COME TO ME

terça-feira, 31 de agosto de 2010

COM FÉ É POSSIVEL VENCER AS MAIS DURAS PROVAÇÕES

As vezes pessoas ao nosso redor lutam e vence por nós. são situações em que seres humanos em todas as culturas mostram que são capazes de gestos e atitudes de extrema nobreza. Porém quendo se possui a fé correta na pessoa certa, essa fé não admite por simples  hipótese outro resultado a não ser o que se crê piamente. Veja o exemplo dos mineiros presos a 700 metros em mina no Chile, que provalmente deverão esperar meses até serem  finalmente resgatados.

Lembremos que dos 33 mineiros cinco são crentes. Oremos por eles e pelos demais, em nome do Senhor Jesus. Pelos crentes para que a sua fé ajudem os outros a esperarem pelo soccorro que será muitro demorado. Que finalmente, também, tudo redunde para a glória do nome do Senhor, e que muitas pessoas sejam abençoadas com a fé genuína e conhecimento do amor de Deus. Que seja finalmente um grande testemunho a todo o mundo que é testemunha ocular dessa provação. Veja a grande reportagem exclusiva da jovem e competente jornalista Adriana Araújo para a Rede Record de televisão, para o Jornal da Record e domingo Espetacular.

OREM, OREM E OREM SEM CESSAR!!!   EM NOME DO SENHOR JESUS! AMÉM E AMÉM.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DADOS QUE DEVEM SER CONSIDERADOS

Sou grato pela vida de qualquer um que conheça e ame ao Senhor Jesus. Em meio a um mundo incrédulo e decididamente contra tudo que represente Deus, Sua Palavra e vontade registradas na Bíblia Sagrada. Desse modo apoio todos os movimentos e iniciativas que levem o conhecimento da Palavra de Deus e consequentemente ao conhecimento de Deus, da fé no Salvador Jesus Cristo e assim recebimento dos benefícios de Sua obra redentora.

Reconheço que a igreja e os homens e mulheres que como testemunhas do Senhor não tem uma fé uniforme e cem por cento concordes, que sim possuem diferenças de compreensão e ênfases diferentes não se desviando de modo algum da única fé salvívica: Jesus Cristo é Deus e Filho de Deus, o único caminho e único nome pelo qual devamos ser salvos.

Contudo há detalhes que pessoas com interesse maior desejo devem contudo honestamente saber. Isso esclarecerei após o encarte de uma informação pública da Wikipedia mas disponível tanto na literatura religiosa ou histórica:


João Calvino exerceu uma influência internacional no desenvolvimento da doutrina da Reforma Protestante, à qual se dedicou com a idade de 30 anos, quando começou a escrever os "Institutos da religião Cristã" em 1534 (publicado em 1536). Esta obra, que foi revista várias vezes ao longo da sua vida, em conjunto com a sua obra pastoral e uma coleção massiva de comentários sobre a Bíblia, são a fonte da influência permanente da vida de João Calvino no protestantismo.
Calvino apoiou-se a frase de Paulo: "pela fé sereis salvos", esta frase de epístola de Paulo aos Romanos foi interpretada por Martinho Lutero ou simplesmente Lutero como pela fé sereis salvos. As duas frases, possuem a mesma coisa, ou seja, não muda o sentido.
Para Bernardye Cotitretw, biógrafo de Calvino, "o calvinismo é o legado de Calvino e torna-se uma forma de disciplina, de ascese, que não raramente é levada ao extremo da teimosia". O Calvinista é pois no extremo um profundo conhecedor da Bíblia, que pondera todas as suas ações pela sua relação individual com a moral cristã. O Calvinismo é também o resultado de uma evolução independente das idéias protestantes no espaço europeu de língua francesa, surgindo sob a influência do exemplo que na Alemanha a figura de Martinho Lutero tinha exercido. A expressão "Calvinismo" foi aparentemente usada pela primeira vez em 1552, numa carta do pastor luterano Joachim Westphal, de Hamburgo.
O Calvinismo marca a segunda fase da Reforma Protestante, quando as igrejas protestantes começaram a se formar, na seqüência da excomunhão de Martinho Lutero da Igreja Católica romana. Neste sentido, o Calvinismo foi originalmente um movimento luterano. O próprio Calvino assinou a confissão luterana de Augsburg de 1540. Por outro lado, a influência de Calvino começou a fazer sentir-se na reforma Suíça, que não foi Luterana, tendo seguido a orientação conferida por Ulrico Zuínglio. Tornou-se evidente que a doutrina das igrejas reformadas tomava uma direcção independente da de Lutero, graças à influência de numerosos escritores e reformadores, entre os quais João Calvino era o mais eminente, tendo por isso esta doutrina tomado o nome de Calvinismo.
Uma vez que tem múltiplos fundadores, o nome "Calvinismo" induz ligeiramente ao equívoco, ao pressupor que todas as doutrinas das igrejas calvinistas se revejam nos escritos de João Calvino.
O nome aplica-se geralmente às doutrinas protestantes, que não são luteranas, e que têm uma base comum nos conceitos calvinistas, sendo normalmente ligadas a igrejas nacionais de países protestantes, conhecidas como igrejas reformadas, ou a movimentos minoritários de reforma protestante.
Nos Países Baixos, os calvinistas estabeleceram a Igreja Reformada Neerlandesa. Na Escócia, através da zelosa liderança do ex-sacerdote católico John Knox, a Igreja Presbiteriana da Escócia foi estabelecida segundo os princípios calvinistas. Na Inglaterra, o calvinismo também desempenhou um papel na Reforma, e, de lá, seguiu com os puritanos para a América do Norte. Na França, os calvinistas, chamados de Huguenotes, foram perseguidos, combatidos e muitas vezes obrigados ao exílio. Em Portugal, na Espanha ou na Itália, estas doutrinas tiveram pouca divulgação e foram ativamente combatidas pelas forças da Contra-Reforma, com a ação dos Jesuítas e da Inquisição.
O sistema teológico e as práticas da igreja, da família ou na vida política, todas elas algo ambiguamente chamadas de "Calvinismo", são o resultado de uma consciência religiosa fundamental centrada na "soberania de Deus".
O Calvinismo pressupõe que o poder de Deus tem um alcance total de atividade e resulta da convicção de que Deus trabalha em todos os domínios da existência, incluindo o espiritual, físico, intelectual, quer seja secular ou sagrado, público ou privado, no céu ou na terra. De acordo com este ponto de vista, qualquer ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o criador, preservador, e governador de todas as coisas, sem excepção, e que é a causa última de tudo. As atividades seculares não são colocadas abaixo da prática religiosa. Pelo contrário, Deus está tão presente no trabalho de cavar a terra como na prática de ir ao culto. Para o cristão calvinista, toda a sua vida é um culto a Deus.
De acordo com o princípio da Predestinação, por causa de seus pecados,o homem perdeu as regalias que possuía e distanciou-se de Deus. O homem é considerado "morto" para as coisas de Deus e é dominado por uma indisposição para servir a Deus.
Só havia, então, uma maneira de resolver esse problema: o próprio Deus reatando os laços. Deus então, segundo a doutrina da predestinação, escolheu alguns dos seres humanos caídos para salvar da pecaminosidade e restaurar para a comunhão com ele. Deus teria tomado esta decisão antes da criação do Universo. Mas é claro que não é por causa de quaisquer boas ações que eles foram escolhidos: "porque pela graça sois salvos,mediante a fé, e isso não vem de vós;é dom de Deus; não vem de obras, para que ninguém se glorie".(Efésios 2:8,9) Os cinco pontos do calvinismo (conhecidos pelo acróstico TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês) são doutrinas básicas sobre a salvação, definidas pelo Sínodo de Dort.
São eles:
Depravação total do homem;
Eleição incondicional;
Expiação limitada;
Vocação eficaz (ou Graça Irresistível);
Perseverança dos santos.

O Calvinismo também defende uma Teologia Aliancista e os Sacramentos como meio de graça, Santa Ceia e Batismo, incluindo o Batismo infantil. Calvino na sua principal obra, as Institutas diz: "Eis aqui por que Satanás se esforça tanto em privar nossas criaturas dos benefícios do batismo; Sua finalidade é que se esquecermos de testificar que o Senhor tem ordenado para confirmar as graças que ele quer nos conceder pouco a pouco vamos nos esquecendo das promessas que nos fez a respeito disto. De onde não só nasceria uma ímpia ingratidão para com a misericórdia de Deus, mas também a negligência de ensinarmos nossos filhos no temor do Senhor, e na disciplina da Lei e no conhecimento do Evangelho. Porque não é pequeno estimulo sabermos que educá-los na verdadeira piedade e obediência a Deus. E saber que desde seu nascimento foram recebidos no Senhor e em seu povo, fazendo-os membros de sua igreja." (CALVINO, 1999, p. 1069.) O calvinismo deveria ser austero e disciplinado, ou seja: As pessoas não tinham direito a excessos de luxo, e conforto, sem esbanjamento matriana.
Interpretação Sociológica

