apontado reitor da universidade e deu seu discurso inaugural em 1º de novembro de 1533.[43] Para surpresa das autoridades, Cop pregou um discurso suavemente evangélico cheio das idéias de Erasmo e Lutero.[44] Muitos calvinistas creditam a Calvino a composição do discurso de Cop.[45] Todavia, os dois homens foram acusados de heresia.[46] Cop fugiu para a cidade protestante de Basel, enquanto Calvino viajou nos arredores da Europa como exilado, muitas vezes usando outros nomes.[47] Entre o tempo em que ele deixou Paris e finalmente se uniu ao seu amigo Nicholas Cop em Basel há muita incerteza quanto a exatamente onde Calvino estava e o que ele fez.[48] Ele supostamente viajou de volta para Paris para se encontrar com o médico espanhol Michael Servetus (quem ele mais tarde teria queimado na estaca), mas por alguma razão o encontro nunca aconteceu.[49] Sabemos que de Orleans em 1534 Calvino escreveu sua primeira obra teológica, Psychopannychia, em que ele refutava a heresia que a alma meramente dorme entre a morte e a ressurreição, mas que não foi publicado até 1542.[50] Esta heresia foi supostamente defendida por alguns anabatistas, embora Barth reconhece que “não é certo se os anabatistas defendiam isto.”[51]

Em outubro de 1534, alguns protestantes radicais divulgaram cartazes por toda Paris denunciando a Missa Católica como blasfema.[52] Como resultado, os protestantes sofreram intensa perseguição e muitos foram queimados vivos.[53] Bem rápido Calvino fugiu para Basel, pelo caminho de Estrasburgo, onde ele foi auxiliado pelo reformador Martin Bucer.[54] Ele chegou em Basel no início de 1535 e não foi somente reunido com seu amigo Nicholas Cop, mas se tornou conhecido do reformador Heinreich Bullinger também.[55] Enquanto Calvino esteve em Basel duas obras literárias foram publicadas que iriam influenciar profundamente a Reforma. Olivetan publicou sua tradução francesa da Bíblia em 1535 com dois prefácios de Calvino, um em latim e um em francês, e Calvino completou e publicou sua primeira edição de suas Institutas em 1536.[56] Calvino então viajou para Itália e França antes de seguir para Estrasburgo pelo caminho de Genebra.[57] E embora ele não pretendia ficar em Genebra, desse dia em diante: “Falar de Calvino é falar de Genebra.”[58]

Calvino chegou em Genebra em julho de 1536 com seu irmão Antoine e sua irmã Marie. Ele pretendia passar a noite antes de continuar para Estrasburgo quando o reformador genebrês Guillaume Farel (1489-1565), que já tinha estado na cidade por dois anos, escutou que Calvino estava em Genebra e o pressionou a ficar e ajudar com a Reforma, então em progresso na cidade, contra a Igreja de Roma.[59] Calvino relata que Farel “prosseguiu me alertando que Deus amaldiçoaria minha retirada e tranqüilidade que eu buscava para meus estudos se eu fosse embora e recusasse a ajudar quando estivesse tão urgentemente necessitado.”[60]

Após começar como um “Leitor na Escritura Sagrada,” em que ele dava aulas sobre as epístolas paulinas, Calvino logo assumiu o ofício de pastor.[61] Um catequismo e uma confissão de fé foram então apresentadas ao conselho da cidade junto com um documento intitulado Articles Concerning the Organization of the Church and of Worship at Geneva.[62] Depois que estes foram adotados pelo Conselho, numerosas leis foram passadas contra o vício e para o regulamento da oração e disciplina da igreja.[63] Consentimento à confissão de fé era obrigatório a todos os cidadãos de Genebra e o banimento foi decretado para aqueles que não se submetessem.[64] Assim, como Schaff relata: “Foi uma evidente inconsistência que aqueles que tinham justamente se livrado do jugo do papismo como uma carga intolerável, sujeitassem suas consciências e intelectos a um credo humano; em outras palavras, substituíssem o velho papismo romano por um moderno papismo protestante.”[65]

Era tempo de novas eleições em Genebra no início de 1538 e uma mudança no governo subseqüentemente aconteceu. Calvino e Farel não foram aceitos e foram banidos da cidade em abril de 1538.[66] Boettner, embora tentando defender Calvino, apesar disso explica o motivo: “Devido a uma tentativa de Calvino e Farel de forçar um sistema de disciplina severo demais em Genebra, tornou-se necessário para eles deixarem a cidade temporariamente.”[67] Após fixar residência em Basel, Calvino aceitou o chamado de Bucer para vir para Estrasburgo e pastorear a igreja de refugiados franceses.[68] Calvino novamente relata que “resolvi viver uma vida privada, livre dos fardos e preocupações de qualquer cargo público até que o mais excelente servo de Cristo, Martin Bucer, empregando uma espécie similar de protestos contra mim como que, para os quais Farel tinha recorrido anteriormente, me puxou para um novo cargo.”[69]

