COME TO ME

domingo, 25 de setembro de 2011

CUIDADO COM UMA FALSA SEGURANÇA: VOCÊ PODE PERDER A SUA SALVAÇÃO! AVISO: VOCÊ PRECISA TÊ-LA! VOCÊ PRECISA MANTÊ-LA!



JIMMY SWAGGART E RICARDO GONDIM JUNTOS EM 1987 
Essa reflexão embora tenha esse subtítulo, como será visto a seguir, não é sobre esses dois homens, esses dois pastores, outrora tão ativos na obra de Deus, e nem tão pouco um julgamento, um juízo de suas atuais condições, mas sobre a forma como nós cristãos evangélicos encaramos a realidade da salvação na vida do crente. O vídeo, o registro, de um evento memorável a trinta e três anos atrás, é apenas prova de como qualquer um de nós de fato muda com o tempo, e muda na nossa relação com Deus e fé na Sua Palavra.

Indubitavelmente a Bíblia, as Sagradas Escrituras judaico-cristãs, a única fonte reveladora de Deus e de Sua visão das coisas, da forma de fato fiel, de como Ele vê a sua criação e nós mesmos. Ou seja, a realidade revelada na Bíblia, gostemos ou não, é de fato, repito,  a única realidade, a plena verdade. E a Bíblia  nos fala de uma grande salvação. Salvação de forma bem direta, é um livramento de um perigo ou desastre iminente e terrível. Se alguém é salvo é salvo de algo grande e claramente terrível. Não ser salvo quando poderia ter tido a chance de sê-lo, é um desastre maior e algo terrivelmente lamentável.

Sob esse aspecto Deus provê para nós ( e a Bíblia o declara enfaticamente através da boca de Paulo ) uma tão grande salvação. Multiplique infinitamente o maior prêmio da maior loteria do mundo ganhado por um mísero cartão de seis números, e nem assim chegaríamos tão próximo de algo que se comparasse a salvação Bíblica através da pessoa e da obra de Jesus Cristo. Quem rejeita essa tão grande salvação é no mínimo louco, néscio, autêntico suicida espiritual. Zomba de Deus hoje, mas terá toda a eternidade para lamentar um erro que poderia ser facilmente evitado, um erro a bem da verdade, impossível de ser desfeito após a morte. Basta lembrarmos da parábola contada pelo Senhor Jesus, a do Rico e do Lázaro.

A salvação é graciosa, não pode ser comprada, exigida, reclamada sob nenhum aspecto e nenhuma circunstância. O homem portanto não pode dizer a Deus: "- Salva-me por que quero ser salvo e exige que me salve, e porque você ( Deus ) não pode me condenar, pois afinal não sou ( ou não fui ) tão ruim assim, etc, etc". Ou ainda: "- Salva-me pois em tal dia fiz isso e aquilo e portanto devo ser salvo em paga por esse ou aquele ato nobre. Segundo a Bíblia a salvação é recebida e dada, e mediante uma única coisa: fé em Jesus Cristo como Deus e Filho de Deus. Nenhum conhecimento além é exigido, nenhuma formulação ou entendimento mais complexo teologicamente.

De fato trata-se de uma atitude e de um evento muito simples: um genuíno e real encontro com a pessoa viva e real de Jesus Cristo, experiência guardada e mantida pessoalmente por toda uma vida. Dessa forma, a igreja cristã, qualquer que seja ela, pode ajudar ou atrapalhar profundamente a manutenção dessa fé que salva. Não é de fato, a religiosidade ainda que cristã e legitimamente evangélica que salva, mas um encontro e uma vida em comunhão com a pessoa única e real de Jesus Cristo Deus.

Contudo na história da igreja cristã, e particularmente a igreja cristã evangélica, algumas posições relevantes são adotadas para explicar apressada e tendenciosamente a segurança da salvação. Basicamente há duas situações defendidas as vezes com unhas e dentes e para sustentá-las são feitos malabarismos teológicos que contradizem a realidade e o que é declarado, não em parte, mas em toda a Escritura:

Uma vez salvo, salvo para sempre;

Salvo mas passível de uma perdição.

Os que defendem que uma vez salvo, salvo para sempre ( não relacionado à eternidade pois ninguém será expulso do céus, sobre isso não há de fato controvercia alguma entre todos os cristãos ) afirmam baseados em alguns textos e afirmações bíblicas, que uma vez salvo esse salvo jamais poderá deixar de sê-lo, por possibilidade e poder ( potência ). Isso significa que nem por acidente de percurso, nem por algum tipo de revolta indevida ou apostasia explícita, esse "salvo" poderá ser rejeitado por Deus e deixar de ser beneficiado por ato divino, de ter a vida eterna na presença de Deus.

Lembro de um exemplo mais ou menos recente de um importante pastor da Igreja Assembléia de Deus no nordeste brasileiro que hoje é um muçulmano. Esse ex-irmão foi o primeiro secretário da igreja da região, não apenas de uma igreja local mas da denominação em um dos estados nordestinos. Hoje prega em várias mesquitas pelo país e no exterior, ensina o Corão e objetivamente nega a divindade de Jesus Cristo, entre outras coisas. Continuará salvo? Nunca teria sido salvo? Ou simplesmente deixou-se enganar e vaidoso pelo conhecimento deixou-se levar por uma suposta superioridade de uma outra revelação divina? Talvez uma espécie de legalismo, de um tipo de outra qualidade religiosa? Só ele mesmo teria as respostas.  Nós entretanto, só podemos atestar pelos seus atos a sua classa apostasia, negando, pervertendo e combatendo tudo o que creu, vivenciou um dia.

Dessa forma, alguns dizem que o salvo pode se perder por abandono da fé genuína, por desvio moral e espiritual, por falta de santidade, por oposição explícita as coisas de Deus, não importando em que altura da vida tenha vivido e se mostrado como autêntico crente, fazendo a legítima obra de Deus e dando frutos espirituais advindos de uma real comunhão com o Senhor, o único e verdadeiro Deus revelado nas Escrituras.

Modernamente ( e o que é afirmado por alguns não é nenhuma novidade na história da igreja ) alguns pastores presunçosamente intelectuais, têm  se envergonhado ( e essa é verdade ) da simplicidade da fé bíblica e dos milhões de crentes que embora numa fé simples guardaram a genuína fé salvívica bíblica. Achando-se descobridores da redondeza da terra alardeiam entre tantas outras bobagens que o Deus de amor da Bíblia se anula na Sua justiça e se contradiz, salvando todos ao final da história humana incluindo uma reconciliação patética com o próprio Satanás. Negam alguns deles ( e aí muda-se a ênfase e não o objeto ) a existência do inferno real e literal entre outras coisas. O pecado fica relativizado, a vida cristã é balizada agora num humanismo relacional, onde cada um faz o que quer, o que lhe faz sentir bem e compreende e aceita o outro, bem como as razões que o fazem acreditar daquela maneira e ter aquele estilo de vida independente do que Deus ache ou deixe de achar. Dessa forma se envergonham e negam a mais sincera ortodoxia bíblica.

A inabalável salvação ( enquanto crente e vivendo nesse mundo ) é defendida pelos que acreditam e defendem a eleição, a predestinação, mais exatamente a dupla predestinação. De modo lógico se alguns foram predestinados à perdição ( e não podem mudar esse destino ) e outros à salvação  ( e também sua situação não pode ser mudada por nenhuma circunstância ou possibilidade ) as duas situações pré-definidas garantem que ambos, e isso objetivamente se refere aos previamente salvos, seja factualmente algo inalterado sob qualquer ponto de vista e circunstância. Aceitar  a perdição do salvo seria uma classa contradição, algo irrazoável segundo essa compreensão e essa leitura da realidade espiritual do homem.

Mas e a realidade? A vida incluindo a do crente é altamente dinâmica, distante da teoricidade e estética da teologia oficial. As pessoas mudam, as vezes para melhor e as vezes para pior. Algumas mudam com o mundo a sua volta, algumas mudam solitariamente por alguma razão ligada à sua própria história. Isso é inteiramente válido para denominações, igrejas locais, famílias, pastores e crentes individualmente. A teologia defendida pró "não perda da salvação" ou "pró perda da salvação", ambas parecem acomodar mentalmente  a realidade, mas nenhuma das duas posições por si só refletem o que as Escrituras expõem e nos advertem não poucas vezes a sermos sábios, cautelosos, prudentes e temerosos no que dependa da nossa fidelidade ou infidelidade às coisas de Deus.

A Bíblia nos revela um Deus plenamente confiável, plenamente imutável no Seu caráter e plenamente eficiente na Sua ação. Portanto Deus não pode nos decepcionar ( nem por possibilidade ), falhar quando somos fiéis a Ele, esquecer-se e errar em algum julgamento a nosso respeito. No que se concerne a Deus, estamos plenamente assegurados e seguros, de que se cremos conforme nos é exigido e exortados, seremos salvos finalmente. Nada e ninguém, incluindo Satanás em pessoa, pode nos fazer perder a salvação, fazer com que deixemos a condição de efetivamente  salvos, herdeiros de uma vida eterna real nos céus, ainda que acidentalmente. Então qual é o problema?

Parte dos que defendem de forma geral a "não perda da salvação" se baseiam na crença de que o homem não tem escolhas. Para esses o homem não decide ser salvo, não deseja ser salvo, e não escolhe crer para ser salvo. Desse modo como poderia esse mesmo homem escolher ser perdido ou não desejar ser mais salvo? Mas a Bíblia inteira nos pinta um outro quadro: devemos escolher a cada momento a nossa posição diante de Deus, diante de Satanás e do mundo.

Não ter outros deuses diante do Senhor, amá-Lo sobre todas as coisas, com toda a nossa força e com todo o nosso entendimento, coisas que não acontecem por mesmas na vida do crente.  Resistir a Satanás, não ter parte com ele, abominar as suas obras e combatê-lo. Não amar o mundo e as coisas que nele há. Na prática se um tal crente desliza em um desses três pontos, objetiva e sistematicamente, se afasta material e concretamente da vontade de Deus. Poderia continuar contabilizado no rol dos salvos inadvertidamente? Não seria uma franca contradição?

Quantos pastores notáveis e tidos como celebridades não mais defendem a mais ortodoxa fé bíblica afirmando coisas que não só negam o que a Bíblia afirma e declara e revela, mas coisas graves acerca da própria pessoa de Deus? Alguém que não mais confessa e crê que Deus seja plena e totalmente soberano como revelado nas Escrituras pode continuar a ser salvo? Não seria mais razoável ensinar o que a Bíblia, a contragosto teológico de alguns, ensina que da parte de Deus nada poderá nos fazer perder ( perder a salvação ofertada e dada por Ele a nós ) mas se inadvertidamente dermos-Lhe as costas por motivos nossos, quaisquer que sejam, estaremos jogando fora o que nos foi oferecido? Dizendo mais uma vez: "Não, não é como Tu dizes, não acho que seja assim, você ( Deus ) segundo a minha opinião agora está errado, totalmente errado...

Muitos julgam essa possibilidade uma insegurança e uma confissão de menor poder do evangelho e da salvação provida pelo Senhor. Afirmam que nenhum de nós seria de fato salvo, devido a nossa real condição de fraqueza diante da oposição e perseguição objetiva por parte de Satanás e do mundo. Negam a realidade de algo exclusivamente nosso e que não diminui a pessoa do criador em sua plenitude e soberania: a da escolha calcada no que se entenda como algo que se produz em nós,  que possibilite essa liberdade e possibilidade de continuar confessando, crendo e amando a Deus ou ao contrário, abandonando-o, esquecendo-o, negando-o. Afinal os dez leprosos tiveram fé para serem curados, mas só um voltou para agradecer e desfrutar da pessoa real do Senhor Jesus diante de si mesmo. O Senhor Jesus não mudou, mas nove daqueles homens mudaram ao se sentirem e se verem curados, limpos da sua terrível doença. Da mesma forma, um crente arrependido e humilhado diante do Senhor, com os anos de ministério de pastorado, de estudos, de reconhecimento social e acadêmico pode se sentir agora um julgador das coisas de Deus e do próprio Deus e dizer presunçosamente: "- não é bem assim que as coisas são..."