Sociólogos como Max Weber e Ernest Gellner analisaram a teoria e as conseqüências práticas desta doutrina e chegaram à conclusão de que os resultados são paradoxais. Em parte explicam o precoce desenvolvimento do capitalismo nos países onde o Calvinismo foi popular (Holanda, Escócia e EUA, sobretudo).
O Calvinista acredita que Deus escolheu um grupo de pessoas e que as restantes vão para o Inferno. Conseqüentemente, a pergunta que qualquer Calvinista se faz é: "Estarei eu entre os escolhidos?".
Como é que um Calvinista sabe se está entre os escolhidos ou não? Teoricamente, não é ele que o determina. A decisão está tomada. Foi tomada por Deus. Como é que eu sei se fui escolhido ou não? Resposta: Deus me atraiu e eu cri na sua palavra. Ela é que me diz: "Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus a saber os que creem em seu nome". Pela graça sois salvos, isto não vem de vós é dom de Deus para que ninguém se vanglorie.
Sendo um bom cristão, trabalhando muito, seguindo sempre todos os princípios bíblicos, o Calvinista prova a si mesmo que foi um escolhido, pelo seu sucesso como cristão. Não é a sua própria ação, mas de Deus, pois se Deus trabalha por ele, ele conclui que foi um dos eleitos.
Sendo assim, historicamente, para muitos Calvinistas, o sucesso no trabalho e a conseqüente riqueza poderá ser um dos sinais de que está entre os escolhidos de Deus. Os Holandeses, os Escoceses e os Americanos ganharam, então, a fama de serem sovinas, pouco generosos, interessados apenas no dinheiro. Estas características são na vida moderna quase um dado adquirido em qualquer cultura, mas nos tempos da Reforma Protestante, o Calvinismo terá instituído uma nova e revolucionária forma de relação com a riqueza. Ver Ernest Gellner para mais detalhes...
Ocorre que o uso dos ideais calvinistas para o alavancar da sociedade capitalista é equivocadamente relacionado a ideais capitalistas intrínsecos ao calvinismo. Calvino em sua obra afirma que a riqueza não tem razão de ser se não para ajudar aos que necessitam, e critica a avareza ao dizer que o fruto do trabalho só é digno se útil ao próximo:
"Da mão de Deus tens tu o que possuis. Tu, porém, deverias usar de humanidade para com aqueles que padecem necessidades. És rico? Isso não é para teu bel prazer. Deve a caridade faltar por isso? Deve ela diminuir? Não está ela acima de todas as questões do mundo? Não é ela o vínculo da perfeição?" Sermao CXLI sobre Dt 24.19-22. OPERA CALVINI, tomo XXVIII, p. 204
"Condena o Profeta a estes ladrões e assaltantes que lhe parecia deterem o poder de oprimir a gente pobre e o pequeno trabalhador, uma vez que eram eles que tinham grande abundância de trigo e grãos; ... é o mesmo como se cortassem a garganta dos pobres, quando os fazem assim sofrer fome." Os Doze Profetas Menores, op. cit., Am 8.5

Mas o Calvinismo se espalhou pelos países que estavam passando pelo processo da Expansão Comercial. Entre eles os países eram: França, Holanda, Inglaterra, e Escócia. Isto atraíra vários comerciantes, e banqueiros.
A prosperidade econômica também foi um sinal da escolha divina, o que valorizava o trabalho, e a justificativa as atividades da burguesia.


Denominações Calvinistas

O Calvinismo é a doutrina de diversas denominações Protestantes, dentre elas destacamos:
Igreja Reformada Suíça - religião oficial da maioria dos cantões da Suíça.
Igreja Protestante Evangélica Holandesa - recentemente unificada, não é mais a religião oficial dos Países Baixos
Igreja Reformada Francesa - a igreja dos Huguenotes
Igreja Congregacional - concentrada na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, hoje parte da Igreja Unida de Cristo.
Igreja Reformada Hungara
Igreja da Escócia
Igreja Presbiteriana do Brasil
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil
Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil
Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal

fonte: wikipedia

Qual o propósito dessa postagem? Dos vinte países onde a qualidade de vida é melhor, apenas um não é protestante e sim muçulmano. A Holanda por exemplo, ou seus emigrantes protestantes na África do Sul, criaram e mantiveram até muito mais tardiamente o Apartheide. com que bases segregaram os nativos africanos? com bases religiosas discriminatórias, ou que geraram posicionamentos naturalmente discriminatórios. Os católicos consideravam índios e negros errôneamente sem alma, com pressupostos supostamente bíblicos e cristãos. Os holandeses, calvinistas, consideravam legítimas e Bíblicas o fato desses mesmos africanos não serem eleitos e portanto predeterminados à salvação em Cristo. Não os culpo, mas esses são fatos reais. 

Hoje alguns calvinistas combatem com relativa propriedade os desvios e exageros da chamada errôneamente "teologia da prosperidade" que no máximo é apenas uma doutrina, um ênfase em um aspecto escriturístico levado a extremos acríticos, e se esquecem que a título de uma predefinida eleição foram o mais forte elo ao fortalecimento do capitalismo, amor ao dinheiro, exploração e pouca contribuição para causas não estritamente religiosas e calvinistas.

Ainda hoje, países de origem reformada e calvinista, por consequente equívoco de ênfase na eleição, são liberais garantindo liberdade e legalização para prostituição, uso de drogas, sexo em parques, e há os que lutam pelo direito de serem pedófilos. Notem que esses holandeses atuais não são nem convertidos e portanto nem crentes evangélicos, mas herdeiros de uma presunção de serem eleitos e inseridos em um cristianismo muitas vezes ( há exceções ) apenas institucionais, pelo batismo infantil, prática confirmada pelos reformadores tanto alemães ( luteranos ) como não luteranos ( calvinistas ).

O propósito não é atacar os irmãos que abraçam e confessam sua posição calvinista no Brasil, pois há diferenças culturais e históricas que fazem que grande parte dos calvinistas brasileiros, diferentes dos europeus e norte americanos, os daqui são convertidos e nascidos de novo e fiéis as práticas bíblicas puritanas. Mas o de apenas alertar que as coisas não são tão "preto no branco" e tão simples de ser polarizado. ser ou não ser calvinista é direito legítimo, mas antes é ser de Cristo, acima da história, da cultura humana geralmente tão contraditória e indefensável.

Por Helvécio S. Pereira

domingo, 29 de agosto de 2010

FAÇAMOS ALGO ÚTIL: OREMOS PELOS CINCO IRMÃOS EM CRISTO PRESOS A 700M DE PROFUNDIDADE NA MINA DE SAN JOSÉ EM COPIAPÓ NO CHILE

Essa é apenas uma parte da informações veiculadas em todo o mundo relacioandas a terrível experiencia de 33 mineiros presos em uma mina. Provavelmente três meses devem se passar até que, numa operação difícil, as primeiras pessoas possa ser resgatadas. Cinco deles são crentes, embora todos careçam da benção de serem salvos e sobreviverem a esse desastre, e retornarem para as suas famílias. Para os que conhecem ao Senhor é uma oportunidade de testemunhar a sua fé aos que com eles compartilham essa provação e ao mundo. Acima de qualquer diferença, façamos o que certo e oremos por eles, até que sejam resgatados. Lembremos deles diariamente e façamos uma intensa intercessão por suas vidas, preservação e livramento, pois além de presos com 700 de terra e rcha sobre suas cabeças, há outros riscos eminentes.




Um show de músicas evangélicas foi realizado na noite desta sexta-feira, no acampamento próximo à mina San José. A apresentação reuniu familiares concentrados no pé da montanha há quase um mês.

O pastor Julio Hernán iniciou o espetáculo pedindo uma salva de palmas a Deus. “Quem acredita que Deus irá salvar os 33 mineiros?”, perguntou três vezes. Foi ovacionado. Em seguida vieram as canções do conjunto Mar de Cristal, que é composto por seis integrantes, com bateria, teclado, guitarra e quatro caixas de som. Segundo Hernán, a banda foi convidada pelo prefeito da cidade de Copiapó para tocar aos parentes dos mineiros.

Cerca de 40 pessoas levantavam as mãos e rezavam de olhos fechados. Alguns choravam. Quando a música era animada, todos dançavam. Nos intervalos, a cantora repetia: “Aqui aconteceu um milagre, obrigada Deus” e era muito aplaudida. Das famílias dos 33 mineradores, cinco são evangélicas.

Ao lado do palco, 20 estudantes do curso de Serviço Social da Universidade Santo Tomaz, de Copiapó, realizavam atividades lúdicas com as crianças. No fim da tarde, vestiram-se de Branca de Neve, fadas, palhaços e borboletas. “É impressionante estar aqui”, diz Sebástian Cruz, de 22 anos, que garante nunca esquecer do dia de hoje.
 
Mais notícias:
 
Os 33 mineiros que permanecem presos há 24 dias em uma mina no norte do Chile mudaram seu acampamento para um ponto menos úmido, revelou neste domingo o ministro da Mineração, Laurence Golborne.
- Estão mudando seu acampamento do nível 105 para o nível 75, que fica em uma parte mais seca, situada mais abaixo do atual ponto - disse Golborne à imprensa.
A distância do primeiro para o novo acampamento é de cerca de 300 metros, explicou o ministro.
Os mineiros haviam montado o acampamento em um local bastante amplo, onde há diversas áreas, improvisando um refeitório, um local de lazer, um dormitório e uma dispensa, mas o ponto era extremamente úmido e quente.
A alta umidade associada ao calor produziu fungos e feridas nos corpos de alguns mineiros, que já estão sendo tratados com medicamentos enviados da superfície, revelaram as autoridades.
...O ministro Golborne confirmou ainda que nesta segunda-feira terá início a perfuração para resgatar os mineiros, e que o fim da operação está previsto para entre três e quatro meses.
- Começaremos a perfurar amanhã [segunda] - disse o ministro, assinalando que o início sofreu um pequeno atraso devido à demora de um avião que traz peças para a enorme perfuradora.
Com a perfuradora Strata 950, os técnicos farão um túnel vertical de cerca de 66 cm de diâmetro para retirar os mineiros, um a um.
A mina de San José está situada na zona de Copiapó, 800 km ao norte de Santiago.

sábado, 28 de agosto de 2010

SABE O QUE DEFINE A SUA RELAÇAO COM O SENHOR JESUS? SE VOCÊ O AMA...



A despeito de todas as indagações e dúvidas, diferenças e práticas, o que define finalmente a nossa relação com o Senhor, é absolutamente se O amamos. Você o ama? Esqueça todas as controvércias, todas as diferenças...todos devem conhecê-Lo e poder amá-Lo. As diferenças existem por um momento, mas naquele dia nada Lhe perguntaremos. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

DOIS LADOS

Resolvi aproveitando o tempo que não tenho muito ( na verdade tenho igual a todo mundo, vinte e quatro horas, o difícil é investí-lo da melhor maneira ) e além de visitar alguns blogs cristãos, embora não seja a melhor coisa a se fazer, raríssimas excessões, acompanhei uma controvércia acerca do fato de Jesus ter deixado de ser Deus ou não ter deixado de ser Deus, o fato de não saber o dia de sua volta e o porquê de o não saber.  Bate bocas a parte vi algumas coisas boas, outras nem tanto, de fato, no balanço geral talvez fosse melhor assistir uma partida de futebol pela tv. Fato é que a maioria, a grande maioria dos crentes, incluindo ministros estão loucos, se mostram néscios no que se refere ao espaço e o poder da mídia hoje, especialmente da web.