Estrasburgo era naquela época uma cidade livre na Alemanha onde até os anabatistas eram tolerados.[70] Lá Calvino trabalhou por três anos – pregando, ensinando, e escrevendo. Ele logo estabeleceu uma “disciplina eclesiástica vigorosa” e “não apenas proibiu a comunhão aos indignos, mas exigia que todos que participassem da Ceia se apresentassem a ele para um interrogatório espiritual primeiro.”[71] Enquanto em Estrasburgo, Farel fez o casamento de Calvino com uma de suas freqüentadoras da igreja, Idelette de Bure, uma viúva com dois filhos.[72] Quando perguntado que tipo de garota ele preferia, Calvino respondeu: “Eu não sou do tipo selvagem de amante que, ao ver pela primeira vez uma bela figura, aceita todos os defeitos de sua amada. Eis a única beleza que me seduz, se ela é casta, nem muito atraente nem muito desdenhosa, se é econômica, se é paciente, se há esperanças de que venha a interessar-me por minha saúde.”[73] Calvino e sua mulher tiveram um filho, Jacques, mas ele morreu na infância, e a própria Idelette morreu após nove anos de casamento.[74] A morte de sua esposa foi “amargamente dolorosa” para Calvino, e embora ele nunca tenha voltado a se casar, ele prometeu cuidar dos filhos dela.[75]

Durante sua estadia em Estrasburgo, Calvino escreveu o que tem sido chamada “a melhor apologia da fé reformada escrita no século dezesseis.”[76] Jacopo Sadoleto (1477-1547), um cardeal católico romano, escreveu para os “queridos e amados irmãos, os magistrados, o corpo legislativo, e cidadãos de Genebra” em que ele procurava persuadir a cidade para retornar à Igreja Católica Romana antes que seguir as “inovações introduzidas dentro desses vinte e cinco anos por homens astutos.”[77] A carta de Sadoleto finalmente chegou a tempo a Calvino em Estrasburgo e ele respondeu habilidosamente no que veio a ser chamada a Reply to Sadoleto (Resposta a Sadoleto). Logo depois, quando o governo em Genebra estava tumultuado, foi decidido pelo Conselho de Genebra em 21 de setembro de 1540 que Calvino fosse convidado de volta.[78] Um convite oficial foi estendido a Calvino em 22 de outubro, mas não foi até maio de 1541 que a sentença do banimento de Calvino foi anulada.[79] E embora Calvino tenha anteriormente escrito sobre Genebra que “seria melhor perecer imediatamente do que ser atormentado até a morte naquela câmara de tortura,”[80] ele concordou depois de repetidos pedidos de Farel.[81] Calvino retornou para Genebra em 13 de setembro de 1541, nas palavras de um calvinista, como “a pedra que os edificadores rejeitaram.”[82]

Quando Calvino chegou em Genebra, ele entrou no púlpito que tinha anteriormente deixado vago e começou a expor as Escrituras do mesmo lugar onde tinha encerrado em 1538.[83] Ele passaria o resto de sua vida em Genebra – pregando, ensinando, e escrevendo – até sua morte vinte e três anos mais tarde, em 27 de maio de 1564. Ele sofreu de numerosos problemas nutricionais durante sua vida e sua saúde deteriorou-se conforme envelhecia. Suas últimas palavras supostamente foram: “As aflições deste tempo presente não devem ser comparadas com a glória que há de ser revelada.”[84] Calvino foi enterrado em um túmulo não identificado, como ele tinha desejado.[85] Beza conduziu o funeral e depois escreveu a primeira de muitas biografias de Calvino.[86] Como a maior parte das obras e ministério de Calvino ocorreram em Genebra, mais uma olhada em sua segunda permanência lá está a caminho antes de um exame de sua teologia.