Contra a possibilidade de se perder a salvação, alguns afirmam que a despeito do período de testemunho e fé, os perdidos jamais foram de fato salvos. Estabelece-se aí uma confusão ainda maior: temos então gente se comportando como os melhores crentes, pregando, testemunhando, constituindo uma família religiosa e legitimante cristã, levando outros ao Senhor, tudo falsamente? Davi não era crente, não era ainda de Deus, quando cometeu adultério e mandou matar o marido da mulher que possuiu? Ou teria sido Davi predestinado e dessa forma  poderia possuir quantas mulheres fossem, matar quantos maridos fossem necessários para alcançar seus sórdidos objetivos, e  ainda assim a sua salvação jamais seria afetada?  Pois é exatamente isso que defendem os defensores da "não perda da salvação".


Finalmente ( essa postagem não é um tratado teológico embora o tema o seja, séria e  profudamente ), assista um vídeo em que dois homens da atualidade, dois pregadores, a época juntos numa ocasião memorável e importante para a proclamação do evangelho em nosso país. A história real mostra que um deles caiu em grave pecado ( pelo menos quando se é uma pessoa pública e um religioso ativo ) por duas vezes, e por esse pecado tornado público por vários interesses incluindo de desafetos e "concorrentes", nunca mais teve o seu ministério restaurado e com o mesmo impacto espiritual do passado.

Entretanto a sua pregação é tão bíblica e, porque não dizer, ortodoxamente bíblica como o foi  a trinta e três anos atrás. O outro entretanto, não se tem informação pública de um pecado ou fato imoral que o desabone, mas as suas últimas declarações ( todas públicas )  acerca da Bíblia e do Deus bíblico, são decididamente desastrosas. Escritor consagrado e conferencista renomado, o mesmo não deixa de produzi-las em profusão. Declarações essas que negam ostensiva e objetivamente tudo o que se deve crer e esperar de Deus conforme  a Bíblia, conforme  as Escrituras nos revelam a todos, conforme essas mesmas Escrituras terminantemente nos indicam como deva ser a nossa crença e compreensão  genuínas do Deus altíssimo.

O primeiro se arrependeu pública e humilhadamente. A sua pregação, hoje aos 71 anos, é a mesma de três décadas passadas. A suas palavras e testemunho são tão claramente escriturísticos como o foram naqueles dias. O segundo, se orgulha das suas "descobertas teológicas pessoais", seus delírios e dúvidas, suas ginásticas teológicas, levando milhares de pessoas  ( de crentes ) a um delírio religioso-teológico-filosófico-humanista, um caldo herético perigoso, que pode levar a qualquer um a uma posição muito distante da Bíblia e do Deus da Bíblia, que não dá nenhuma segurança, enche de dúvidas e de questões mal formuladas e mal respondidas, as quais no leito de morte podem deixar qualquer moribundo em desespero pela angústia da dúvida e da incerteza.

A seguir um registro histórico do momento em que esses dois pregadores impactavam as pessoas e eram legitimamente ativos na obra de Deus pregando o verdadeiro evangelho. Hoje estão ambos em posições diversas. Entretanto a mensagem de Jimmy Swaggart naquela noite está tão atual e viva e impactante, como fora ouvida por mais de cinquenta mil pessoas no Estádio do Morumbi em São Paulo.

Creio que muitos inconversos poderão se converter vendo-a, e muitos descrentes poderão crer, muitos pregadores poderão replicá-la e prega-la em suas igrejas para que muitas pessoas sintam a urgência em crerem no simples, direto e poderoso Evangelho bíblico, afastando-se de fábulas e discussões que não edificam a verdadeira e genuina fé no Salvador. Amém.

Veja e reflita, envie a outras pessoas através das redes sociais para que muitos possam refletir nesse assunto.

Por Helvécio S. Pereira

Em Setembro de 1987, o Pr. Jimmy Swaggart esteve no Brasil, ministrando em uma cruzada evangelistica, no Estádio do Morubi em São Paulo, traduzido pelo Pr. Ricardo Gondim.  Não os julgue pelo dia de hoje mas abra seu coração e ouça a imutável eterna e toda poderosa Palavra de Deus!






Fonte: Youtube

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

QUANDO É POSTA EM DÚVIDA O FATO DE SER OU NÃO UM CRISTÃO ( CRENTE )

Essa postagem sucede e complementa a uma outra em que me propus a separar elementos desejáveis na experiência cristã como FRUTO e as  OBRAS. Se desejar a leia antes desta ou depois ( CLIQUE AQUI ).

De fato essa postagem é resultado de duas observações: a primeira é a de que os crentes de degladiam não poucas vezes julgando e acusando uns aos outros; a segunda é que essas acusações específicas só ocorrem de crente para crente, de cristão para cristão. É verdade que ocasionalmente um incrédulo e especificamente ateus tentam e são objetivos em descredenciar o cristão mas o alvo não é exatamente o cristão mas a fé cristã, a religiosidade de uma maneira mais ampla, a negação da divindade finalmente.

Já um cristão, e agora especificamente entre cristãos evangélicos, protestantes, como queiram; o julgamento é objetivo no que tange a descredenciar não o cristianismo ou a fé cristã mas ao outro. O outro ( o pressupostamente irmão de fé ) é analisado e detalhes de seu comportamento, posição teológica, atitudes e a própria história de vida, a sua biografia são usadas para descredenciá-lo e obviamente em contrapartida credenciar o que  faz o julgamento.

A Bíblia nos adverte, o próprio Senhor Jesus nos adverte para não julgarmos pois com a medida que julgarmos os outros seremos julgados. A questão é então, nunca julgar, julgar em alguns casos, ou não julgar mas analisar e apartar-se do tal como forma de não assentimento as suas atitudes. Fico com a terceira opção, a meu ver mais consonante com tudo o que a Bíblia declara. Portanto examinar sem ter a presunção que se pode eventualmente cair nos mesmos erros ou em outros porporcionalmente mais graves e orar pela pessoa em questão, já que de um modo ou de outro trata-se de alguém que se relaciona com o mesmo Deus e Senhor.

Assim posto gostaria de listar quais são os alvos desse julgamento que muitos de nós recorrentemente fazemos como se não houvesse nenhum mal na forma como o fazemos e sem sentirmos o mínimo de constrangimento em fazê-lo. O pior é que com a instrumentalização da web, o que corria a boca pequena numa verdadeira fofoca caseira isso toma uma proporção astronômica.Uma simples "twitada" ou uma manifestação em um blog de relativa repercussão bota a vítima e toda a sua atitude exposta publicamente de tal maneira que se essa não tiver o mesmo poder de fogo em rebater e responder a acusação, permanece o que foi dito sendo algo verídico ou não. Em caso de possibilidade de resposta a altura o mal não é menor pois além do escândalo interno ( ao arraial tido como evangélico ) oferece não pouca pólvora e munição para os inimigos de Deus e do Evangelho genuíno. De fato alguns fazem muito bem feito todo o trabalho que o diabo teria que fazer sozinho ou usando inimigos da Bíblia e de Deus.

O correto seria varrer para debaixo do tapete toda a sujeira que de fato e muitas vezes há? Deus e a Sua verdade irretocável podem de algum modo ser atingidos por nossas mazelas reais e inegáveis? Não para ambas as questões parece ser irretocavelmente a resposta verdadeira. Mas em que áreas, direcionados a que elementos as acusações reais ou não são de fato direcionadas de irmãos para irmãos?

O PENSAMENTO

Partindo-se do pressuposto que a vida cristã só existe quando é iniciada após uma conversão genuína, para análise e reflexão, toda a reflexão baseia-se no fato de que todos sejam crentes renascidos e que um de dia, independente da igreja em que tal conversão ocorreu isso de fato se deu. Portanto são para reflexão, crentes que um dia creram no Senhor Jesus a través de uma pregação da Palavra de Deus e que arrependidos e humilhados experimentaram  uma transformação real e radical em suas vidas.

Entretanto após conversão, qualquer um de nós, legítima e naturalmente busca entender melhor o que aconteceu, que experiência magnífica e real foi essa ocorrida, e qual  melhor maneira de transmiti-la aos outros e como demolir toda oposição lógica por parte dos incrédulos. Basicamente é essa a atitude e a história natural que se segue após qualquer conversão. Entretanto o tipo de elaboração a um nível doutrinário ou teológico ( seja oficial, leigo ou pessoal ) é objeto de julgamento até entre irmãos de posições muito próximas. Os exemplos são inúmeros, hoje encontráveis na web com fartura,  em que irmãos descredenciam objetivamente um outro irmão, a sua igreja, ou a sua apreensão de parte do que é declarado nas Escrituras, as vezes algo mais relevante, as vezes algo menos relevante. Cada um muito objetivamente age como se dissesse: "Se não pensa como eu você não é um crente genuíno como eu sou."

O FRUTO

Os frutos apontados nas Escrituras como algo desejável na vida cristã, análogamente  aos frutos biológicos, o surgimento dos mesmos independem do esforço do cristãos ou do crente, devem surgir espontâneamente a partir do fato do tal ser crente de fato e viver em comunhão real com O Senhor em que professam a Sua fé.  

Porém antes de buscar frutos em si mesmo o alvo é sempre o outro, independente do temperamento, nível educacional, origem social, região do país, etc. Esquece-se que a Bíblia nos adverte não picas vezes para que examinemos a nós mesmo, e avaliemos se de fato estamos de pé ou caídos, além do que só Deus nos conhece, a cada um de nós totalmente.

AS OBRAS

Diferentemente do fruto a obra, ou as obras, dependem do que desejamos e nos propomos a realizar como cristãos e crentes.  Os frutos eu os tenho ou não e se não os tenho não há como tê-los de fato. O que deve ser revisto é portanto é, se de fato, estamos ligados a Ele ( ao Senhor ) como as varas se ligam a videira. É claro que alguém pode teologicamente discordar disso, o que é uma pena. Entretanto é nesse ponto que os crentes mais se distinguem e se degladiam. O que cada um realiza individualmente, ou cada denominação como estratégia de evangelismo ou de outra coisa, são julgadas e apontadas geralmente como erro com base na suas próprias ações.

E isso não é de hoje. Ter ou não ter rádio no passado, ter ou não ter televisão, usar violões além de órgão nos cultos, como cantar nos cultos e que canções ou hinos catá-los ou não, usar ou não determinadas peças de roupas, tingir ou não cabelos, cortá-los ou deixar de cortá-los, assistir filmes, torcer para equipes de futebol, praticar ou não determinados esportes, ter ou não determinadas profissões. Pode parecer piada tais atitudes ou posições certamente patéticas mas elas existiram e não por pouco tempo mas por décadas.

Um adendo refere-se aos dons espirituais ou a manifestação dos mesmos. Vale lembrar algo esquecido, a nossa simples opinião, ainda que parcialmente ( normalmente a análise é parcial e não criteriosamente total ): a realidade ( qualquer que seja ) não é mudada a partir de nossos posicionamentos. Ou seja, os dons e suas eventuais manifestações são reais ou não, e isso não muda se os aceitamos ou não. Entretanto tem sido os dons ou a falta deles ( sua manifestação visível ) um elemento de  afirmação ou de negação, ou seja de descredenciamento objetivo, de um verdadeiro cristianismo.

OS FATOS

Nesses dias o assunto vem novamente a baila com análises, críticas, defesas acerca de determinada forma de pentecostalismo ocorrido em certas igrejas. Algumas manifestações escapam as melhores expectativas de sobriedade e de razoabilidade. Tais fatos não são novos e remontam a décadas na América do Norte, especialmente nos EUA. De um lado há as críticas das chamadas igrejas protestantes tradicionais que negam qualquer contemporanidade dos eventos apostólicos. De outro lado dentre os pentecostais e neopentecostais há críticas sérias a inutilidade de certas manifestações cuja falta de clareza e ligação com os propósitos claramente divinos, se traduzem como espetáculos bizarros e patéticos tidos como elementos de promoção apenas denominacional. 