Em um blog de um irmão particularmente encontrei no seu perfil algo interessante: após anos tentanto achar para si mesmo a melhor definição para blog, desprezando a oficial para vender computadores ebanda larga, ele como crente, encontrou no formato do blog a melhor forma de fazer anotaações para si mesmo. Isso se mostrou para mim muito interessante, pois se tivermos essa consciência, não passaremos a escrever como críticos dos outros apenas, como denunciadores compussívos, como potenciais reformadores, como dedos duros, como fofoqueiros mais baixos, como idiotas irresponáveis que atiram balas perdidas e que se danem em quem pegar, como inconsequentes, mas como pessoas que anotam suas idéias para si, sendo responsáveis por elas, e comoessas se tornam públicas e "etrernas" sobrevivendo a nós mesmos, que ao menos possam causar o mínimo de dano as pessoas ( quiça nenhum ) e sejam positivas sem serem simplórias, verdadeiras ao inves de fantasiosas.

Bem, a certa altura, o link em um blog cristão me levou a gravação de uma pregação feita por um proeminente educador cristão, teólogo e pastor. Baixe-e o mp3 da mensagem e a ouvi toda, cerca de 39 mimutos, um pouco mais. baseada em Oseias 4:10 ou 12, não vou conferir agora enquanto escrevo, direfionada a uma congregação de irmãos que se conhecem, peloque entendi desde a juventude e portanto a décadas, exclarecia que milagres são feitos nas outras religiões pelos espíritos demoníacos. A mensagem era fundamentada nas Escrituras e irreprensível do ponto de vista bíblico, enriquecida com exemplos atuais reais. 

Tratava-se de uma igreja presbiteriana tradicional, calvinista. Os exemplos foram desde os que fundamentaram a fama de padre Cícero, passando por Fátima e Aparecida. Mas como sou macaco velho, imaginei de cara que a mensagem não era para aquelas pessoas, crentes tradicionais, afeitos a leitura  e estudo das Escrituras tal como deve ser...estariam alguns dos membros de décadas daquela congregação, dando uma pulada de cercas nas paróquias católicas? Os primeiros dezoito minutos foram uma descrição precisa do cenário bíblico e tempo do profeta Oséias e a sua relação com os milagres oriundos da teologia popular católica. Lá pelas tantas uma revelação: que a última reunião do concílio presbiteriano decidira que pessoas batizadas em duas igrejas, Universal do Reino de Deus e Mundial do Poder de Deus deveriam ser "rebatizadas" após uma profissão de fé nas igrejas presbiterianas do Brasil, pelo menos as sujeitas ao tal concílio. Até aí tudo legítimo, correto e de direito, e que as duas igrejas em questão foram rebaixadas por esse concílio denominacional a condição de seitas e não mais de igrejas evangélicas. Legítimo por ser de direito interno mas um mico quando, indiretamente após longa explanação relaciona-se os "milagres do padim Cícero", de "Fátima", "Aparecida" e qualquer santo católico aos milagres pretensamente recebidos pelas pessoas justamente nessas duas igrejas, e um público que não corre o risco, por força do hábito  e da fidelidade, a não ir nem para a seara católica romana e nem para as duas igrejas neopentecostais.

Pessoalmente, eu não tenho nada com isso, mas se eu fosse ministro e pastor eu perguntaria a meu Deus: " Senhor, por que não me usas para operar atravpes da minha vida conforme a Tua Palavra diz que poderia operar através de mim, o que há de errado se tenho a doutrina certa, ao invés deles que erram  e inventam tanto?" Essa pergunta sincera e legítima não há  em mentes cativas por uma teologia ministerial que os afasta do verdadeiro entendimento.  O lógico, e já disse isso várias vezes em várias postagens anteriores, incluindo postei algumas vezes comentários diretos em alguns blogs, é que esses irmãos de cima de toda a sua correção esciturística, fossem usados por Deus, para fazerem obras maiores, maiores  que o Senhor Jesus, pois é essa uma de suas promessas estritametne bíblicas.  Durante décadas  quantas curas esse pastor pode relatar ocorridas em sua congregação por seu intermédio, pois isso também é bíblico.


Cômicamente o pastor a certa altura de sua pregação citou ter ouvido declarações de quem chamou apenas de "Edir Macedo" e suas declarações emseu programa de rádio dizendo que a nova igreja Universal a ser inaugurada, uma réplica do antigo templo de Salomão, com pedras trazidas de Israel e com uma pé direito, altura do templo, superior ao do Cristo Redentor, possibilitará que as pessoas sejam curadas simplesmente ao tocarem em tais pedras. O pastor afirmou a sua platéia e claro a todos os seus ouvintes virtuais ouvindo-o em qualquer tempo, que isso efetivamente acontecerá, e com base em todas as suas argumentações anteriores, não será Deus o promovedor dessas curas. Curioso também que em certo sentido ele, o pastor, fez inadivertidamente uma propaganda da igreja concorrente diante de seus irmãos de congregação.

Foram quarenta minutos de uma mensagem construida com o objetivo claro, falar mal  dos outros, e a razão não foi nenhuma inspiração divina, mas a reportagem da revista Época ( uma reportagem já abordada por mim em uma de minhas mais recentes postagens ) tratando da "Nova reforma protestante" com o depoimento e opniões da turam do contra, que curiosamente, também tem pontos teológicos altamente divergentes entre si e que em comum tem apenas uma sonora "dor de cotovelo" por suas denominações históricas, sua teologia aberta e suas práticas litúrgicas que beiram o ridículo não alcançarem número de adptos significativos.

Depois casualmente dei de cara na web com o Paulo Coelho dos evangélicos brasileiros ( não todos claro, nem a maioria ), o rev Caio Fábio, num vídeo produzido em um cenário de jardim para a sua "tv". Do alto de sua fleuma destila todo o veneno de quem conhece os bastidores  das lideranças mais proeminentes do cenário pentecostal, falando como consultor evangélico para assuntos aleatórios. Pode em muito ser verdade do que diz e ameaça dizer mais ainda, mas é um autêntico deserviço escancara as janelas e portas para que todos fiquem sabendo do lixo cristão-protestante, tanto novos convertidos como inimigos do evangelho. O interessante nessa história é que dificilmente você encontra na web denúncias no mesmo nível do catolicismo romano, e olhe o que não faltam são fatos de arrepiar os cabelos da orelha.

E as opiniões dos incautos? Cada uma mais absurda que outra, seja pró  ou contra alguém. O nível é demasiadamente baixo, chulo, nojento,néscio. Nada  cooperando para a edificação de ninguém, nem do crente, nem do convencimento do não crente. E toda essa gente vivendo do dinheiro das igrejas, direta ou indiretamente. E não é das igrejas que parecem explorar as pessoas que as frequentam... são dinheiro de igrejas médias, com duas centenas ou menos de famíllias,e esses ministros fazem o que gostam, pregam o que lhes convém e fazem o feijão com o arroz que lhes é conveniente fazer. salvar o mundo que nada, afinal Jesus não morreu por todos. Nada de fazer  o muito além do normal e esperado pela minha denominação e congregação.

Aí fui visitar o outro lado da questão, ver os blogs e vídeos dos que representam o outro lado, a outra prática, dos que são linchados pelos primeiros. Aí vi respostas, mentiras, desmentidos, defesas provavelmente verdadeiras, tudo. Um prato cheio para quem  se arvorar como juiz  e repartidor. Tudo escancarado como se todos estivéssemos tomando banho de frente para a rua  com uma parede de vidro. É essa  uma figura esclarecedora da capacidade da web de deixar todos nús diante do mundo e de espalhar, literalmente, toda a "titica no ventilador".

Não estou a dizer que a capacidade e o direito de discordar sejam legítimos para qualquer um, o que falta é bom senso, autocrítica, uma faculdade oriunda da natural maturidade. Com todo respeito ao ilustre  pastor presbiteriano e a todos os presbiterianos, é difícil hoje se batizar em uma igreja presbiteriana e ter que explicar se exigido as infindáveis heresias e posturas antibíblicas da comunidade presbiteriana mundial, as quais conhecidas, não carecem de serem  citadas e listadas no momento. Se já sou crente de qualquer igreja, se tornar um presbiteriano, estou fora. Só não é mais, pois ser metodista, luterano, anglicano no Brasil é como ser um ET, ninguém sabe o que é. Sou batista, pelo menos membro de uma  a décadas, mas nunca ao ser perguntado sobre minha religião, aliás só quando perguntado sobre qual igreja frequentava, respondia "batista". Sempre me considerei crente, mais que  "evangélico", "cristão", etc.


Se alguém fica constrangido e com "saia justa" por causa dos muitos escândalos e invencionices do chamados "evangélicos"  das igrejas pentecostais e neopentecostais saiba  que não são os únicos a causar constrangimentos a quem ama o evangelho e a Bíblia.Trata-se apenas que as muitas histórias terríveis de crentes tradicionais, de seus filhos não chegam a conhecimento público. Embora na minha opinião, Deus olha dos céus e procura outros elementos que o agradem e conhece os que são sinceros e dispostos a fazer que verdadeiramente tem que ser feito.


Outro fato curioso, é que se você visita sites cristãos tradicionais e reformados ( há exceções e não pretendo ser injusto com as exceções que não são exatamente poucas), quase sempre críticas e controvércias refletem o tom predominante. Algo que gera dúvidas, incertezas, calunia alguém, tem endereço certo, pessoas que nem tomarão diretamete conhecimeto do que dizem. Espaços que poderiam ser usados para falar das bençãos espirituais e intervenções divinas em seus  próprios arraiais, são despendidos, inteligência e energia, de forma irresponsável, na minha opinião.