[1] McGrath, Calvin, p. xi.
[2] Bouwsma, p. 2.
[3] McNeil, p. 94.
[4] Schaff, vol. 8, pp. 298-299.
[5] Ibid.
[6] Citado em T. H. L. Parker, John Calvin (Herts: Lion Publishing, 1975), p. 3.
[7] George, p. 169.
[8] Ibid.
[9] Estep, p. 224.
[10] Theodore Beza, The Life of John Calvin, edição nova e expandida, ed. Gary Sanseri, trad. Henry Beveridge (Milwaukie: Back Home Industries, 1996), p. 15.
[11] J. H. Merle d’Aubigne, History of the Reformation of the Sixteenth Century (Grand Rapids: Baker Book House, n.d.), p. 490.
[12] Schaff, History, vol. 8, p. 302.
[13] Wendel, p. 21.
[14] Calvino, citado em Bouwsma, p. 10.
[15] John H. Bratt, The Life and Teachings of John Calvin (Grand Rapids: Baker Book House, 1958), p. 11.
[16] Wendel, pp. 23-24.
[17] Walker, p. 49.
[18] John H. Brath, “The Life and Work of John Calvin,” em Bratt, ed., The Rise and Development of Calvinism, p. 11.
[19] Walker, p. 55.
[20] Ronald S. Wallace, Calvin, Geneva, and the Reformation (Grand Rapids: Baker Book House, 1990), p. 5.
[21] Parker, p. 33.
[22] Bouwsma, p. 10, McGrath, Calvin, p. 70.
[23] Bratt, Teachings of Calvin, p. 13.
[24] Walker, pp. 87-88.
[25] Bratt, Teachings of Calvin, p. 13.
[26] George, p. 172.
[27] Bratt, Work of Calvin, p. 10; Walker, p. 86.
[28] Bratt, Teachings of Calvin, p. 13.
[29] Wallace, p. 9.
[30] Parker, p. 27.
[31] Wendel, p. 31.
[32] Calvino, citado em Walker, p. 76.
[33] McNeil, p. 110.
[34] Karl Barth, The Theology of John Calvin, trad. Geoffrey W. Bromiley (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1995), p. 136.
[35] George, p. 171.
[36] Calvino, citado em Walker, p. 72.
[37] Ibid.
[38] Parker, p. 195.
[39] McGrath, Calvin, p. 73.
[40] Walker, p. 61.
[41] McNeil, p. 112.
[42] Walker, pp. 62-63.
[43] Wendel, p. 40.
[44] Bratt, Work of Calvin, p. 13.
[45] Barth, p. 142; Wendel, pp. 40-41.
[46] Bratt, Work of Calvin, p. 13.
[47] Bratt, Teachings of Calvin, pp. 16-17.
[48] Walker, pp. 119-120.
[49] Barth, p. 146; Walker, p. 119.
[50] Barth, p. 146.
[51] Ibid., p. 151.
[52] Steinmetz, p. 9.
[53] Schaff, History, vol. 8, pp. 320-321.
[54] Ibid., p. 325.
[55] Ibid., p. 325.
[56] Parker, pp. 38-39.
[57] McGrath, Calvin, pp. 77-78.
[58] Ibid., p. 79.
[59] Schaff, History, vol. 8, pp. 347-348.
[60] Calvino, citado em G. R. Potter e M. Greengrass, John Calvin (Nova York: St. Martin’s Press, 1983), p. 46.
[61] Parker, pp. 68-69.
[62] Bratt, Work of Calvin, p. 17.
[63] Schaff, History, vol. 8, p. 355.
[64] Ibid., p. 356.
[65] Ibid., p. 357.
[66] Ibid., pp. 359-360.
[67] Boettner, Predestination, p. 408.
[68] McNeil, p. 144.
[69] Calvino, citado em Potter e Greengrass, p. 54.
[70] Schaff, History, vol. 8, p. 369.
[71] Walker, p. 221.
[72] Bouwsma, p. 23.
[73] Calvino, citado em Schaff, History, vol. 8, p. 414.
[74] Wulfert de Greef, The Writings of John Calvin: An Introductory Guide, trad. Lyle D. Bierman (Grand Rapids: Baker Books, 1993), p. 32.
[75] Bouwsma, p. 23.
[76] George, p. 182.
[77] James Sadolet, citado em Schaff, History, vol. 8, p. 401.
[78] Schaff, History, vol. 8, p. 430.
[79] Ibid., pp. 431, 433.
[80] Calvino, citado em Bratt, Teachings of Calvin, p. 31.
[81] Walker, p. 259.
[82] Bratt, Teachings of Calvin, p. 32.
[83] De Greef, p. 41.
[84] Calvino, citado em Bratt, Teachings of Calvin, p. 71.
[85] Walker, p. 439.
[86] Schaff, History, vol. 8, p. 863.

Fonte: Web

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