Notem que a natureza e a propriedade da verdadeira vida cristã não inclui e nem exclui eventos sobrenaturais. A experiência cristã se baseia, em princípio, num encontro real com a pessoa viva e real de Jesus Cristo, cuja consequência mais imediata é uma guinada de 180° em toda a maneira de viver, pelo arrependimento genuíno e o real perdão dos pecados e a doação graciosa da salvação feita por Deus mediante a fé no Salvador jesus Cristo.

Essa pessoa seria então, até independente da influência do mundo  e da qualidade espiritual de uma igreja local ou falta dela, guiada em todas as coisas conforme declarado nas Escrituras, na Bíblia Sagrada. Todos os demais fatos, elementos, o pensar, os frutos e os dons teriam uma única e indubitável consequencia: a verdadeira vida cristã.

Mas quem nos conhece de fato? Somente o Senhor. Os fatos têm demonstrado que até mesmo para fazer o correto os primeiros inimigos da verdadeira obra de Deus, não são os de fora, mas os dentro da igreja. E não sem lutas e oposições que esses têm conseguido realizar algo frutífero na vida e na história da igreja evangélica. O fogo provará, segundo as Escrituras, se a obra de tal pessoa é verdadeira ou não. Por ora o joio e o trigo se manifestarão juntos em todos os lugares e de todas as formas. Cabe a cada um permanecer o mais próximo do Senhor possível, só assim serão guardados do erro e saberão que de fato , é a verdadeira obra de Deus, naquele momento.

Por Helvécio S. Pereira


domingo, 11 de setembro de 2011

O PENSAMENTO, O FRUTO, E AS OBRAS

Há de fato, ainda que inconscientemente ignorado, um problema de compreensão relacionados aos três elementos apontados no título dessa reflexão. Começando pelo último deles, houve de fato uma importante conceituação e retirada das obras do errôneo lugar e da importância dada a elas no cenário da salvação humana. Ou seja: a salvação unicamente pela fé, intermediada e levada a cabo unicamente pelo Salvador Jesus Cristo é de uma importância sem igual, fato que promoveu a maior mudança no cristianismo recente ( embora date esse fato espiritual-histórico de mais de cinco séculos ).

Desse modo, amplo leque de cristãos e crentes entendem que a salvação se dá aparte das obras e portanto unicamente pela graça de Deus, sem nenhuma relação explícita ou implícita com as obras produzidas por quem quer que seja. Crer em Jesus Cristo como Deus e Filho de Deus é o suficiente para garantia da salvação, algo revelado, referendado pelas Escrituras, ou seja, reflete o que a Bíblia declara enfaticamente não poucas vezes.

O pensamento cristão consiste na toda reflexão acerca do cristianismo, da relação homem-Deus, da cosmovisão humana reconstruída e corrigida com base na compreensão ena experiência do crente enquanto ser humano frente a todos os desafios e experiências vividas nesse mundo. Normalmente encontrado nos muitos livros, canções, hinos, tratados, ideologias, filosofias, teologias oficiais e leigas, nas tradições, na arquitetura, na liturgia, nos costumes e em tudo mais que possa ser encontrado uma referência atitudinal ou religiosa de um cristão.

Enquanto a salvação, e claro a graça de Deus, seja algo tido como uma experiência pessoal e interna, o pensamento cristão é resultado de um recorrente exercício intelectual e mental que pode se debruçar sobre a própria experiência vivenciada, explicando-a ( aos outros e sobretudo a si mesmo ). Guardadas as devidas proporções pode modificar, negando ou valorizando certos aspectos da experiência vivenciada factualmente. Em outras palavras pode torná-la ( como compreensão e resultados ) melhor ou pior do que realmente foi. Isso significa na prática que refletida em livros cristãos ( ficcionais, romances, testemunhais, históricos e teológicos ) encontrada na prática e posicionamentos denominacionais e congregacionais ( da igreja local ), no modo de vida e nas interrelações humanas entre a própria membresia da igreja, pode traduzir a mais legítima forma de vida cristã ou algo deteriorado com o tempo. Dito de outro modo, após a conversão o crente tem diante de si o desafio de, na relação com os seus pares, se tornar melhor ou pior no decorrer da vida e da experiência cristã, isso baseado nas relações e experiências religiosas denomiancionais e da sua igreja local.

Dai podemos acertada e seguramente concluir que tanto o pensamento cristão e as obras não são manifestações tão espontâneas mas circunstanciais. Embora produzidos individualmente pode o pensamento cristão não afetar outras pessoas a não ser que seja registrado e difundido, e receba por parte de outros cristãos um assentimento e concordância,  e seja inclusive aceito como uma "certa verdade" a ser seguida. Trata-se de um fenômeno legítimo em toda a história do cristianismo. Li hoje mesmo em um blog de um querido irmão em Cristo ( O Kálamos ), um excelente comentário acerca das "Confissões de Santo Agostinho". Tais registros de Santo Agostinho, de São Tomas de Aquino, de João Calvino, de Arminius, de João e Carlos Wesley e de tantos inumeráveis cristãos de todas as épocas, abordando diferentes e até coincidentes pontos, refletem o pensamento cristão. Para bem ou para o mal, tecnicamente os fundadores de igrejas paraprotestantes ( igrejas que divergem em maior grau da chamada ortodoxia cristã mais importante como as Testemunhas de Jeová, Mórmons, Adventistas e tantos outros ) vistos de fora ( pelos não cristãos, refletem em certo grau os ideais e cosmovisão cristãs.

Isso explicaria a grande divergência acerca de comportamentos e leituras da realidade e em menor grau, embora ainda assim importantes, acerca das questões primordiais. Por exemplo: todos os cristãos, em tese, não negam a criação do mundo e do homem por parte de um único e eterno Deus, embora divirjam sobre questões importantes secundárias como a Trindade, por exemplo, ou sobre, também em menos casos sobre a divindade-humanidade de Cristo, sobre a existência do inferno, de como seja o céu, se há uma alma eterna ou não, se a alma é pré-existente ou não, se alma e espírito são a mesma coisa ou elementos concretamente diferentes, só para citar no momento. Essas inferências não deveriam afetar a salvação mas se supervalorizadas podem comprometer ao que de fato é mais importante para a salvação do indivíduo, na medida que se afastam e complometem ao que primordial nas Escrituras, como por exemplo, alguém que cria sinceramente em Cristo como Deus e Filho de Deus ( algo claramente revelado nas Escrituras ) a titulo de maior compreensão e explicitação, passa a detalhar tanto essa verdade que se desvia dela e passa a negá-la. 

Um dos casos públicos é a posição das Testemunhas de Jeová, que por simples oposição ao catolicismo romano e à compreensão ( que não é proprietária e particular da igreja católica romana mas escriturística ) da Trindade, passa na tentativa de explicação mais válida, afirmar que o diabo é Filho de Deus e que Jesus Cristo é um anjo, criado e um "deus " com "d" minúsculo. Mas há inúmeros outros de menor impacto na genuína fé cristã como a posição esposada por João Calvino e na predestinação compreendida como tal na ótica calvinista. A dupla eleição não afeta a fé do crente. Um calvinista renascido é tão ou mais crente que outro crente ( seja pentecostal, neopentecostal, etc. ) mesmo porque não é exatamente na diferença de posição que consiste a virtude da fé e genuína vida cristã. O problema, e é apenas uma opinião minha ( mas também não solitária, muitos outros crentes chegam a essa constatação ) é que afeta o evangelismo e muda o foco na pregação do evangelho. Ninguém é melhor crente por ser simpático do pentecostalaismo  por exemplo, ou do neopentecostalismo, valendo o que afirmei acerca do calvinismo e dos calvinistas. Logo a fonte de divergência no critianismo reside no pensamento cristão como exposto acima. Não é algo ilegítimo e nem antinatural, e até para isso a eterna Palavra de Deus tráz respostas, pelas quais o crente onde esteja, possa se relacionar da forma mais justa, que não redunde em tropeço e escândalo a seus irmãos na fé. 

Deixei de lado as considerações acerca dos frutos para agora por uma razão simples: ao contrário do pensamento cristão e das obras o fruto não depende do esforço pessoal do crente. Eles ( os frutos ) estarão lá, se manfestarão na vida do crente, ou não. A Bíblia diz claramente em muitas ocasiões ( e parto do pressuposto que você leia a sua Bíblia e esteja bastante familiarizado com seus textos por isso não relacionarei por ora os versos nos quais baseio essa opinião  ) para pensarmos nas coisas do alto, para que tudo o que bom e louvável ocupe os nossos pensamentos e que se na constatação de falta de sabedoria, a peçamos a Deus, etc. Sobre o que deve ser feito ou não, a Bíblia novamente é clara e insinsiva, como igreja, como discípulos e como pessoas individualmente. Entrtanto em relação aos frutos nos é dito que devemos simplesmente estarmos ligados a Ele , Jesus Cristo. Sem essa ligação pessoal e íntima, embora mantenhamos a produção e a reflexão do pensamento cristão  ( embora legítimo e útil quando esse pensamenteo reflete o que é nos revelado nas Escrituras e fiel a elas, a Bíblia Sagrada ) ou façamos coisas legítimas tidas como obras de um autêntico cristão e portanto crente ( como ir a igreja,  vestir-se, falar e estar em círculos cristãos ) os frutos genuínos de um crente não aparecerão na vida do crente. Portanto o fruto é consequência de uma factual, comunhão como Senhor. Quando ligados ao Senhor os frutos aparecem, surgem, quando distantes dEle, os frutos não se mostram presentes.

Eu posso ser educado e me esforçar para ser justo com as pessoas, refletindo em boa medida tanto o pensamento cristão ao qual eu me simpatizo, ao meu ideal e filosofia de vida, mas em uma situação mais contundente, reagirei como todos os demais seres humanos, sejam crentes ou não. O nível de amor, de perdão, de compreensão, de confiança, de superação, de justiça, serão no máximo do mesmo nível, e até inferior,  ao de qualquer outro ser humanos incluindo, não cristãos e porque não, ateus. Esse é o dilema que um cristão eventualmente enfrenta: o que crê é a verdade e razoavelmente muito superior a qualquer outra mensagem religiosa, mas na maioria das vezes, se for justa a comparação, esse mesmo cristão  ( ou crente ) não está acima de uma outra pessoa qualquer, comum, sem fé alguma as vezes, o que  aparentetemente descredencia a sua mensagem e testemunho ao mundo.

Não somos melhores do que as demais pessoas ( pelo menos nem sempre, nem na maioria das vezes ) e o que parece uma desculpa para não crerem na Palavra de Deus, consiste na mais clara realidade: somos pecadores, tão imperfeitos quanto os não crentes, não cristãos, quanto os que nem sequer acreditam que haja por possibildade real um Deus criador de todas as coisas e que se relacione, busque o homem na sua pequenês. Do mundo fomos sacados, tirados, pela fé no que ouvimos pela pregação da Palavra de Deus. Essa experiência nos diferenciou a princípio. E ela que nos distingue dos demais seres humanos. Experiência gratuitamente proclamada e aberta a todos, sejam grandes, pequenos, ricos ou pobres, cultos ou incultos, famosos ou anônimos, amados ou odiados, religiosos ou não religiosos, enfim a todos os seres humanos, independentemente de lugar, etinia ou condição social e temporal conforme João 3:16.

Acertamos e erramos em muitas áreas como todos os demais: no lar no trabalho, nos negócios, com filhos, cônjuge, colegas, com desconhecidos, necessitados, amigos, inimigos, etc. Embora desejável o Evangelho é verdadeiro e a verdade por si só, portanto independe até de nossa coerência e testemunho. Ninguém terá desculpa diante de Deus no dia do juízo, de não ter crido em Cristo, e dessa forma ser mais um salvo por causa do desempenho abaixo da média desejável, de nenhum cristão ou crente. Nos esforçamos sinceramente ( muitos  de nós ) e as vezes somos relápsos, simples, não nos damos conta de como as nossas atitudes afetam péssimamente a outros e a nosso testemunho. Nos julgamos e nos condenamos mutualmente e isso soa estranho a nós mesmos e muito mais aos que não são da mesma fé. Divergimos em estratégias e prioridades mas só acertamos quando em momentos de comunhão íntima com o Senhor produzimos os mesmos frutos.