Eu deixo claro as minhas posições nesse blog, pois são registros meus, para mim principalmente, para serem revistos por mim em qualquer momento, até para uma autoavaliação. Contudo, como a web é uma janela aberta, um testemunho do que eu disse alguma vez e que dificilmente poderá ser totalmente apagado, avalio cada coisa que escrevo e pode ser que , as vezes legítimamente, eu me exceda vez ou outra. Como todos estou a usar e abusar de um apossibilidade para benção e para maldição e que muitos infantilmente não param para avaliar, como cristãos, da repercussão de suas palavras e idéias, principalmente aos neófitos na fé, ou até aqueles que ainda não conheçam ao Senhor.

Aí visitei o blog de quem eles se ocupam em falar. Só mensagens positivas capazes de gerar esperança em quem por acaso tiver acesso a tal espaço virtual na web. De cara um ex-mendigo, morador de rua, que hoj eéum empresário bem sucedido. Mas os mesmos torceriam o nariz, afinal nãoseria benção em qualquer lugar do mundo, em qualquer igreja, motivo de alegria entre todos os membros da congregação? Mas os tais teimam em ter "um controle de qualidade" do trabalho dos outros, coisa que não seria  de nossa preocupação, pois está escrito que Deus provará o trabalho de cada um, o que for palha será consumido.

Bem gosto de fatos e menos blá-blá-blás. Deixo as fotos e  um depoimento( para mim mesmo ) de cinco mil novos batizados na África ela IURD. Muitos podem pensar que concordo em cem por cento com todas as coisas que a Igreja Universal do Reino de Deus ( mas poderia ser outra entre tantas ) faz, não concordo pois pessoalmente não diria e não teria certas práticas bem como também não estou a fazer nem a milésima parte do que eles eventualmente estejam fazendo de certo. Da mesma forma não engulo toda a arquitetura teológica calvinista, por exemplo, para mim tão estranha quanto alguns procedimentos dos neopentecostais.


Você pode dizer que são diferenças e supostos erros de natureza diferentes, e de fato o  são. Provoco irmãos calvinistas e reformados, provoco no bom sentido, levando-os a refletir legítimamente, o porquê de não realizarem as grandes obras a que somos todos animados a fazerem, segundo as mesmas Escrituras.  Eles não respodem e transferem a questão para o poder de satanás em enganar a s pessoas. E o poder de Deus para fazer tudo o que lhe apraz onde fica? Só por que os reformadores não tiveram a compreensão  da cura, dos dons espirituais e se concentraram muito apropriadamente na restauração do evangelho da graça?


Eu pessoalmente, dou glórias a Deus pelos irmãos calvinistas ( cito-os como exemplo apenas ) e por todos os demais que se dispõem a amar e a seguir ao Senhor. Eu sei que há não poucas diferenças, na verdade muitas, entre os muitos irmãos que professam a fé no Senhor Jesus, mas louvo pelo encontro de cada um com o Senhor e o seu amor e fidelidade ao mesmo Senhor.  Quanto ao entendimento é diverso e de níveis diferentes. Quem pode julgar-nos a nós todos é somente o Senhor. Ele é Senhor e juiz. Nós não. Nós temos apenas uma obrigação: fazer o melhor que pudermos, já que conhecemos a Sua Palavra.

Veja abaixo algumas  fotos e um depoimento simples de um dos 5000 batizados em um único lugar, uma praia, e tire você as conclusões e lições  que achar mais convenientes, sabendo que o julgamento é seu. Pode ser um juízo correto  ou injusto, é com você. Lembre-se que é trata-se da África onde em muitos lugares  se mata pastores e padres, qualquer convertido, queima-se igrejas e perseguem e restringe o pensamento e ações de cristãos incluindo católicos. Não é o Brasil em que temos a oportunidade de escolhermos livremente que tipo de religião preferimos professar e praticar. Críticas são possíveis sim, claro, e direito de fazê-las é legítimo. Vá e faça melhor, esse é o desafio, também legítimo.

"No domingo, dia 9 de agosto, aconteceu em Moçambique uma cerimônia coletiva onde mais de 10 mil pessoas se batizaram em todo o país. Somente na praia Miramar, localizada na capital Maputo, o bispo João Leite, responsável pelo trabalho evangelístico na região, coordenou a cerimônia para mais de 5 mil pessoas. “Deus tem enviado muitas almas para as igrejas aqui em Moçambique e, por isso, resolvemos realizar um batismo em todo o país. São pessoas recém-convertidas que foram batizadas pela primeira vez. Como nas igrejas ainda não temos local para batizar, tivemos que realizar o batismo na praia, devido à quantidade de pessoas que queriam se entregar a Jesus”, explica o bispo.
O editor de vídeo Alessio Meque, de 24 anos, foi um dos que assumiram o compromisso com Deus, neste dia, junto com a multidão. Ele conta que frequentava a Igreja havia algum tempo, porém não se sentia preparado para o batismo, até entender o que o ato realmente representa. “Após assistir a uma pregação, passei a entender que o batismo simboliza uma aliança, uma entrega, a decisão de fazer a vontade de Deus”, declara.

Após sair das águas, Meque percebeu mudanças no próprio comportamento e deixou de ter atitudes carnais que desagradavam a Deus. “Agora eu me sinto mais leve e diferente. Eu aceitei o Senhor Jesus como meu único e verdadeiro salvador e me batizei. Desde então, minha vida ganhou um novo sentido e estou muito feliz”, finaliza."




Por Helvécio S. Pereira

ESSE VÍDEO É IMPERDÍVEL...INSPIRADO NO ROTEIRO DE UM VÍDEO AMERICANO TOCANTE. VEJA O QUE IRMÃOS BRASILEIROS FIZERAM

Há um vídeo maravilhoso ( e é de fato ) que postei em uma de minhas postagens  e que graças a resposta dada pelo irmão Jorge Fernandes Isah do blog Kállamos, coloquei-o permanentemente noinício do blog. A canção é a inigualável "Amazing Grace" do ex-capitão escravagista John Newton. O vídeo foi produzindo por uma igreja ameicana não tão grande. Veja agora com a interpletação de outra canção inigualável do cancioneiro evangélico-cristão americano, "Jesus Changed My Life", Jesus cristo Mudou o meu viver em português. Ficou maravilhoso mesmo. Seja abençoado com mais esse vídeo muito bom.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A TEOLOGIA MINISTERIAL



Falamos na postagem anterior acerca das  diferentes teologias. O objetivo era contribuir para um grupo específico de irmãos e para todos os crentes e cristãos estudiosos da Palavra de Deus lembrando-os que quando refletimos e debatemos com irmãos de diferentes formações, e que concebam ou usem como base de sua compreensão diferentes teologias, fatalmente podemos chegar a lugar nenhum durante os  embates muitas vezes calorosos e pouco amistosos.

Nessa postagem quero deixar claro que dentre as diversas teologias usadas ( teologia popular, teologia leiga, teologia ministerial, teologia profissional e  teologia acadêmica ) a que move a igreja e faz avançar o seu testemunho, são particularmente a teologia popular ( o seu lado bom ) aliada a teologia ministerial.

A teologia popular tem com algo que a fortalece e explicita a sua fé, a convicção pessoal do crente, o pouco aprendido na prática da teologia ministerial. Ela é deveras boa quando resultado da segunda. Os líderes, os pastores, praticam uma teologia ministerial que passada para os membros das igrejas, unida a experiência de cada um se torna na prática, uma teologia popular saudável. Convenientemente a teologia ministerial é sujeita ao tipo de prática e ênfase da sua denominação ou igreja. Dessa forma, mesmo que seus ministros sejam acadêmicamente mais preparados, com bagagem de uma teologia profissional e até acadêmica, a teologia que a igreja defende e professa será sempre a teologia ministerial sujeita a confissão da denominação ou igreja.

Tal fato explica que ainda que uma igreja tenha possibilidades de fomentar e propiciar estudos teológicos aprofundados a seus membros leigos e ministros, quase nunca se desviarão dos princípios originais do tempo das "vacas magras". Isso explica o fato de bons teológos católicos romanos, bons teólogos protestantes, e teólogos paraprotestantes ( também os há ), cujos estudos e formação teológicas, em grande parte passa por cadeiras e matérias comuns, não deixarem de professarem e defenderem seus antigos pontos  de vistas com, inclusive, mais ardor.

Logo não é por  ignorância absoluta mas por natural sujeição e sensibilidade as necessidades do homem. Praticaram teologias ministeriais Lutero, João Calvino e todos os líderes e fundadores de igrejas e  denominações. As suas respectivas teologias refletiam a prática ministerial e sua pregação conforme percebiam as possibilidades de bençãos reveladas nas Escrituras e na carência das pessoas. Isso explica, guardadas as proporções, as pregações e ênfases dadas nas diversas igrejas, que refletem em maior ou menor grau, a cosmovisão de cada uma delas, a ênfase em diferentes bençãos passíveis de serem concedidas por Deus aos que nEle depositam toda a sua confiança. Explica também o  afastamento, a alienação, e até a negação por parte de determinadas denominações em facetas do evangelho claramente expostas nas Escrituras.

De certa forma, se não tão boa, a teologia ministerial, restringe a atuação dos crentes que descansam em seus pressupostos, embora em parte seja também uma segurança, na organização e na  compreensão e defesa de sua fé em particular. em um embate entre reformados e neopentecostais, por exemplo, nenhum proveito surgirá por mais acirradas que sejam as discussões. Ambos os lados, por motivos diferentes manterão a todo o custo os seus pontos de vistas. De fato, sem se darem conta, uns mais que outros, representam ambos facetas da mesma revelação escriturística e constituem o resultado visível de teologias ministeriais diferentes. No caso os neopentecostais bem como os pentecostais levam alguma vantagem, pois se um crente tradicional, obter um milagre contundente por exercitar na pratica uma faceta da revelaçao bíblica que a teologia ministerial de sua igreja  induzia a negar, poderá ser um "novo" neopentecostal agora com uma teologia leiga ou ministerial mais refinada.

Mas nem tudo é tão fácil e se qualquer um de nós espera que Deus intervenha em nossas contendas domésticas pode desistir, pois ao que parece a despeito de nossas controvércias, Ele, o Senhor  espera que em meio as nossas "pendengas", todos produzamos os frutos e os resultados, que segundo Ele são realmente mais importantes.