Deus certamente tem em mente que possamos fazer a Sua obra, particularmente Jesus tinha ( e tem ) em mente, que faríamos obras iguais e maiores que as feita por Ele. Da mesma forma os frutos são desejados por Deus, e que sejam abudantes e efetivos em cada uma de nossas vidas, e que esse fato seja algo tão visível como uma cidade edificada sobre um monte. 

O segredo? Escolhermos a melhor parte e colocarmos os elementos na ordem certa:

FRUTOS, PENSAMENTOS E OBRAS finalmente.

Normalmente priorizamos as obras ou os pensamentos.Quantos se apressam ( e eu me incluo e me penitencio ) em fazer coisas ou em dizer coisas ainda que momentaneamente aparte do Senhor ( não quero dizer desviado, mas naquele momento, deveria se ver próximo ou não do Senhor ). Alguém pode achar ser esse exemplo simplório e até improvável para alguns crentes, mas eu considero real e objetivo: diante de um doente  terminal, não basta o ato de orar e um pensamento baseado em inúmeros bons livros cristãos, ou posição teológica, mas no nível de intimidade, de ligação com o próprio Senhor - "se estiverdes em mim e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis o que quiserdes e vos será feito..."

O segredo da vida de Abraão foi o nível de intimidade com Deus, igualmente a vida de Pedro e de Paulo, cuja sombra curava as pessoas. Que essa breve refexão possa ajudar-nos a colocarmos as coisas prioritariamente nos seus devidos  lugares na  nossa experiência cristã, para que possamos dar muito fruto e e o nosso fruto permaneça. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O VISÍVEL E O INVISÍVEL

Uma das constatações mais palpáveis é exatamente aquela que contatamos que o que é imediatamente visto parece ser exatamente o  que é de maior valor para nós e muitas vezes a única coisa a ser reconhecida como a mais importante e fundamental em uma experiência seja material ou espiritual.

Não há quem nunca tenha cometido alguma vez tal equívoco. Isso em várias áreas da vida, em áreas diferentes da relação humana, seja profissional, educacional, religiosa, etc. Quem não desconfiou da real capacidade  de ensinar algo precioso e da bagagem relacionada a um conteúdo específico de um professor e seguir de forma surpreendente viu que tal professor ou professora lhe transmitiram lições e princípios que nenhum outro jamais poderia? Quem nunca olhou e ouviu com desdém  por minutos inicias de uma pregação, um pregador, e ao final se encontrou em lágrimas tocado por uma impactante e totalmente bíblica mensagem? Em tantas áreas e vezes, em tantas situações diferentes nos confundimos entre aparência e conteúdo, entre expectativa e realidade? E quão duro é admitir que não estamos curados e portanto livres do risco de cometer essa inversão de percepção?

As razões são várias e não há uma segurança de que o simples fato de invertermos o que sentimos criando uma nova expectativa eliminará o problema. Afinal uma percepção inicial de ruindade pode significar algo ruim de fato ou não, ao contrário pode haver um diamante debaixo da aparência rude uma rocha escura. Mais parece ser sábio aguardar um pouco até que se mostre o que de fato seja essa nova coisa diante de nós. O erro parece residir em tomarmos a nós mesmos, a nossa incoerência como referência absoluta. Pessoas que se julgam muito sábias tendem a ouvir a outros que julguem a princípio serem igualmente seus pares, ou seja tão sábios quanto eles mesmos. Esses tendem a desprezar e não ouvir terminantemente pessoas julgadas abaixo de si mesmas embora a Bíblia nos exorte terminantemente a não sermos sábios aos nosso próprios olhos.

Alguns julgam aos outros mais pecadores que a si mesmos, esquecendo-se que embora essa seja uma possibilidade real, os outros podem apresentar maior virtude, em determinadas situações nas quais nós mesmos seríamos reprovados. Eu conheço um monte de pessoas,( a maioria nem crentes são ) mais pacientes que eu, mais amorosas que eu, mais voluntariosas do que eu. Por outro lado sou decididamente menos ambicioso que outras tantas  ( muitas crentes de carteirinha ). Ou seja, somos diferentes e temos muitas vezes defeitos diferentes e qualidades também diferentes. Há crentes e cristãos de determinadas posições teológicas que não admitem que o ser humano possa ter qualidades ou fazer nenhuma coisa boa.

O que  a Bíblia deixa claro é que não conseguimos o alto padrão de Deus e muito menos na maior parte do tempo e que as vezes e aquilo que acertamos não é o suficiente para negociarmos com Deus e exigindo_lhe arrancarmos dEle uma salvação  por méritos e obras e qualidades pessoais. É isso que a Bíblia diz. Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sem a capacidade de sermos o que Deus é e do que deveríamos ser. A prova do que eu disse que a mesma Bíblia exige que busquemos a excelência, que nos esforçemos, e sabendo o que é certo façamos o que agora conhecendo pela Sua Palavra, façamos o que é correto e santo diante dEle.

Contudo a idéia original dessa postagem, a que desejo retomar, após essa longa introdução, é de que é impossível que o visível construa o que é invisível, significando que na experiência religiosa ( e fora dela ) se houver uma inversão de valores, de princípios e de intenção o resultado final não será o mesmo.E não são poucas as vezes que invertemos as coisas e não percebemos.

Alguns irmãos que me lêem ( e eu os leio ) ficaram ao longo de algum tempo com uma impressão errônea que  defendo a ignorância religiosa, bíblica, teológica, etc, o que não é verdade e não reflete a minha sincera e real posição. A razão é  que critico duramente certos teólogos, certos autores cristãos, certos pastores empregados de suas denominações, as quais são senhoras de sua fé, cujas posições decididas em órgãos de seu governo sujeitam a esses e a toda a membresia, defendendo certas posições teológicas que só se sustentam  contra toda razoabilidade, pois se realimenta das mesmas inumeráveis repetições sem provar a si mesma e nem a outros,  a sua veracidade ou franca incoerência, desviando o foco e deformando a verdadeira mensagem do Evangelho claramente revelado na Bíblia, nas Sagradas Escrituras. 

Não defendo a ignorância, mas por outro lado não bajulo a mirrada sabedoria desse mundo ainda que essa sabedoria humana seja travestida de religiosidade, de espiritualidade conveniente.  Não importa quanto melhor ( e de fato  há ) tenha sido afortunadamente a oportunidade de formação acadêmica e escolar de determinado fulano e quantos não sei o quê de títulos acadêmicos teológicos, que denominação ele seja influente, se lê a Bíblia no seu texto original ou não ( normalmente de tudo o eu tenho lido e ouvido os tais de posse desse  bom conhecimento elitista e legítimo, são inimigos da verdade mais simples das Escrituras) .

Lembro de uma colega, professora de português/inglês e grego por excelência ( lê e escreve os dois tipos importantes de grego, para a leitura e estudo do Novo Testamento no original ) além do grego moderno: essa colegas que já deu aulas por anos em seminário teológico, agora está próxima da mais total incredulidade. É evidente que nem todos os que possuem afortunadamente conhecimento teológico e linguístico semelhante, tem todos uma fé decadente ou são ateus. O que quero dizer que não é essa exatamente há uma relação entre conhecimento e fé bíblica genuínas.  E se você está descendo a montanha achando que está subindo, revise já os seus conceitos e prioridades. Sua fé está sendo construída ou destruída? A Bíblia permanece e de fato é a luz que ilumina a sua vida ou o pensamento consequente de terceiros que iluminam as Escrituras? Trata-se de ato de uma inversão importante e pouco detectável para muitos, por ser extremamente sutil. A Bíblia nos fala: "assim diz o Senhor ". O teólogo ( muitas vezes, nem sempre , mas muitas vezes ) diz: " não é assim que Deus disse". Portanto toda atenção é necessária e o justo discernimento.

A religião institucional reflete uma realidade espiritual mas nem sempre é a essa correspondente. Um templo reflete o respeito pelo divino mas nem sempre corresponde a esse respeito e a divindade correta. Pode-se fazer uma igreja ( templo e associação institucional de pessoas ) mas não podemos fazê-la ser a igreja de Jesus. Pode-se compor belas canções e hinos mas esses podem não refletir de fato, verdadeiro louvor a Deus. Pode-se criar para um ser humano um comportamento religioso legítimo mas ainda sim não fazê-lo santo. Pode-se professar a grandeza de Deus sem crer na sua materialidade. A Escritura é de fato pródiga em dar não poucos exemplos de cada uma dessas muitas situações.

Novamente e recorrentemente o palatável, a percepção mais imediata toma o lugar do real, do que importa, do que tem valor, do ponto de vista divino, ponto de vista esse, o único que devemos ter para ser de fato válido. No Antigo Testamento as coisas foram acontecendo na relação homens e Deus e uma religião visível nasceu com o objetivo de deixar visível o invisível. O Templo, o Santos dos Santos, o sacerdócio, a gurda do sábado, os sacrifícios, as ofertas, a Lei de Deus, etc. Mas recorrentemente foram tomados como realidades em si mesmos de forma que os princípios que eles todos refletiam, já perdidos, não eram nem mais imaginados. Hoje a tradição litúrgica ( seja qual for  mais antiga ou recentemente construída ), posicionamentos teológicos escolhidos como livros em uma estante ( muitas vezes são assim mesmo assimilados e escolhidos ), a simples opinião defendida e confundida como fé autêntica, uma cosmovisão teológica que se sobrepõe a única realidade ( que pode muito bem ser desconhecida e temporalmente incompreendida ), um senhorio confessional que não se traduz na privacidade da relação pessoal com Deus.

Deus é dono da terra e dos homens que nela habitam reza o texto da Bíblia, mas só é Senhor daqueles que são guiados por Ele individualmente. E não é possível, razoável, que estejamos a ser guiados por Ele, quando as coisas dão todas erradas. É óbvio que  fizemos o que desejamos fazer, o que nos deu prazer, e com a permissão dEle, quebramos a nossa cara embora o chamássemos em nossas reuniões, cultos e orações de Senhor. A aparência construída não mudara a realidade. Ao contrário uma realidade interna, interiorizada deveria refletir exteriormente e na realidade visível.

Cantamos e dizemos a todo o momento nas canções e hinos que Ele é todo poderoso mas interiormente muitas vezes não só duvidamos mas negamos enfática e terminantemente que Ele fará qualquer coisa. é como se houvesse, existissem duas vozes dizendo o tempo todo duas coisas completamente diferentes e contraditórias. O pior é que alimentamos essa atitude as vezes por anos mesmo dentro de uma cultura religiosa a mais legítima: protestante e  genuinamente evangélica. Novamente Deus não pode operar, por justamente "não ter honra em sua casa". Os mais provavelmente aptos a crerem nEle  são surpreendentemente os que falam dEle e ensinam erroneamente sobre Ele. E novamente Jesus não pode fazer muita coisa, ou mais coisas, por causa de sua incredulidade ( entre os próprios crentes ).

Pare diante de uma igreja ( prédio, templo ) qualquer e veja as pessoas entrando e saindo e pergunte-se a tal igreja corresponde a igreja do livro de Atos dos apóstolos em sua inteireza... Não se trata de exigência de uma pressuposta perfeição, algo irrazoável por vários motivos, não é isso, mas se a tal igreja consegue, se esforça, tenta pelo menos, ser como a igreja que consegue realizar, materializar a ordenança pela de Marcos 16:15 e se não quais são os impedimentos mais imediatos,que incluem antes de nais nada posição teológica, sujeição a algum tipo de poder, liderança denominacional, dependência institucional, etc.

Caro pastor, se a sua denominação, se a sua liderança é impedimento para realizar a mais perfeita vontade de Deus, deixe-a como fez Lutero ao romper com a Igreja católica romana. Note que, de fato, se algo qualquer é senhor entre você e o seu Legítimo Senhor ( Jesus Cristo ) não fará jamais a verdadeira obra dEle. E sobretudo não fará nada e nem obras maiores do que Ele fez segundo a promessa dEle, se não tiver uma intimidade real com Ele. Será apenas mais um religioso e mais uma religião, as vezes legitimante cristã e evangélica. Será apenas um dos muitos chamados mas não escolhidos ( que nada tem a ver com a salvação para contragosto de muitos )

Por Helvécio S. Pereira

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A CRIAÇÃO NUMA PERSPECTIVA CORRETA II

Foto recente da superfície do planeta Marte, próximos esforços cientificos em busca da vida fora da terra nos próximos anos e décadas* 
Vimos em uma postagem anterior *( A CRIAÇÃO NUMA PERSPECTIVA CORRETA ) sobre esse assunto, o da Criação, tema do resgistro de considerável parte do Livro de Gênesis na Bíblia ( particularmente os primeiros capítulos que relatam a criação do universo e da terra ) que dois elementos foram em uma sequência lógica objeto  do ato criador divino:

                                   A matéria ( como a entendemos hoje em sua maior profundidade  )
                             
                                   A vida ( sob todas as suas formas comprovadamente conhecidas dentro do universo material que conhecemos )


Foi parcialmente e ensaiadamente demonstrado nessa postagem anterior que a criação ex nilo ( do nada ) tanto quanto a gênesis ( princípio ) da vida são dois atos miraculosos, excepcionais e originais da parte de Deus. Além disso são únicos, só passíveis de serem realizados por Ele.

Foi recordado que ponto de vista estritamente científico ( sem concorrência de nenhum elemento ou pensamento teológico essa é a constatação ou a projeção real de cientistas sérios ) a existência de algo a partir do absolutamente NADA é um milagre, uma honrosa exceção. Algo de excepcionalmente impossível se deu a acontecer, e as razões lógicas escapam a qualquer explicação ou suposição dentro da ciência, e os motivos não são poucos e não são absurdos. 

Essa discussão se estende a filosofia atéica no que se refere a lago existente aparecer dentro do que se imagina inexistente ( pois o nada é de fato uma impossibilidade racional ). Algo só não existe em comparação e tomado como referência algo existente. O existente pode ser, por simples possibilidade racional,  uma modificação de lago já existente ou uma extensão do mesmo. Nada dentro de nada é uma impossibilidade e nada sem algo que já exista é igualmente uma impossibilidade.

Sob essa ótica a declaração de Gênensis 1:1 não é simplória e nem estúpida mas ao contrário reveladora.
Reveladora por dois motivos:

                      A inexistência de testemunhas ( todas as criaturas racionais, das quase na prática só conhecemos a nós mesmos ) não estavam lá para testemunharem esse evento, pois não havia ainda suporte necessário a sua existência biológica ( já que com os seres humanos fazemos parte de um sistema, de uma cadeia biológica, de um mundo em que o nosso lugar parece, de fato é, inteligente e meticulosamente determinado  por todas as razões que possibilitam a nossa vida, nossa reprodução, multiplicação, sobrevivência simples, associação, multiplicação de conhecimento, formulação, concepção e interferência no mundo que vivemos, nas coisas a nossa volta.

                      O tempo do evento, lógica e presumivelmente, antes de todo o tempo, do tempo como grandeza, como o conhecemos e como interfere não só em nossas vidas biológicas, mas na própria transformação da matéria ( dos elementos químicos, do que resulta da sua fusão e fisão, dos movimentos dos micro e macro objetos dentro do cosmos, de suas precipitações e queima, do seu congelamento e evaporação, etc. )

O desprezo e o caráter decididamente simplório e mítico dado a Gênesis 1:1 é definitivamente tendencioso, dado por aqueles que por motivos inconscientes não se quedam a esperar e refletir nas inferências complexas de tal declaração. Deus criou os céus e a terra, objetos e coisas sensíveis a  nossa existência, em todas as épocas, em todas as condições, onde haja existido um único ser humano.

A matéria é de fato um milagre, e hoje com o conhecimento universalizado praticamente  da química, dos elementos químicos, sabemos que do barro se faz um ser humano, com o custo de aproximadamente  $80,00 ( oitenta dólares ) ou menos de R$120,00 ( cento e vinte reais ), teríamos se soubéssemos a receita correta, a possibilidade de construir a mais bela mulher ou o mais perfeito homem. Todos os elementos químicos que constituem concretamente um ser humano são facilmente encontráveis. Do mesmo modo construir um diamante do tamanho de uma bola de futebol ( mais fácil e unicamente possível, porém muito caro, em comparação com a fabricação expotânea do ouro ).

Portanto a matéria é um milagre e avida um segundo milagre do poder único de um ser único como é o Deus revelado nas Escrituras judaico-cristãs, na Bíblia Sagrada.

Porém após a criação da matéria como a vivenciamos e da vida, da qual fazemos parte, Deus criou na terra, para os seres humanos, a moral* e nesse sentido é que segue a nossa reflexão.

Moral deriva do latim mores, "relativo aos costumes". Seria importante referir, ainda, quanto à etimologia da palavra "moral", que esta se originou a partir do intento dos romanos traduzirem a palavra grega êthica.

Moral não traduz, no entanto, por completo, a palavra grega originária. É que êthica possuía, para os gregos, dois sentidos complementares: o primeiro derivava de êthos e significava, numa palavra, a interioridade do ato humano, ou seja, aquilo que gera uma ação genuinamente humana e que brota a partir de dentro do sujeito moral, ou seja, êthos remete-nos para o âmago do agir, para a intenção. Por outro lado, êthica significava também éthos, remetendo-nos para a questão dos hábitos, costumes, usos e regras, o que se materializa na assimilação social dos valores.

A tradução latina do termo êthica para mores "esqueceu" o sentido de êthos (a dimensão pessoal do acto humano), privilegiando o sentido comunitário da atitude valorativa. Dessa tradução incompleta resulta a confusão que muitos, hoje, fazem entre os termos ética e moral.

A ética pode encontrar-se com a moral pois a suporta, na medida em que não existem costumes ou hábitos sociais completamente separados de uma ética individual (a sociedade é um produto de individualidades). Da ética individual se passa a um valor social, e deste, quando devidamente enraizado numa sociedade, se passa à lei. Assim, pode-se afirmar, seguindo este raciocínio, que não existe lei sem uma ética que lhe sirva de alicerce.

Alguns dicionários definem moral como "conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada" (Aurélio Buarque de Hollanda), ou seja, regras estabelecidas e aceitas pelas comunidades humanas durante determinados períodos de tempo.

Antes uma breve ( pelo espaço do blog ) reflexão acerca do que dentro do cristianismo e particularmente não-católico, lêem nas Escrituras, na Bíblia, o que se apreende da criação do homem ( e da mulher ) e de sua queda no Éden.

Como é muito amplo, terei que sintetizá-los, correndo o risco de errar pela subtração de algo ( passível de correção futura ):

a) todos os eventos relacionados à queda do casal de humanos originais como determinada, fatalística;

b) todos os eventos relacionados á queda do casal de humanos originais como acidental.( * )


Vale lembrar que você vai a uma igreja evangélica, ouve sermões legitimamente bíblicos e escriturísticos sobre diversos temas ( e eles de fato são baseados no que a Bíblia ensina, revela  e diz ) e desconhece o que o pastor eventual ( visitante, conferencista, escritor ) ou até a denominação e a liderança crêem e entendem certas revelações preponderantes das Escrituras.

Explico: você eventualmente pode ter contato com uma interpretação da parábola do "Bom Samaritano" tanto em uma igreja, paróquia católico-romana feita por um padre católico, em uma igreja pentecostal, em uma igreja reformada, ortodoxa grega, mórmon, em um salão do reino da Torre de Vigia ( Testemunhas de Jeová ) , na IURD, na IIPD, IIDGD, etc, etc. Pode ouví-la do evangelista Billy Gram ou do Ricardo Gondim, do Silas Malafaia ou do Papa Bento XVI, do rev Caio Fábio ou do Estevam Hernadez. De mim ou do irmão Jorge F. Isah do blog Kálamos. São textos de inferência clara e de interpretação quase que unânime entre os que de alguma maneira se dizem cristãos. Mas sobre a queda do homem e o pecado original não é feita uma mesma e única leitura. A razão é que há mais consequências teóricas, inferidas na base, no arcabouço teológico que se erige a partir desse evento, mais do que ações comportamentais diárias. 

Nenhuma dessas igrejas deixará de cantar seus hinos, de ter os seus cultos e reuniões particulares, da forma como decidem e tem prazer, se ignorarem o relato de Gênesis referente à queda e maldição do homem. Entretanto há uma profunda divergência teórica entre os pontos um e dois ( a e b ) em muitas denominações, entre pastores e seminários, entre lideranças e professores de classe bíblicas. Fato é que  o  homem humilde do dia da conversão quase sempre deixa de existir, e dá lugar ao homem que explicita ( detalha teoricamente ) o seu próprio parto e faz dessa teorização algo mais preponderante, ainda que divirja da própria realidade acontecida. Nunca perca o foco e a simplicidade das Escrituras ( o que não significa não  ou falta de profundidade, superficialidade ).


Uma corrente, não primeira em uma eventual situação histórica de eventos ( faço uma inversão intencional nessa abordagem ) é a de que o evento da queda do homem tenha sido determinado, ou seja, o casal de humanos fez o que estava escrito no seu destino. Isso pode não aparecer logo de cara,em uma primeira abordagem bíblica e pode ser justificada enganosamente, como atribuída a uma particular soberania de Deus ( Deus teria todo o controle, TODO mesmo, nada acontece sem a sua casualidade, motor, logo a conclusão aprssada, imediata e aparentemente óbvia, é que Deus fez  Eva e depois Adão pecarem, e antes, Satanás, a antiga serpente induzi-los ao erro ).

Tal idéia soa palatável a ouvidos mais superficiais que se deslumbram com a ideia de dar a Deus a glória e reconhecimentos realmente devidos. Mas não é essa a questão, embora dar glória e reconhecimento totais a Deus seja algo que a Bíblia em todo o tempo, não obriga, leva o homem a esse reconhecimento lógico e inegável, mas por aspectos bem mais amplos.

Dentro do protestantismo temos o que tecnicamente se entende como paraprotestantismo. São igrejas paraprotestantes a Torre de Vigia ( Testemunhas de Jeová ) , a Igreja Adventista do Sétimo Dia, mais uma série de inumeráveis denominações menos expressivas e os Mòrmons ( Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ). Esses últimos, os Mórmons compartilham a posição "a" mas de uma forma bastante mais exarcebada, devida as suas imaginárias histórias que extrapolam o canom bíblico estrito. Resumidamente, crêem os Mómons que a queda do homem, ( a desobediência e pecado no Édem ) foi uma benção de Deus para a humanidade (!?!).

Trocando em miúdos, Deus predeterminou, induziu o primeiro casal de humanos ao pecado, pois só assim faria de todos os seres humanos pessoas melhores ( !?! ). Outros grupos e crentes que compartilham a posição "a", não tem a mesma leitura dos Mórmons obviamente, mas para esses, não seria surpreendente se erroneamente, é verdade, por inferência chegassem a mesma conclusão dita de forma tão explícita. 


A segunda posição enfrenta forte oposição dos que defendem a primeira, parcial ou terminantemente, afirmando que a queda do homem foi algo desastroso, indesejável, embora conhecida por parte de Deus e portanto permitida.

Os que defendem a primeira posição como os que defendem a segunda têm ambos problemas em resolver "tecnicamente" todos os problemas e consequências teológicas, incovenientes a sua particular confissão seja teológica ou denominacional.

Será algo que veremos mais detidamente em uma terceira parte dessa série de postagens relacionadas.

Um abraço. Deus o abençoe.

Por  Helvécio S. Pereira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

UMA SÓ SEGURANÇA: UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL COM JESUS CRISTO!