Cuidemos pois, que porventura, não estejamos perdendo algum precioso tempo, no exercicio de vãs discussões ( bons temas podem ser fonte de debates banais e inapropriados ) ao invés de fazermos a verdadeira obra de Deus. Podemos ser reféns da normal e legítima teologia ministerial ou sermos impelidos por ela a fazermos a boa obra de Deus. a escolha ou o discernimento é nosso, embora alguns possam supor, que seja legítimo não haver essa possibilidade.

Tenhamos pois um olhar maduro e não infantil e superficial mas nos esforçamos em ver as coisas como Deus as vê. Isso não significa não sermos críticos e nem tão pouco reflexivos examinando cada situação em particular mas principalmente a nós mesmos, algo naturalmente tão fácil de ser esquecido e tão difícil de ser exercitado no dia a dia .


Por Helvécio S. Pereira

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

AS DIFERENTES TEOLOGIAS


Quem ocasionalmente ou ainda mais vezes visita o meu blog, e lê algumas de minhas postagens, deve ter uma impressão que eu rejeite completamente a teologia e a reflexão sistemática em torno das Escrituras Sagradas e acerca da pessoa de Deus, o que não corresponde exatamente a minha verdadeira e mais profunda  opinião.

A razão é que por ênfase, tenho batido relativamente forte em modelos que rejeito. os quais  correspondem em última análise, a presunção da supremacia do conhecimento teológico-religioso-cristão-evangélico sobre qualquer outra compreensão e prática cristã. Outra razão é que muitos dos representantes próximos desse modelo ( não todos, mas tomados no geral obviamente ) não apresentam nenhum sinal manifesto de forma prática, dentre os apresentados positivamente, pelos que são combatidos por eles. A minha sugestão tem sido: não apenas combatam no nível da razão  e da demonstração teórica, mas também no nível dos sinais igualmente  bíblicos e legitimamente exigidos, do crente autêntico, o que na prática não acontece. Não parece um que apresenta as mais desejáveis e legítimas  das evidências: "minha pregação é legitimamente bíblica e Deus age por meu intermédio". Quase sempre, há exceções e eu as conheço, a exatidão teológica apenas preenche uma lacuna real de manifestações divinas.

Quem é teórico não realiza nada de fato é apenas chato. Quem se põe a ação não parece ser crítico suficiente para aparar as incongruências mais aparentes. Mas esse especificamente é um outro assunto e tema. O tema e assunto do momento é um suporte útil a nossas reflexões e embates do dia a dia, embates internos aos da fé. Então apenas leia todo o resto e que lhe seja benéficas essas informações resumidas.

Desse modo, farei agora, uma exposição teórica e acadêmica acerca das diferentes teologias postas em prática por muitos de nós e  ocasionalmente ou não. Uma justificativa é que irmãos de diferentes visões teológicas podem naturalmente julgar demasiadamente simplistas as minhas colocações, de fato aparentemente simplórias e aparentemente errôneas, pois quase nunca refiro-me a elas, com uma retórica mais aprofundada com verniz mais acadêmico e elitista. Porém por trás das colocações aparentemente mais simplórias, há sempre, por gosto pessoal, por preocupação e zêlo mesmo,uma reflexão mais aprofundada.

Bem a teologia é uma ferramenta, uma ciência, e um meio para se organizar o pensamento acerca das revelações escriturísticas, da experiência cristã, e da confissão ou crenças de uma igreja, isso em  linhas mais gerais. Mas quais os diferentes tipos de teologia?

Bem, há em um extremo  a chamada teologia popular, da qual já falamos em uma de nossas postagens anteriores. No catolicismo romano é patente a supremacia da teologia popular sobre a oficial e como essa teologia popular influenciou a teologia oficial da igreja católica romana. produzindo graves distorções. Nas igrejas protestante e/ou evangélicas, há também uma teologia popular praticada pela maioria dos membros, e quem em última instância rege a sua prática cristã diária, embora sua influência e em termos de dano a fé como um todo, seja substancialmente menor. Ou seja no principal, excetuando-se os paraprotestantes todos concordam naquilo que  é absolutamente essencial.

No outro extremo, temos a chamada teologia acadêmica, firmada e construída sobre pressupostos firmemente acadêmicos e distantes da prática e da vivência cristã individual. Em linhas gerais as duas devem ser avaliadas com sérias reservas pois implicam em comportamentos, valores, e portanto cosmovisões distorcidas da realidade da experiência cristã, se opondo ferozmente entre si e constituindo ambas um entrave ao desenvolvimento da fé no dia a dia. Daí uma postagem minha ter colocado a seguinte questão: pode um teólogo ter uma experiência de conversão ou ainda alguém pode converter-se  só por ser teólogo?

Entre os dois exemplos ( entre a teologia popular e a teologia acadêmica ) há outros modelos mais ou menos reflexivos quanto ao enfoque da fé cristã. Eis a lista completa:

                                              

                                       teologia popular


                                       teologia leiga

                                       teologia ministerial

                                       teologia profissional

                                       teologia acadêmica


Características de cada  uma:

Teologia popular

Não valoriza de imediato a reflexão em torno das questões da fé cristã. Não há maiores questionamentos e se alimenta basicamente de relatos e opiniões pessoais com ênfase as experiências práticas  e as sensações de prazer resultantes das experiências ou práticas cristãs. A maioria das pessoas que cultivam uma teologia popular nem tem consciência de que seja um tipo de teologia  e nem a chamariam como tal. Tradições orais sem substância e claramente incoerentes  com fortes contradições internas. Omitirei os exemplos encontrados na prática das igrejas e dos crentes por variarem de região para região e de cultura para cultura ainda que cristã. Uma é a teologia popular brasileira e outra a evangélica- americana por exemplo. Também varia legitimamente  de época para época.Outro dado que é transmitida com velocidade inigualáveis e de fato move o crescimento da igreja. Em dados reais pode conter a essência da teologia acadêmica sem entrar em particularidades de crítica ou afastar-se completamente da exatidão da confissão doutrinária do cristianismo bíblico.


Teologia Leiga

O crente que se interessa, por ter uma maior tendência a investigação, maior nível cultural e ter uma história de investigação acadêmica em outras áreas profissionais pode naturalmente dedicar a sua prática.  A teologia leiga é portanto um passo além da teologia popular, na verdade uma passo acima. Quando um crente dedica-se mais sistematicamente a investigação da sua fé , buscando uma melhor forma de não só expor o que  crê aos outros mas par si mesmo esse cristão ou crente, está a cultivar uma teologia leiga.  Mesmo sem o uso de ferramentas mais sofisticadas e pouco  ou menos acessíveis, como  conhecimento de idiomas bíblicos, consciência lógica e histórica, geografia bíblica, etc. Entretanto busca com recursos que dispõe, integrar crenças cristãs num todo bem fundamentado e coerente, questionado tradições ou práticas  infundadas e combatendo flagrantes contradições.

Teologia Ministerial

Denominações e igrejas que atendem uma população de classe média para cima, por uma necessidade social de adequação tem na tropa de seus ministros, pastores e pastoras com curso teológico a nível de bacharelado. obviamente, não sejamos inocentes, por razões também, óbvias, pastores formados por seminários independentes ou da própria denominação são entrevistados sobre suas convicções e posições teológicas e há casos de opção por outro candidato na fila em detrimento do candidato com suas próprias opiniões. Entretanto leigos  podem e de fato o são, treinados e educados em cursos que propiciem a esses leigos um preparo teológico para dar aulas, pregar, ensinar e argumentar frente ao de fora acerca da sua fé e da sua denominação.


A teologia ministerial lança mão de ferramentas apenas disponíveis em um estudo formal - conhecimento básico de línguas bíblicas, habilidade e uso de concordâncias bíblicas, comparação entre versões e traduções das Escrituras, comentários bíblicos, suporte histórico e geográfico. A posição da teologia ministerial está bem  acima da reflexão incipiente do leigo em fase de amadurecimento e entre o raciocínio pastoral sofisticado.

Teologia Profissional

A Teologia profissional é um passo além da teologia ministerial, passo desejável mas com risco e implicações razoáveis na prática. A ênfase é na consciência crítica exacerbada e até presunçosa quando passa a desprezar e hostilizar toda forma de devoção e espiritualidade prática.Trata-se de uma teologia para formar teólogos e treiná-los no uso das ferramentas disponíveis a essa ciência. O distanciamento dos entes reais envolvidos nas questões teológicas pode, aparentemente, se mostrar uma característica facilmente constatável, além do diálogo "imparcial" com os de fora da fé.

Teologia Acadêmica

No lado oposto a chamada teologia popular como já colocamos, encontramos  a teologia acadêmica. Altamente especulativa, quase filosófica, visa sobretudo aos embates com outros teólogos, únicos com argumentação e ferramenta que os possibilite ter os embates e a colocação de questões em "mais alto nível". Qualquer outro cristão ou crente estará naturalmente incapacitado de manter uma discussão com o tal, sobre qualquer assunto. Mesmo que num diálogo um leigo e um crente em exercício de uma teologia popular, embora pareça que está sendo ouvido, de fato não são nem levadas em conta a sua argumentação. Isso é até natural, pois nem por educação e concessão, os argumentos de uma teologia popular ou leiga tem força contra a aparelhamento que o teólogo profissional e o acadêmico possuem.

Especialização e aperfeiçoamentos necessários a um melhor aparelhamento do teólogo acadêmico o distinguem dos demais níveis de teologia. O risco  é que essa reflexão, embora boa, possa e de fato leva longe demais, separando o teólogo da sua fé, levando-o a buscar e cultivar uma compreensão extremamente pessoal apenas em proveito próprio. Uma frase define essa atitude,  "acredito somente no que posso entender", o que difere diametralmente da atitude sadia que é a de uma "fé em busca do entendimento".


Tratou-se apenas de um resumo e uma tentativa de compartilhar com os leitores do blog informações básicas e importantes para todos nós interessados no estudo das Escrituras, e no crescimento de nossa fé cristã. No encontro com outros irmãos cristãos e na troca de opiniões, sem a natural distinção colocada nessa postagem, a dureza e o desgaste natural por troca de opiniões, explicações passionais, justificativas incompletas, além de alinhamento emocional com uma ou outra posição, podem surtir em pouca, nenhuma ou ainda falsa sensação de edificação espiritual real.

Em qual das categorias teológicas e sua respectiva prática é a sua prática e experiência? As pessoas com as quais aparentemente debate alicerçam suas opiniões em que teologias? Tendem mais para a teologia popular com suas naturais deficiências e limitações ou pendem para a acadêmica, facilmente constatável que carecem de um outro tipo de sensibilidade, a das questões reais e pertinentes a vida e experiência cristãs? Está situada coerentemente nas chamadas teologias interdependentes, leiga, ministerial e  profissional? Ou erroneamente a teologia adotada, na prática, se sobrepõe a fé e a genuína experiência cristã? Você se autodenominaria crente teólogo ou teólogo cristão? Exame da verdade revelada na Palavra de Deus ou vitória no grito?

Até quando o debate é realmente salutar ou deve-se preferir ao estudo ou ao discipulado diretamente? Quais fontes podem e devem ser buscadas ou a posição e interpretações adjacentes ficam em um nível menos importante? A verdade deve ser buscada com pressa ou paciência absoluta? A verdades inadiáveis para o cristão? Quais? Fá ou dúvida qual é biblicamente recomendável? Lealdade no debate é possível? Como admitir o erro ou a ignorância naturais? Há coisas que naturalmente ainda não saberemos?

Fato é que quando u grupo de crentes decidem refletir sobre questões e particularidades da revelação escriturística podem, sem o saber, afirmarem e negarem , especularem enfim, cada um baseado em um nível de teologia diferente e aí, justamente por basearem suas colocações em níveis e bases diferentes a conclusão em torno do assunto fica praticamente impossível.

Por exemplo, um querido irão tem um blog em que as várias especulações legítimas em torno da fé são abordadas. O irmão Jorge,  do blog Kállamos, como eu e outros seguidores de seu blog, praticam a chamada teologia leiga, legítima e útil. Outro seguidor do seu blog, e acho que seguidor ocasional do meu blog, é o Pr. Luiz Fernando, do blog Graça Plena. O irmão e pastor Luiz Fernando, é  um bacharel em teologia com alguma especialização, já a teologia sob  qual  tutela natural, lê nossas reflexões, e ocasionalmente dá o seu parecer, é teologia ministerial ou/e a teologia acadêmica, dependendo da abordagem que faz.  Só por autêntica educação não "solta os cachorros" em cada um de nós. Outro irmão  seguidor do blog Kállamos do irmão Jorge é seminarista, e parece-me que trabalha em uma livraria e tem contatos com toda a sorte de livros teológicos, tanto na escola em que estuda como no trabalho, a sua teologia pode ser uma  teologia leiga que caminha para a teologia profissional. Logo numa discussão esses e outros irmãos nunca estarão, ainda que tendo a mesma fé e divergindo em detalhes mais ou menos importantes, falando a mesma língua, com mesmos pressupostos ( aí sim há pressupostos ). Portanto sem essa consciência,  ainda que essa seja uma informação simples e básica, todo o debate se encaminha para lugar nenhum. Espero ter contribuído para o exercício, para uma crescente dedicação ao estudo da nossa querida  Bíblia Sagrada, e da nossa fé.


Por Helvécio S. Pereira

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A IGREJA SEMPRE FOI E É A MESMA? QUAL A IGREJA DOS DIAS ATUAIS?

Em toda a história do cristianismo cristãos sinceros estão, não poucas vezes,  bastante insatisfeitos. quase nunca se tem, podemos afirma que nunca, se tem uma igreja plenamente desejável, seja no que pratica, na sua ação, no seu testemunho irrepreensível,  na sua uniformidade, no seu conhecimento e na sua pretensa espiritualidade. Fato é que alguns se satisfazem com a igreja cristã de seus dias, diante de si, e outros ficam bravos desejosos por percepção legítima e bíblica ou por presunção egoista.

A título de análise somente, compartilhando a opinião que informações básicas não deva ser ignoradas com o risco de se incorrer na construção de discursos e teses, embora aparentemente complexas, constitirem-se em monumentos concretos a erros classos, registro o esquema simples abaixo:


· século II - a igreja lidava especialmente com a Apologética e os fundamentos do   Cristianismo;
· séculos III e IV - com a Doutrina de Deus;
· século V (início) - o homem e o pecado;
· séculos V até o VII - com a pessoa de Cristo;
· séculos XI até XVI - com a Expiação;
· século XVI - aplicação da redenção (fé, justificação, etc);
· século XIX - na metade deste século a Escatologia foi estudada precáriamente.

Considerando-se o esquema acima, bem aventuradamente se tivéssemos vivido as  nossas vidas em alguns desses períodos seriam mais ou menos essas as melhores preocupações da igreja em cada período.

Muito se poderia falar e deve ser cuidadosamente analizadas as características e os fatos que comprovam as características de cada época da igreja cristã e portanto dos crentes no mundo. Entretanto atentemos para a nossa época, em cada uma das questões podem ser retornadas movidas por interesses denominacionais, locais e pessoais.  Em pleno século XXI, com variações de lugar e de cultura para cultura, a igreja se ocupa em "provar" com evidências visíveis a sua mensagem.  Mais uma vez uma valorização do Antigo Testamento, não como parte alegórica das Escrituras, o criacionismo frente a teoria da evolução, o combate a mesma,e com muito mais "armas" que no passado; a intervenção pessoal de Deus na vida das pessoas, manifestadamente na capacidade de gerenciamento de sua nova vida envolvendo aspectos práticos como finanças e posses, curas e outros milagres, entre outras afirmações. 

Muitos, na verdade boa parte dos cristãos e crentes tem uma pálida idéia que a igreja primitiva é o grande modelo a ser seguido e buscado, embora essa igreja não possa ser recriada, a igreja autênticamente bíblica terá que obrigatoriamente ter o mesmo tipo de impacto visível.  De uma forma ou de outra é introjetada a idéia que teoria por teoria , retórica por retórica, a igreja não impõe-se ao mundo e nem se afirma diante de si mesma. esse pragmatismo é rejeitado e ressarçado por muitos mas que tem enormes dificuldades em não apresentarem outras provas como sinais, os quais também são exigências visíveis e também bíblicas sempre que a circunstâncias em última análise deixarem essa possibilidade em aberto.

É mais ou menos o seguinte: ao crente não lhe cabe ter o coração nesse mundo, desse modo se for para escolher entre um e outro, entrega-se a vida, perde-se a família e todos os bens e fica-se com Cristo. Mas a semelhança do povo judeu e da recomendação aos crentes do primeiro século, for possível ter uma vida piedosa, de testemunho diante dos homens,  ter uma boa vida legítima e prosperar com Cristo, assim o faremos. O Reino de Deus é buscado e as demais coisas acrescentadas a essa busca são todas legitimamente bem vindas. Dessa forma, a semelhança do que aconteceu com o povo judeu em toda a sua história, sempre que possível toda a vida do crente, com tudo que lha envolva será para a mesma glória de Deus.

Essa igreja é visível, mas não é denominacional, constituem-se de todos os crentes espalhados pelo mundo e na maioria das vezes com profundas pequenas diferenças de opinião e doutrinárias, mas que  contudo amam o seu Senhor e Salvador acima de todas as coisas.  São e deles pode ser dito, com toda a propriedade, o novo" povo de Deus", os novos  israelitas que amam em proclamam o Messias rejeitado e ignorado pelo povo judeu originalmente. é dessa igreja certamente, que o Senhor Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Nós, como crentes e cristãos, ligados a uma igreja local, a uma denominação e com tendência a ter preferência por uma e outra prática, na maioria dos casos não lidamos muito bem com essa visão macro da igreja do Senhor. Para muitos de nós é realmente desconfortável o reconhecimento dessa igreja que para muitos não está definitivamente bem.  Mas temos que reconhecer contudo que, não vemos como o Senhor vê  e não julgamos como Ele julga, e finalmente não saberíamos o que fazer para melhorar, consertar, realizar realmente o melhor que a obra de Deus exigiria. Deveríamos e devemos nos esforçar para dar conta, pelo menos, do que concerne a nossa responsabilidade individual, naquilo que nos é mais próximo. A tendência entretanto é sempre tentarmos tirar o cisco do olho do do outro e esquecer-nos da trave ( algo infinitamente maior ) dos nossos próprios olhos.

Por Helvécio S. Pereira

GUARDANDANDO A FÉ

Ao que não conhece a Deus e não crê nas Escrituras comumente chamamos de incrédulo. Incrédulo é aquele que não crê. De fato um incrédulo qualquer crê em muitas coisas: crê em si mesmo, crê em outras pessoas e em outras coisas para as quais seu pensamento, sua mente, tem prazer em acalentar certas idéias. dificilmente encontraremos, talvez nem exista alguém que não tenha fé. a fé é uma dádiva de Deus ao homem, e quando direcionada Aquele que é digno de toda fé, de toda confiança, ela então está sendo exercecida na pessoa e nas coisas certas.

A fé genuína vem, segundo as próprias Escrituras, a Bíblia sagrada, a Palavra escrita de Deus, vem, nasce no coração do homem, e é corretamente direcionada exatamente por ouvir essa mesma Palavra de Deus. Isso acontece quando qualquer outra pessoa, conhecedora desse Deus, prega parte da Bíblia, da Palavra de Deus, explicando a mensagem contida nela. Aí ocorre um milagre,e nasce a fé no coração dessa pessoa. Curioso é o fato disso só acontecer quando alguém que já conhece, testemunha e fala dessa Palavra de Deus. Muitas vezes, eu já vi, pessoas lendo a e explicando a Bíblia, em locais onde a Bíblia não é crida e nada acontece.