Quanto mais leio na web e através de livros e outros meios de registro do pensamento, passíveis de serem lidos, vistos e ouvidos, mais certamente constato que é de fato tão fácil depois de ouvir falar da Bíblia, da salvação em Cristo, tão facilmente é desviar-se da simplicidade da fé. Essa constatação terrível é real, factual e comprovável a cada dia. 

O natural desejo de ir além, de obter-se algo diferenciado ( espiritualmente falando ), de se distinguir-se de algo simples, singelo e que funcione, em troca de algo que nos faça sentir bem, é real e de múltiplos modos. A primeira vista todos nós observamos essa atitude nos outros e quase sempre é algo que nós não faríamos. Algo que parece exceder ao que é feito, ao que possui uma tradição. Dessa forma tememos e muitas vezes sabiamente evitamos a novidade por ser exatamente uma novidade e nada mais que uma reles "novidade". Outras vezes, após essa relação, o nosso olhar se dirige ao passado, para algo esquecido, desprezado, depreciado, mas singular, algo que nos pareça uma singular e importante descoberta.

Temos aí o primeiro grupo de risco, os que temem e rechaçam a novidade por ser novidade ( e podem estar certos nisso ) e adotam ou perscrutam em busca de algo perdido, esquecido, desvalorizado e que valha a pena ser trazido para o seu presente como um troféu. Você sabia que das heresias modernas, grande parte ou quase a totalidade são resultados de olhares presunçosos para algum passado?

Outro grupo é o grupo das novidades, das introduções oportunistas, das que chocam a maioria dos acomodados mas que atraem os que eram outrora apáticos. Temos aí um rol de práticas, métodos, achados, "descobertas", promovendo rupturas, adaptações, rompejos de criatividade. Boa parte dos comportamentos também heréticos têm essa características.

O grupo dos que voltam o seu olhar ao passado é aparentemente mais teórico enquanto o grupo das novidades é decididamente mais pragmático. Ambos tem importante sucesso em épocas e situações diferentes. Ambos se mantém em evidência e produtivos em sua sustentabilidade também em épocas e situações diferentes. As classes sociais que lhes dão sustentação em seu nascedouro como na sua manutenção também são diferenciadas. O ponto de partida para ambos é uma situação problema e o olhar para o passado em busca do Elo perdido ou do Santo Graal  é apenas um detalhe, bem como uma solução imediata adotada como novidade revelada. Os exemplos reais são pródigos mas me furto a listá-los por ora devido ao sintetismo da presente postagem.

A realidade é que a voz  da antiga Serpente parece rondar  os crentes após a festa no céus pelo regresso de cada filho pródigo, pois esses no mundo teriam aflições, sussurrando ao seus ouvidos numa antiga insinuação: " - É assim que Deus disse?" E o complemento insinuado, ou alguma parte faltante é imediatamente agarrada ocupando o lugar de direito, de primazia total e clara do verdadeiro  e realmente bíblico e único Evangelho.

Curiosamente saber, conhecer, provar do simples evangelho não nos dá tanto prazer como a experiência de saber mais do que os outros, de fazer parte de uma elite ou de um colegiado mais iluminado. Mesmo que signifique apenas muitas abelhas e nenhum mel.

Essa não é uma palavra agradável. Mas não reconheço meritoriamente muitos cristãos  evangélicos, no dia a dia, no mundo real que se pareçam com "pequenos cristos". E olhe que não sou do tipo que julgue tanto as pessoas, as igrejas, as denominações. Vistos de fora, de modo distantemente crítico, não daria para relacioná-los com o que pregam ou com as atitudes religiosas vistas no interior das igrejas e no calor ( dependendo como se vê ) ou no respeito dos cultos. Alguns são tão chatos, e tem um tipo de conversa e atitudes frente a várias situações triviais da vida, que os fazem intragáveis ( e isso em várias igrejas evangélicas diferentes ). Alguns você os praticamente odeia  de fato, quando passa a conviver com os mesmos no trabalho ou escola e até em momentos descontraídos de gratuita diversão e descanço. 

De fato  ( infelizmente ) foi-se o tempo em que nos alegrávamos ao ver alguém com uma enorme Bíblia de capa preta nas mãos, importando menos a que denominação pertencia. Hoje infelizmente, quando um aluno ou outra pessoa me diz que é membro da minha igreja ( que é hoje muito grande )  a mim nada significa ( infelizmente repito ). Não há como ter laços imaginários com alguém que não se teve tempo de construí-los. Hoje só chamo de irmão ( na fé e de consequente fato ) as pessoas mais simples, de fé mais singela, ocupadas não em grandes cargos, envolvidos em grandes projetos e ações na própria denominação, mas os que entregam folhetos, arranjam lugar ao visitante, sorriem-lhes, aos anônimos da obra de Deus, as viúvas da pequena moeda lançada ao gazofilácio, os que ora pela igreja em vigílias anônimas. 

Há irmãos e posições teológicas que descredenciam a tudo e a todos. É fácil descredenciar a IURD ( Igreja Universal do Reino de Deus ), O apóstolo Valdomiro Santiago ( IMPD ) ou o cunhado do Edir Macedo, o Missionário R.R. Soares ( IIDGD ) e por várias razões, que as conheço e não as discuto aqui. É fácil descredenciar  o rev. Caio Fábio na sua decadência explícita, revolta, individualidade, presunção. É fácil descredenciar o pr Silas Malafaia na sua crítica dos outros e defesa de si mesmo. A lista não pára por aí, descredenciar o casal Estevan e Sônia Hernandes, por seus descontroles financeiros e mico na América pelo dinheiro escondido na Bíblia. é fácil porque são evidentes, públicos, escandalosos, mais o que erram do que acertam. Esse é o grupo das novidades pragmáticas, metodológicas e estratégicas. 

Mas sempre houve o grupo do pé no passado, e nem sempre é o pé estritamente no passado de dois mil anos atrás, mas em um  passado conveniente,  na tradição  que confere poder, continuidade, aparente legitimidade, inerrância, referência, todos elementos positivos institucionalmente. Numa das minhas pesquisas na web deparei com um dos muitos artigos e trabalhos acadêmicos, um em inglês, intitulado " A nulidade do biblicismo no evangelicalismo atual " . O texto enorme, parte de um livro sobre o assunto de mesmo título de  talvez mais de duas centenas de páginas, ataca a leitura simples das Escrituras e defende com exemplos a adequação de sua mensagem aos ouvidos dos interlocutores atuais ( de nossa época ) com suas demandas, aspirações, cosmovisão e reparações ao que a Bíblia parece dizer mesmo para os nosso dias com letras garrafais. O autor se recomenda, como é de praxe, e torna legítima autoridade em desdenhar a Bíblia e o testemunho do mais simples dos crentes, como doutor por uma tal de Universidade  teológica e de um curso de Doutorado em Divindade.

Eu disse que é fácil desdenhar e descredenciar em vários pontos os neopentecostais e pentecostais brasileiros, tanto em suas multiformes práticas como nas  suas biografias dinâmicas. Mas de onde vem esse doutor, entre tantos, que se opõe a simples verdade Escriturística e aos que pela fé comprovam as suas eternas verdades? Justamente das igrejas históricas, plantadas com suor e lágrimas no passado, entre perseguições e mortes, fundadas com a fé fundamentalista ( sem redundância ) que hoje combatem. Essas igrejas que já foram bençãos para a humanidade e para o espalho do Evangelho, que geraram famílias e gerações de   crentes com a mesma fé, enriquecidas e prósperas na América, hoje são canteiros férteis de heresias insidiosas que perpetram a sociedade moderna, inimizade declarada as verdades escriturísticas.

Uma igreja rica que produz literatura, pensamento oposto as verdadeiras coisas de Deus, produz congressos, dá treinamentos, que diferentemente dos líderes neopentecostais brasileiro, todos de origem humilde, fáceis de serem descartados a priori, possuem títulos acadêmicos invejáveis por qualquer pastor terceiro mundista, falando vários idiomas, conhecendo as Escrituras na sua língua original e capaz de lê-las assim. Há bossais na América e na Europa ( pastores e padres, na Holanda, Irlanda, Noruega, bem como aqui mesmo... ) porém enquanto aqui temos um ( pode ser encontrado no Youtube ) que conclui que a terra é QUADRADA, isso mesmo, com base na declaração do Senhor  Jesus, de que o "Evangelho seria pregado nos quatro CANTOS da terra". Lá nos EUA e na Europa, temos dezenas com excelente escolaridade secular e teológica, que buscam a todo momento "chifres na cabeça de cavalos". E como a teologia brasileira é submissa a autores estrangeiros...e mais, como nos seminários evangélicos, os melhores autores em certos assuntos da teologia, são ainda  católicos romanos, imagine!

O que quero dizer com essa conversa toda? Simples e direto: sem uma experiência real com Jesus Cristo e sem uma intimidade real com Ele que o faça depender dEle e só dEle em todos os assuntos, esse novo crente estará fadado seriamente a se desviar do foco principal e ter, repito fatalmente, uma vida religiosa, com cores diferentes, matizes diferentes, preferências diferentes, mas tão religiosa como qualquer religião, incluindo pagã ou mesmo cristã.

Católicos  romanos ativos em suas comunidades e na sociedade, são apenas bons religiosos e bons cidadãos. Evangélicos, crentes, crentes reformados, pentecostais, neopentecostais, paraprotestantes, bons nas suas igrejas, fieis em suas congregações, pastores profissionais, liderados obedientes ou líderes ativos e déspotas, são apenas religiosos a mais no mundo. Nada mais do que isso! A não se que tenha em si uma vivência espiritual com o testemunho íntimo de algo lhes tenha acontecido e os tornado diferentes, mas não segundo a sua própria imaginação e autojustiça, mas segundo os padrões estritamente bíblicos.

A profissão de fé, por si, ( entenda o que eu digo e não distorça o que eu estou a dizer ) é apenas uma concordância com o seu clube, com a associação humana, institucional que é a igreja. Sem ela você não está dentro. Você me entende? Sabe o que estou dizendo? Ela pode e é legítima, até biblicamente legítima, mas só e somente corresponde,r com o que você diz no seu coração perante o Senhor das Escrituras, diante do Senhor da Palavra, que diz que ela (  a Palavra de Deus ) não volta vazia mas faz sempre o que Lhe apraz!

Ou seja: você pode ser um crente reformado e nunca ter nascido de novo! Você pode ser um crente pentecostal mas nunca o poder miraculoso de Deus se manifestou através de você! Não é a solenidade reformada e nem o barulho dos cultos e reuniões pentecostais que farão de você um crente agradável a Deus. Ou seja: você sozinho diante do mundo nada acontecerá, o mundo o engolirá! Você não é como a serva de Naamã, você não é como Hagar sozinha com seu filho no deserto! Você não é como Abraão na incógnita do próximo momento no monte, prestes a sacrificar seu filho Isaac. Puxa! Estou falando como um fundamentalista!!


Você pode entupir a sua mente até o topo com uma biblioteca  teológica ( não que seja algo ilegítimo e errado diante de Deus, questão de prioridade. ), mas eu quero que saiba, que antes de você, muitos já subiram até o mais alto desses degraus e desceram incrédulos! Espalham  o fel da sua incredulidade e dúvidas complexas, pois não se contentam em seu orgulho em contê-las somente para si mesmos. Sua morte, o dia de sua partida, não será preenchida pela paz dos que crêem simplesmente. Na morte do grande cidadão Darcy Ribeiro, ateu graças a onda de acadêmica materialista que fez mais de duas gerações de ateus materialistas, ao seu lado ( segundo depoimento do próprio teólogo em questão, colega de turma de curso teológico do atual papa Bento XVI ), Leonardo Boff o qual deixou  partir para eternidade ( o Darcy Ribeiro com a idéia de que Deus não é Pai mas Mãe (?!) nem masculino nem feminino ( seria Deus "gay " segundo o cantor "super star" Elton John? ) Você ri ou se assusta, achando que isso acontece só no arraial católico romano com as suas visagens teológicas? Convide o Ricardo Gondim para as últimas palavras no seu leito de morte e pague para ver...não vai sair coisa seguramente boa...