Por exemplo eu e minha mão fomos kedercistas muitos e muitos anos, e lembro-me muito bem que uma pessoa bem intencionada separou um dia na semana, para numa sala , do prédio da União Espírita que frequentávamos, ler textos da Bíblia para pessoas interessadas, enquanto em outras salas havia desenvolvimento, passes, homeopatia, palestras sobre mediuinidade, etc. Mas essa pessoa embora bem inclinada e intencionada,apenas acrescentava uma possibilidade de acesso a Bíblia como informação apenas. Ourto exemplo dentro do próprio catolicismo romano essa possibilidade era dada a pessoas interessadas por leigos e padres inclinados a oportunizar essa infomação as pessoas. Um dia desses vi um muçulmano em seu blog, fazendo estudos sobre o evangelho de João, e dando várias explicações de conhecimento universal a respeito da Bíblia e do cristianismo, embora o seu objetivo era provar a não divindade de Cristo. Da mesma forma, há um blog espírita que de todos os modos tenta mostrar que a Bíblia não condena o espiritismo. O tutor desse blog estudou bem a Bíblia e várias vezes recorre as línguas originais para intentar provar a sua opinião. Por esses e por muitos mais exemplos reais, não basta lera Bíblia sem apostar que Ela tem algo a lhe dizer e que esse algo deverá fatalmente modificar as suas convicções naturais baseadas no censo comum ou na sua particular cosmovisão.

A Fé genuína e portanto Bíblica nasce da Bíblia e do que ela nos revela de novo desvendando-nos uma realidade e possibilidades até então desconhecidas. O corração e rasgado, a mente aberta e sinais se manifestam como prova de sua veracidade. Há libertação, mudança de pensamento e de hábitos, valores  e prioridades. Nenhuma religião, ideologia, cultura e educação consegue tal nível de transformação que atinge o mais íntimo do ser. a religião ainda que cristã e ainda que evangélica, algo plenamente desejável, por si só produz um tênue verniz e acabamento piedoso. Não escreve uma nova história, não concretiza promessas a todas as gerações depois de si, e não se materializa como prova inconteste do toque pessoal de Deus na vida do crente.

Essa experiência, essa fé não é uniforme e não acontece com as mesma intensidade para todas as pessoas. A quem muito se perdoou, esse  muito ama. A quem menos se perdoou menos esse ama ao seu Deus, infelizmente. A medida seja a sua fé. Disse Jesus a uma das pessoas curadas por  Ele em Mateus 9:29 : "Seja-vos feito segundo a vossa fé" Várias ouras vezes o Senhor Jesus criticou a falta de fá, a pouca fé, a dúvida após a fé, e a qualidade da fé a despeito da quantidade ( Mateus 17:20 ) o tão conhecido exemplo da fé como o grão de mostarda.

A fé é racional, é lógica, basea-se em fatos, em uma realidade. Fé na  Aparecida, uma das imaginadas personalidades de Maria para o católico romano, não é fé,pois ela  Aparecida
ou Maria como se supõe, como entidade semi-divina, não existe. Logo  não é fé é apenas imaginação, vaidade, coisa vã e que nenhuma  consequência real virá daí a não ser um prazer mental mentirosamente acalentado pelo que escolheu crer na mentira. Assim Buda, ou qualquer outra pressuposta divnidade inexistente   ,pode ser objeto de fé genuína, pois de fato não existem e não podem realizar nada em tresposta a uma fé vã, que de fato não é fé de fato.


Mesmo no que concerne a fé genuinamente bíblica, não basta dizer creio, enquanto o coração diz  la no fundo " nãoé verdade, não pode ser assim". Embora racional, lógica, estabelecendo relações entre coisas  reais, numa situação concebível, só pela cultura, pela escolaridade, pela informação pela informação, não se chega a fé espiritual. Pessoas simples, pecadores, manifestam na maioria das vezes um tipo de fé que cristãos letrados e educados nas minúcias do cristianismo não conseguem alcançar. O próprio Senhor Jesus afirmara certa vez que meretrizes e publicanos entrariam adiante dos fariseus, pois criam e eles não. Quem eram os fariseus, pessoas, homens educados nas minúcias da religião judáica, com as melhores infomações acerca do verdadeiro Deus.

Depois de se ter fé, deve-se "guardar a fé". De fato, segundo a Bíblia pode se perder a fé por várias razões:

             Perder-se o foco, significa olhar para outras coisas, para outra direção que não a direção inicial. afinal com os  anos, com a vivência religioso nos tornamos aparentemte "mais experientes", tendo muito mais a falar do que aprender e isso é muito, muito perigoso. Durante mais de três décadas vi muitos crentes fervorosos, com testemunhos maravilhosos de vida, de dedicação, de transformação que passaram a priorizar outras questões dentro da vida cristã. Questões legítimas, nada de pecado, de escândalo, mas ai, a experiência primeira, dos primeiros dias de vida com o Senhor, da conversão, das primeiras lágrimas, orações e louvor, das primeiras mensagens ouvidas, já não tinham o mesmo valor. Já não viam a igreja,os irmãos, as conversões, as pregações com os melhores olhos e ouvidos. Perderam ou mudaram perigosamente o foco.

            Amar o mundo. As coisas de Deus e todos os assuntos relacionados a Ele passam parecer chatos frente aos assuntos e ao brilho do mundo. Quero dizer que a igreja pode ser chata eventualmente sim. Igreja não é clube, associação de amigos com interesses comuns, lugar de encontro, e é até bom que nem sempre tenha os melhores atrativos. Pois os atrativos são culturais, temporais e plenamente secundários. Não espere sentir-se bem toda a vez que se arruma para ir a igreja ou que sai dela após uma reunião. Quem tem que tentar agradar-lhe e cativar-nos é o mundo e tenha certeza ele, o mundo se esforça para isso. Conheço igrejas cujas reuniões são um desastre. Outras um show de perfeição, outras ainda um tédio. Outras cômicas, outras exemplo de organização e planejamento, outras de  improvisação. Já vi pessoas serem verdadeiramente tocadas  alcançadas em todas elas e pessoas que jamais  se converteram também em nenhuma delas.  O mundo não tem nada a lhe dar melhor do que a melhor igreja e nem da pior. Não é essa a comparação. Não ame o mundo nem as coisas que nele estão, pois o amor de Deus não estará em você. Jamais caia no erro de fazer essa comparação.

Fuja do que não aumenta a sua fé. Controvércias não contribuem para a fé definitivamente. Não temos que saber tudo, temos que saber o que cada um de nós suporta, dá conta de saber. Determinada informação para mim pode ser útil, para o meu irmão pode ser desastrosa. Aquela fé que te uniu  ao Senhor é a que é suficiente. Não a submeta a nenhuma sabatina inútil. Não entre em nenhuma discussão enfadonha. Com relação a incrédulos aprenda a seguinte grande lição: você não tem que provar nada a ele. ele se quiser busque as provas para a sua incredulidade, se as puder achar. Ninguém irá se converter por que você conseguiu provar que está certo. Você já está salvo graças a fé que você já tem. Apenas ore pelos que ainda não crêem,você não lhes deve prova alguma. 

Milagres não são para os outros embora contá-los possa significar muito para alguns. Milagres são para você e não para os outros. Minha esposa tem um coração novo, um coração que já foi condenado com toda propriedade, com  exames e avaliação médica.  Sem cirurgia, sem um corte, sem ter-lhe aberto o tórax, ela não tem nada. Maria guardara tudo em seu coração diz a Bíblia. as experiências pessoais são a prova para a fé pessoal do crente. Por isso embora racional, inteligente, a fé sem obras, sem coisas que acontecem de fato, é morta. A fé não é algo apenas teórico. Há finalmente um testemunho pessoal,uma prova pessoal gratificante, certa e esse conjunto de convicções e experiências é que finalmente devem ser guardadas até o dia que estaremos diante do Senhor, na eternidade. Corroboram para a conservação e guarda da fé a leitura e estudo diários da Palavra de Deus e a comunhão com o nosso Senhor e salvador através das orações  feitas diariamente,onde e como estivermos, andando, trabalhando, antes do sono, ao acordarmos, ao dirigirmos, no ônibus e até no leito com o cônjuge. Afinal se o meu Senhor não puder estar então eu também não devo estar. Não há como ocultar aspectos da minha vida dEle. Ele é finalmente meu Redentor, Salvador e Senhor. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

domingo, 22 de agosto de 2010

FÉ EM CONSTRUÇÃO



A melhor experiência e a melhor coisa que uma pessoa pode e deve fazer na vida é sem dúvida, conhecer a Deus, o que significa crer em Jesus Cristo como o Filho de Deus e único salvador de sua alma, recebendo como Senhor de sua vida. Em linhas gerais é a aceitação do evangelho e a adoção como filho de Deus, herdeiro dos céus, perdoado, remido, nascido de novo e sacerdote universal.

Bem lá atrás no início de tudo, no começo da caminhada cristã, pouco se sabe sobre detalhes doutrinários, posições doutrinárias, etc, mas com o tempo o crente contemporâneo principalmente, pode aos poucos procurando ou não, tomando conhecimento de cada uma delas. O ideal é que se concentre nas Escrituras, na oração, na comunhão com o seu Deus e Senhor, humildemente e sem maiores pretensões, de que Deus lhe revele coisas que jamais tenha revelado a outros ( com base em que faria isso especialmente a você )  e ponha em prática cada coisa aprendida nas Escrituras, afinal, não é o que ouve a Palavra de Deus que será elogiado pelo Senhor, mas o que a põe em prática.

Durante toda a minha vida, por força do meu temperamento até, que me ajuda e faz com que eu tenha uma certa independência, fui aprendendo coisas necessárias e relacionadas às Escrituras, à igreja, às denominações, à teologia, às grandes e pequenas mudanças culturais na igreja evangélica, etc. Evitando o mal, reconhecendo as boas coisas, louvando a Deus pelas conversões, pelos testemunhos reais e número de pessoas alcançadas. Mas nem tudo foi ou é tão fácil, se se olhar para os lugares errados, prestar atenção em certas coisas, e vê-las pelo foco errado você encontrará não poucos motivos para facilmente errar no julgamento, e usar alguma dessas coisas, como desculpa, ou todas elas, para abandonar a  fé.

Três décadas depois alguém ( não se trata de crítica particular, mas circunstancialmente )  parece me forçar a assumir estar num grupo ou outro, que postula um menu de posições articuladas ou outro, a ele oposto. É exigido, entre aspas, que eu tenha uma admiração por um pensador cristão ou por outro, que devem ser obrigatoriamente um ou outro, a baliza de tudo o que ouvi, ouço ou creio. E não há meio termo. Um deles é João Calvino, sobre o qual já escrevei postagens específicas acerca de sua pessoa, da admiração pelo que fez em sua época, pelas dificuldades que enfrentou e pelas lutas em defesa das suas convicções e do amor ao mesmo Salvador e Senhor ao qual amamos de todo o coração. Mas para mim Calvino, Lutero, e qualquer um foram apenas homens que exerceram seus papéis e defenderam legitimamente a sua fé. A minha fé cristã nasceu independente do que creram, como creram  e concordando ou não com eles, em nada validam o que eu creio e como creio.

Temos a Bíblia, as Escrituras, não preciso deles ou da tutela teológica de  nenhum outro contemporâneo ou atual. Mas alguém parece exigir que eu confesse a minha dependência deles ou de alguém que tenha se oposto a ele. A opção é sempre entre um elenco de crenças e outro elenco de crenças. Se aceito tal coisa devo aceitar tal outra se não, essa também não. Não se trata da fé da confissão da igreja local ou denominação, é algo que paira sobre todas as cabeças dos crentes e a ela devem todos estar alinhados. Você nem precisa ir a Bíblia, basta listar o que se deve crer e tê-las na ponta da língua.

História da igreja cristã é um luxo acadêmico que quem puder tê-lo, até deva tê-lo, por absoluta falta do que fazer,  e com a legítima  certeza que de que não afetará a sua fé para pior, a sua comunhão com Deus e o seu mais autêntico serviço na obra de Deus. Pois só a título de aviso: não encontrará só coisas boas e o lado melhor de cada história. De fato é muito triste e bizarro na maioria das vezes. Sobrevivendo a todo esse volume de informações não inspiradas. No caso dos partidários de uma ou outra posição, o pior é que se você não concorda não adianta de fato discordar: você é tido como "burro". Não se trata de se olhar para o problema em questão, de encontrar a resposta ou a definição para tal compreensão. Passa-se a ser um repetidor de uma lista de afirmações que até soam como algo pertinente mas no fundo não são. Gente culta e que acumula conhecimento nem sempre é verdadeiramente sábia, em discernimento, ou concluiu por si mesmo um monte de coisa. Se assim fosse todos ao se debruçarem sobre algum tema, com respaldo natural de longos e aperfeiçoados currículos acadêmicos chegariam as mesmas conclusões. Começassem por onde começassem. 

Mas não é o que acontece, na sua maioria por mais cultas e informadas que as pessoas sejam, são meros repetidores de coisas pelas quais tiveram simpatia, e apenas giram em torno do mesmo eixo, repetindo indefinidamente os mesmos discursos. Fato é que se de alguma maneira Deus, não sei por que razões específicas, não disser pessoalmente ao sujeito ou lhe mostrar de um modo mais contundente que ele está errado, ele não largará o osso jamais.

Eu não ligava para o calvinismo, embora o conhecesse. Ano passado até por inocência fiquei implicado com blogs cristãos, de ministros principalmente, que se arvoraram contra as chamadas mega igrejas neopentecostais. Críticas legítimas, contra aparente escândalos, ou práticas que geram naturalmente mal estar em crentes de igrejas evangélicas mais tradicionais. A época tentei apenas demonstrar que se alguém não concorda como as coisas são feitas, vá e faça-as da maneira que se acredita, com igual alcance e força, enfim   arregace as mangas e faça o trabalho de pregação que ache que deva ser feito e aí naturalmente o erro será erradicado. 


Depois de mais de trinta anos conhecendo profundamente a cultura evangélica, achei que sinceramente o problema era só esse. Não era como não é. Boa parte desses não crêem em milagres, não crêem que demônios entre e possuam as pessoas, não crêem em profecias, em línguas estranhas, não crêem que Jesus morrera por todos, não crêem que Deus fará algo específico hoje pois já decretou tudo antes da fundação do mundo, e a minoria de eleitos dos quais cada um só sabe de si já está definida, por isso odeiam multidões, põem sob suspeição conversões aos milhões e a única igreja com qualidade espiritual é a igreja reformada, etc. Misturam críticas legítimas para apoiarem-se nas suas convicções infundadas, deturpadas e anti bíblicas, embora organizadas, defendidas por infindáveis literaturas produzida durante séculos.

Bem nesse momento despendo energia para fazer o que muitos fazem, atacar os demais. Farei porém mais uma única vez por crer intimamente que há um prejuízo nisso tudo. Não se trata de ter ou não ter tal posição, coisa que é absolutamente legítima. Já é muito difícil se concentrar no que é realmente importante em termos de cristianismo, de vida cristã, o piso está cada vez mais movediço, para todos nós os que cremos e para os que se achegam a igreja a cada dia. Se ater a algo secundário está cada vez mais fácil e se agarrar em algo que não constitua o verdadeiro alicerce do Senhor é absolutamente temerário. Precisamos guardar o que temos, aquilo que um dia foi e deve permanecer o essencial, a experiência e o genuíno amor ao Senhor.

Ser calvinista é como ser adventista do sétimo dia, testemunha de Jeová, não necessariamente pelo conjunto e tópicos das referidas crenças, mas pela incapacidade de se discutir os pontos inconcistentes com disposição de realmente avaliá-los. Isto porque ser calvinista significa aceitar toda a  Teologia Reformada com seu próprio plano de salvação- a doutrina reformada da salvação. Esse plano da salvação constante da Teologia Reformada, não é exatamente o Plano da Salvação Bíblico, por mais que se esforcem em dizer que sim, pois ao expô-lo ficam claras e patentes as diferenças.

Você não vai entrar em uma igreja calvinista e ouvir o Pastor dizer no início do culto: "Jesus não morreu por todos, só pelos eleitos!" e nem tão pouco: " Se você não é eleito está perdendo o seu tempo em vir e aqui e o nosso também." ou ainda: " Se Deus não pensou em salvá-lo volte para o mundo, você não tem nenhuma chance."  O único apaixonado pelas almas perdidas e calvinista, foi certamente o pastor e pregador batista Charles Spurgeon, cujo ministério alcançou milhares de pessoas em sua época e cujas pregações registradas em livro podem ser lidas hoje em um livro chamado "O ganhador de Almas" de capa verdinha, o qual li a muitos anos e fez meu coração ficar abrazado por suas pregações. Mas não por ser de confissão calvinista mas apesar de sê-lo.

Para os calvinistas todo cristão é calvinista ou arminiano e não há como escapar. Para um calvinista ou você é calvinista ( há algumas categorias internas com nomes estranhos ), arminiano ou bem próximo de um católico romano. Quando alguém apresenta alguma argumentação contra o calvinismo é acusado de não  conhecer o calvinismo profundamente e de estar deturpando-o. O ponto de partida é sempre a Soberania  de Deus e aí querem fazer você acreditar que você faz de Deus menos soberano do que eles reconhece-No. É claro que Deus é soberano para todos os cristãos, para os católicos inclusive, para os judeus e para os muçulmanos contudo um calvinista sempre argumentará que a sua concepção de Deus o faz menos soberano do que é.

As razões são óbvias e claras: se o homem tem uma ínfima parte de responsabilidade por poder escolher crer ou não crer, cai a predestinação e rui a razão principal de toda a arquitetura calvinista, a eleição do salvo feita  antes da fundação do mundo. O Adventista do 7º dia não acredita no inferno como condenação eterna, pois voltado ao Velho Testamento por causa dos 10 mandamentos e principalmente por causa do sábado, nega a imortalidade da alma e uma coisa leva a outra. As Testemunhas de Jeová acham que o nome legítimo de Deus é Jeová ou seria  Yavé ( ???), então Jesus não pode ser Deus, mas "deus" e o Espírito Santo não pode ser "Espírito" mas "espírito". É sempre o raciocínio humano, simplista e excludente. Por pouca coisa se constrói uma teologia absolutamente espúria.

A recorrência contínua a expressões complexas e a ligação de idéias a nomes "importantes" parecem ser uma fixação calvinista, pois a bem da verdade, o rol de versículos citados e repetidos a exaustão, não são nem de longe suficientes para sustentar sua teologia. Sempre defendi que os versículos e capítulos na Bíblia ( algo amplamente sabido ) são artificiais. Citação avulsa de versículos não constituem a melhor defesa de nenhuma teologia ou doutrina. A uniformidade doutrinária da Bíblia, ou unidade doutrinária é percebida a partir de um conjunto de narrativas em que essas verdades podem ser comprovadas. a liberdade de escolha do homem pode ser comprovada, independentemente que se chame de livre-arbítrio ou livre-agência do Gênesis ao Apocalipse, quando Deus fala com cada ser humano, esse lhe dá uma resposta e Deus lhe abençoa ou  condena. São 1595 "ses" em toda a Bíblia, essa simples partícula condicional, pressupõe poder de  escolha ao ser humano e boa parte 602 estão no Novo Testamento  e dirigida a nós, crentes pós advento de Cristo.

O calvinismo é tão inconsistente só bíblicamente que seus defensores tem que recorrer insistentemente a "confissões" ou seja, documentos eclesiásticos famosos historicamente, que são no fundo declarações documentais não inspiradas, de simples homens. Eu sou crente não por causa do credo de Nicéia ou por causa do mais fiel deles o credo apostólico "Creio em Deus Pai criador dos céus e da terra, etc, etc, etc". é legítimo mas não está nem de longe ao mesmo nível da Escrituras divinamente inspiradas por Deus. 

Finalmente a salvação pela graça não é uma invenção calvinista, é Bíblica e antes de João Calvino portanto. Nem a justificação pela fé, mas a Expiação Limitada é uma invenção calvinista e deve ser refutada e a Expiação de Cristo como revelada na Bíblia deva ser pregada por todo crente interessado na salvação das pessoas perdidas.

A muitas maneiras de se perder tempo e gastar energia para nada. Infelizmente essa é uma delas. Gostaria que esses que amam verdadeiramente ao Senhor, fossem úteis na sua obra de outra maneira conforme o ide de Marcos, com manifestações de poder e de autoridade no nome de Jesus Cristo, algo impossível para quem se ocupar com tão pouco.

Por Helvécio S. Pereira

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