Pessoas encontram ao Senhor todos os dias nas mais diversas igrejas, a meu ver isso é bom, muito bom, é obra de Deus. Muitos questionam a "qualidade espiritual e teológica" desses novos crentes e dessas igrejas as quais se unem.  Calvinistas naturalmente reclamam de tudo que não reflita a teologia particular calvinista e duvidam de tudo que escape dos seus cinco pontos ( embora a contragosto, hoje se tenha calvinista para todos os gostos, contrariando a lógica teológica calvinista, até calvinista pentecostal ou será pentecostal calvinista? ) e se põe como julgadores ( não todos é verdade ) de tudo o que é feito pelos demais crentes e pelas demais igrejas. Contrariam esses à sua própria lógica, de que o Deus bíblico pré-determinara todas as coisas. Ora, para mim, que não sou calvinista, mas concordo com Arminus, que acho que, não como compreendem, Deus na Sua plena Soberania  e real Onipotência deixou muita coisa em aberto ( e isso definitivamente não é o teísmo aberto, só porque querem criar mais um inimigo do calvinismo para sua autopromoção ); creio que Deus dá conta do recado, plenamente, e tem todas as coisas em suas mãos. Só que Ele puxa as cordas no presente também, é um Deus operante hoje e agora. Logo a forma como usa qualquer um que com e "Ele ajunta e não espalha", escapa a nossa mais simples e imediata percepção.

O Evangelho  é pregado pelos mais diferentes tipo de crentes, cultos, simples, simplórios, ricos, pobres, homens, mulheres, jovens, de etnias diversas e até inimigas, etc. Via as mais diferentes igrejas ou ministérios, como queiram, mas a marca é sempre a mesma, a da testemunha e do testemunho efetivo. Ou seja, do cego que disse aos seus interlocutores: "Eu era cego e agora vejo!". A mesma marca que une todos os crentes nesses dois mil anos, aparentemente interrompidos da efetiva pregação do verdadeiro e genuíno evangelho, pela longo período das trevas, a  idade média.

Dessa forma não é necessário ser calvinista pare ser o melhor crente e não adianta e ser calvinista para sê-lo igualmente. Nem o pentecostal será melhor crente do que o calvinista por ser pentecostal ou ainda o neopentecostal. De fato ser calvinista pode ser uma perda, ser pentecostal ou neopentecostal igualmente. O que de fato importa é o quanto de real você meu irmão, foi tocado um dia pelo Senhor Jesus como Saulo no caminho de Damasco. Um religioso, ainda que religioso evangélico, confessando tudo o que a sua denominação confessa e proclama como confissão de fé, só consegue fazer de outro ser humano um religioso igual a ele mesmo. Não adianta "dorar a pílula", essa é a verdade, bíblica e única! Porém um nascido de novo, com testemunho real, diante dos demônios e da eternidade, tem a sua palavra testemunhal, e a sua proclamação do simples Evangelho efetivamente eficiente. A esse crente tudo o que a palavra inerrante e eficaz registrada nas Escrituras diz, se cumprirá na sua vida e na vida  das pessoas que ouvirem seu testemunho.

Conheço um pastor, ele me batizou, batizou a minha mãe antes de mim, e embora não seja teologicamente simplório, em mais de trinta anos ( trinta e cinco para ser mais exato ) nunca em nenhuma de suas pregações ( você pode dizer que eu não ouvi todas e de fato não, mas uma grande parte e elas hoje estão registradas cada uma em um livreto que pode ser lido e distribuído gratuitamente ) se apoiou em citações de teólogos, mas só na simplicidade do que dizem as Escrituras. Isso sempre diante de qualquer plateia, de ricos, de cultos, de outros pastores, de farta bagagem teológica acadêmica, até superior a dele.  A sua pregação sempre foi e  é escriturística. Se houver na plateia um biólogo de Havard, esse biólogo de Havard vai ouvir sobre a queda, sobre Adão e Eva, sobre o Jardim do Éden, sobre o dilúvio, sobre os pecados de Sodoma e Gomorra, sobre a ressureição de Lázaro, sobre a morte e a ressureição de nosso Senhor Jesus Cristo. Sobre o amor de Deus expresso em João 3:16, sobre o céu e sobre o inferno. Sobre a ordenança do último verso de Marcos 16; sobre o recebimento do poder em Atos, com a descida do Espírito Santo. Vai ouvir que o mesmo Jesus do passado cura ainda hoje, tanto quanto nos dias em que  andou sobre essa terra. Vai dizer que esse homem e essa mulher culta e rica, devem escolher seguir ao Senhor e tal qual uma outra pessoa miserável, inculta, desfavorecida, diante de Deus são também miseráveis, pobres e nus. Que uma vez aceita essa verdade e colocada a suas vidas sob o Senhorio, governo, posse do Salvador, todas as coisas velhas serão passadas, nascerá então  um filho e uma filha de Deus, e que por cada um deles, há uma festa nos céus. E que a todos que o receberam, deu-lhes o poder de serem filhos de Deus. Esse é o Evangelho simples e que deve ser proclamado. E esse é o melhor momento da vida do crente. Se morrer ali entra exuberante no céus.
Pois não é que a despeito dos muitos e variados testemunhos de cura, e de tantas maravilhas reais, com a conversão de milhões de pessoas em todo o mundo, conseguimos estragar essa maravilha e  essa benção?


Em que se apóia genuinamente a sua atual experiência cristã? Na sua denominação? na teologia da sua denominação? No seu prazer teológico religioso ou na sua real comunhão com Deus? Você ouve a voz de Deus em seu coração? Você é guiado por Deus nas grandes e nas pequenas questões? Você tem testemunho a contar? O que espera  de Deus intimamente em  em sua vida? Há poder de Deus em sua vida ou todas as suas compreensões são teóricas como as de Jó antes da definitiva experiência com o Senhor? Há o glorioso testemunho do perdão e portanto da salvação em sua vida? Você se acha melhor do que o dia da sua conversão? Ou mais autossuficiente ou mais docemente humilhado, dependente, sensível e pronto?

Espero que tenha entendido e que não se apoie nem em achados do passado e nem em invencionices do presente para , sentir-se, ser ou mostrar-se melhor. Amém. 

Que o Nosso Deus seja misericordioso com cada um de nós efetuando as correções de percurso necessárias as nossas histórias individuais em nome do Senhor Jesus. Novamente Amém!

Por Helvécio S. Pereira

domingo, 4 de setembro de 2011

O DETERMINISMO "BÍBLICO"

Tenho que me posicionar, e não o faço com satisfação. Sei que para alguns sou tido como um que não reconheça que haja gatos "não pardos", pois ao invés de ficar "descendo o pau" em todos os movimentos que não se enquadrem em minha visão particular do que seja a obra de Deus, aceito que Deus é Senhor da Sua igreja invisível e usa as diversas igrejas visíveis ( não todas com seus movimentos e posições teológicas  ) para salvação de perdidos que venha a crer em Seu Filho Jesus Cristo, único nome dado nos céus e abaixo dele para que venhamos a ser salvos.

Não há uma igreja perfeita, e mesmo dentro as evangélicas uma que seja irrepreensível, seja na sua história, tradição, teologia e prática ( se houvesse verdadeiramente todos deveriam concorrer para ela justamente ). O que promove salvação é o testemunho contundente e real dos que já crêem em direção aos incrédulos e desconhecedores da vontade perfeita de  Deus conforme reveladas na sua inerrante palavra, registrada nas Escrituras, na Bíblia Sagrada.

Há entretanto uma posição, que aparentando inofensiva ( e não o é ) é valorizada e defendida como algo de extrema relevância ( como é colocada ) e como elemento "novo" e relativizado para os que não a confessam de forma literal e como é rezada ( repetida, registrada ). Para eles, os calvinistas, Deus não é soberano para mais ninguém, só para eles. Essa "nova verdade" é levada aos outros, em uma conversa inicial como algo novo, e  portanto completamente ignorado pelos outros. O que não é a verdade.

Aparentemente a Soberania de Deus, seja algo não só relativizado, mas ignorado, e porque não negado por setores cristãos, particularmente protestantes ( não-católicos, embora no catolicismo romano haja também os dois posicionamentos, um do lado oficial e outro do lado não oficial ). Já explico.

Um Soberano é um que está acima e cujo poder seja total sobre as pessoas, território e ação ( tomando-se pro referência a forma de governo desenvolvida entre os homens desde a antiguidade em que um indivíduo dirige todos os demais e é , inclusive, senhor de suas vidas e mortes ). Deus sob essa compreensão é soberano, todo-soberano e não há como ser de outra forma. Algo tão grande como o universo, tão exato como o seu funcionamento ou tão exuberantemente exagerado, como o noticiado essa semana, como a descoberta de um planeta de diamante cinco vezes maior que a nossa terra, só pode ser  resultado da ação de um ser decididamente supremo. Alguém em plena lucidez, como cristão principalmente, pode se levantar contra isso?

Logo essa "soberania" não é nenhuma "novidade", mas como é colocada induz as demais pessoas, crentes no caso, a pensarem que não creditam a Deus esse reconhecimento e essa posição exaltada. Assemelha-se muito nitidamente a intimidação das "Testemunhas de Jeová" quando argúem as demais pessoas e aos demais cristãos, se sabem qual o nome de Deus. As pessoas confusas acham que sinceramente não sabem, sendo essa questão irrelevante, segundo as suas próprias Escrituras. 

De fato é um chamarisco a próxima questão: Deus é soberano por haver  determinado toda as coisas na eternidade. E que determinação é essa? Tudo ( mas tudo mesmo, de modo total e genérico ) o que acontece no tempo ( ontem, hoje, amanhã, em qualquer tempo e lugar, etc ) já foi decidido, alinhavado, escrito, em algum "momento" fora da esfera do tempo.

Aparentemente palatável ( quando das exposições teóricas e arquiteturalmente teológicas ) são inconsistentes ( não só para os olhares de crentes ) mas dos problemas reais, factuais. Senão vejamos: Beltrana casou-se com Sicrano. Das duas uma: Deus os casou de fato, independentemente do que resultará essa união real ( Sicrano mata Beltrana por ciúme, Beltrana tem um aborto, Sicrano se mata, Sicrano e Beltrana se tornam, ele presidente dos EUA e ela primeira dama ); ou Sicrano encontra Beltrana e por ela ser sexi e inteligente, de mesma etnia, terem os mesmos ideais, se casam e se tornam o casal mais poderoso do mundo. Há uma terceira opção ou leitura que explicitarei depois ( talvez nessa postagem ou em outra própria ).

Essa posição palatável de que tudo esteja já determinado e que não há nenhum escape nem é originalmente cristã, fartamente encontra-se aceita e defendida entre o paganismo ( visto como tal de dentro da esfera cristã ) e mola mestra do mecanicismo e materialismo ateísta. A diferença é que entre os teístas ( incluindo cristãos ) há um ser ou força ( as vezes forças ) além das materiais e entre os ateus uma lei, uma dinâmica estabelecida que gera essa progressão de acontecimentos.

Embora criticado e ironizado por um irmão, citarei da wikipédia, como poderia citar de qualquer outra fonte, afinal trata-se de conhecimento público e incontestável:

Determinismo (do verbo determinar, do latim determinarede - prefixo de negação - e terminare - terminar, limitar, finalizar - assim determinare significa literalmente "não-terminar", "não-limitar") é a teoria filosófica de que todo acontecimento ( inclusive o mental ) é explicado pela determinação, ou seja, por relações de causalidade.
Embora em seu sentido mais vulgar determinismo se refira a uma causalidade reducionista (redução de todos os fenômenos do universo, por exemplo, à mecânica ou à química), causalidade não necessariamente é sinônimo de reducionismo. Há vários tipos de determinismo, cada um definido pelo modo como determinação e causalidade são conceitualizados.


Logo  pelo tão aventado "determinismo bíblico" não haveria de fato nenhuma novidade, pois seria o mesmo do que todos professam ( cristãos e crentes ), ou seja: Deus é a causa de todas as coisas, essas só existem por seu ato criador. Não há outro criador segundo a Bíblia, as Escrituras, só Ele ( Gênesis 1:1 ).

Mas não é isso que sugerem os pregadores do pressuposto " novo determinismo bíblico" ( tem quinhentos anos ). De fato tudo o que acontece é causado única e diretamente por Deus. Ora aparentemente não há problemas em propalar tal coisa no nível teórico. Mas vejamos, uma criança de seis anos foi atraída por um pedófilo, morta, esquartejada e abandonado o seu corpo numa mala de viagem em uma estação de metro. Os mais radicais e defensores desse tipo de determinismo dirão: foi algo determinado por Deus. Por mais lamentável, irrazoável que se pareça ( e o é de fato ), Deus determinara que isso acontecesse. Outros dirão: não pode ser, isso não se alinha a compreensão e apreensão do que Deus seja segundo as próprias Escrituras, Deus como Ser supremo e perfeito de amor.

Aí se estabelece um problema teológico, uma equação que tem que ser obrigatoriamente resolvida ( embora a maioria de seus defensores, pelo menos atualmente, experimentaram  em suas próprias vidas algo de igual impacto, permanecendo  confortadamente na distante teoricidade do problema ). Ou Deus determinara todos os acontecimentos ( visto não ser algo isolado ) ou deixou-lhe que ocorresse.

Na nossa formulação mental excludente, só concebemos uma ou outra situação. Não há um terceiro modelo e mesmo quando formulado teoricamente, trata-se apenas de uma variação ou condecendência de um dos dois anteriores e primitivos. Ou Deus é causa do fato ( causa, motor, desses e de todos os demais  ) ou não o é de nenhum .

Dessa forma o próximo dilema é se Deus é DEUS, ou se não é DEUS sendo Deus. Não é a Sua existência que está em xeque entre os crentes mas o alcance de sua potência, ingerência, nos destinos individuais e coletivos de suas criaturas, no caso mais direto, nós os homens. 

Permeia esse problema a Justiça, a faculdade divina de julgar e executar de forma justa todas as coisas. Deus tanto poderia ter interferência e casualidade em todas as coisas e ser injusto, que ou quem poderia lhe dizer o contrário ou lhe arguir sobre esse assunto? Mas crentes cristãos e até não cristãos atribuem ou reconhecem em Deus o atributo de perfeita justiça. A criança no caso não merecia aos seis anos de idade tal destino, não há dúvida sobre isso.

Alguns defensores desse tal determinismo explicam que nós fazemos escolhas mas que essas escolhas são predeterminadas por Deus, e isso parece soar muito mais agradavelmente a alguns ouvidos sinceros.
E eu pergunto: quando? sempre? de vez em quando? em certos casos? E no caso da menina da mala? A propósito foi um fato verídico, não um problema inventado por mim para essa reflexão. E nos casos em que legitimamente fazemos escolhas que nos convém  ( namorada, namorado, cônjuge, carro novo, casa, apartamento, profissão, etc. ) Por esse pensamento toda as desigualdades individuais e sociais seriam causadas, determinadas, na acepção da palavra, por Deus única e exclusivamente. Essa tese não resiste a confrontação mais sincera dos infindáveis fatos e inumeráveis casos a serem problematizados para tirar a prova de sua coerência.

Mas não é só frente aos fatos e exemplos da realidade, factuais, chamados a uma análise, mas ao que é encontrado como vasto e multiforme registro bíblico. A história bíblica não é engessada de fato,  sob  nenhuma análise equilibrada e distanciada. Ou seja não há respaldo bíblico e portanto escriturístico para essa apreensão da realidade. O contrário e é verdade, há uma revelação de uma história humana dinâmica, em que a graça e amor divinos podem e, são de fato rejeitados ou aceitos, em que destinos são mudados para pior  e melhor do que seriam originalmente.

Nessa análise, a causa ( vista como a criação ) de todas as coisas é de fato de Deus. Mas como tal teoria é tão apaixonadamente defendida acima até de outros pontos, igualmente e aparentemente, tão relevantes quanto? A resposta é porque é conveniente. De fato o elemento que dá sustentação a uma doutrina particular: a da eleição do salvo, a dupla predestinação ( a do eleito e a do não-eleito ).

Segundo esses os crentes só são salvos por serem esses pré-determinadamente escolhidos para tal. Segundo esse pensamento, na eternidade em dado momento, Deus por motivo nenhum, determinou que o João e Maria seriam salvos e que o Sebastião e Joana seriam perdidos.  Quando questionados, inquiridos respondem com um solene " mistério". O contraditório é que ambos os casais de nosso exemplo virtual, são igualmente imerecedores dessa salvação. Portanto dessa forma não há base alguma para que um deles seja beneficiado, agraciado e outro preterido. E nem eles podem explicar esse problema teológico factual. Recorrem a compreensão particular e genérica de uma "soberania de Deus"  convenientemente descrita por eles.

Os problemas não param por aí: se Deus "viu" o futuro e os elegeu, esse "Deus soberano" não é de fato soberano pois se submete ao que apenas viu. Se Deus organizou e realizou esse futuro, ele não precisou ver o futuro, o fez acontecer, movendo as peças todas, mas o resultado real ( já que o nosso presente é resultado disso ) não coaduna com a Sua perfeita justiça e perfeito amor, a não ser que o Deus cristão seja semelhante ao Deus do Islã, um Deus não inteiramente confiável, pois não está de modo nenhum restrito a uma coerência, tratando-se factualmente de um Deus instável.

Para resolver mais esse "problema" Deus passa ser a origem do mal, sendo o mal agora uma entidade quase física, material. O mal portanto não é uma ocorrência, como as trevas são a ausência da luz ( discussão feita há muito tempo por Santo Agostinho ) e nem uma possibilidade, mas possui uma identidade e uma materialidade. O mal não decorre da não obediência, da desobediência ( pois textualmente nem há espaço para tal como fato ) mas o mal foi criado para danar com toda a criação de forma planejada e pré determinada. É como se Deus achasse muito chata toda a perfeição que fora capaz de criar e resolvesse "danar" com toda essa perfeição constituída de somente todo o bem perfeito. 

Nessa perspectiva Satanás é um ser criado para trazer o mal a existência humana ( embora antes já o tenha feito em parte no céu ). Satanás portanto não se rebelou e nem um terço das estrelas do céu ( os demais anjos caídos que o seguiram na sua rebelião ). Deus estaria por traz de tudo isso, como causador primário de todas as desgraças, sejam coletivas ou individuais. A própria queda do homem, se aproximaria da compreensão deformada ( compartilhada pelos Mórmons ) de que a queda ( o pecado de Adão e Eva ) foi de fato uma benção para a humanidade. 

Em nome de que tudo isso? Em nome do que convenientemente pode ser esposado por quem se sente beneficiado sentimentalmente pela idéia de ser eleito e os demais não. Dizem: somos crentes por havermos sido escolhidos deste a eternidade para sê-los. Muito conveniente pois se um perdido ( não -eleito )  pudesse ter a consciência de que estaria perdido, de modo algum, se alegraria em proclamar tão famigerado e frágil no quesito argumentativo, de um particular "determinismo bíblico."

Trata-se de uma profunda contradição não percebida ou conscientemente ignorada: a de que a pregação do Evangelho seja uma farsa ( sob essa ótica ) já que todas as cartas estão já previamente marcadas. Segundo eles nenhum eleito ( salvo ) pode ( pelo fato de ser previamente eleito ) perder a salvação ou deixar de ser salvo. Do mesmo modo nenhum perdido ( não eleito ) pode chegar a compreensão da salvação ou da fé em Deus. Sã duas situações definidas antes do indivíduo vir a existir contrário ao que a Bíblia declara que a situação de perdição-salvação só é de fato irreversível após a morte.

Para tal outro problema teológico tem que ser convenientemente resolvido ( de fato não o é, se tem apenas a ilusão de sua solução ) o da vontade ou liberdade humana. Se Deus determina tudo não sobra espaço para o homem se autodeterminar em nada. E se por outro lado o homem possui algum espaço de exercício de autonomia e vontade, Deus deixa de ser deus por ter perdido alguma parte no todo de sua determinação ou soberania como é por eles colocada.

Dá-se um nó na cabeça do ouvinte e esse não escapa mais, pois não possui argumentos  que aparentemente demova os seus defensores que repetem sempre as mesmas afirmações e só usam os versículos bíblicos que aparentemente lhes sejam convenientes. Nisso ou não são honestos com os outros ou consigo mesmos ou são incapazes sim se aperceberem do erro. Qual deles teria uma esposa originalmente feia, inculta, deficiente física, se não pudesse escolher? Qual deles compraria um carro ultrapassado, feio, usado, se pudesse comprar um excelente modelo, bonito e caro? Qual deles ( pastores no caso ) escolheria a pior igreja, no pior lugar com os piores membros? Aceirariam ser "homens de Deus" sem salário, sem plano de saúde, sem moradia e escola para os filhos? Teriam eles todos os filhos que todas as relações sexuais conjugais lhes possibilitasse ou fariam um planejamento familiar?

Questões simplórias como essas sempre não são aventadas nos seus debates teológicos, são reveladoras da fragilidade de suas teses tanto quanto a famigerada proibição da transfusão de sangue das Testemunhas de Jeová, ou o Sábado dos Adventistas do Sétimo Dia. Reivindicam a Bíblia tanto na defesa de seus pontos como numa eventual refutação dos mesmos. Mas desconsideram os textos inconvenientes e desqualificam o que lhes apresentado em refutação. Bradam "Só a Escritura "quando lhes é praticamente impossível a defesa de seus pontos somente com ela, sem a recorrente citação e apoio de não pouco número de teólogos que só repetem com outras palavras os poucos pontos por eles levantados. João 3:16 é descaracterizado de tal forma são deformadas as traduções e o sentido principal das palavras "mundo" e "todo". O principal versículo da Bíblia usado para evangelismo do não crente pela massacrante maioria das denominações evangélicas é convenientemente ignorado pelos calvinistas. E eu pergunto por quê será?

A Bíblia diz que Deus é de fato soberano e em toda a Escritura Deus é assim descrito. Nas palavras do próprio Senhor Jesus: a Deus todas as coisas são possíveis ( até as decididamente difíceis - não aparentemente-  um rico entrar o reino dos céus ). 

A Bíblia diz que há coisas que não vem de Deus: os filhos de Israel queimando seus filhos a Moloque e um inimigo ter semeado o joio entre o trigo, só como exemplos escriturísticos.

A Bíblia diz que o homem escolhe e que essas escolhas determinam o seu destino. Isso é demonstrado exaustivamente nas Escrituras, não uma, não duas, não três ou apenas dezenas de vezes, mas muitas e muitas vezes.

A Bíblia deixa claro que o futuro do homem é feito como seu presente e a partir das escolhas que faz a cada passo. Homens e mulheres aparte do conhecimento de Deus podem dEle se achegar e ser por Ele abençoados. Do mesmo modo, pessoas que tinham todo o favorecimento para conhecê-lo e servi-Lo por suas escolhas caíram em maldição e desgraça. O mal foi feito mesmo sob o avido de Deus e o mal foi desviado pelo arrependimento ou intercessão de justos.

A vida dos homens é mostrada como algo dinâmico onde a benção e a maldição são colocados diariamente diante dos homens. Cada indivíduo responde aos apelos divinos, as oportunidades, de modo diverso. Sodoma e Gomorra, segundo o Senhor Jesus Cristo, teriam se arrependido se seus habitantes depravados tivessem visto e ouvido o que os habitantes de Corazim e Betsaida ouviram da boca do próprio Senhor e viram acontecer diante de seus olhos. Se Abraão tivesse reduzido mais ainda o número de justos na sua intercessão por aquelas cidades, Deus teria poupado Sodoma e Gomorra.

Ló foi salvo do julgamento, mas os valores por ele priorizados ( escolhera livremente a melhor parte da planície )  não livraram a sua descendência de serem um povo inimigo, por séculos a sua frente, dos descendentes de Abraão. Sara, mulher de Abraão não teve fé em Deus levando Abraão a ter uma saída legal, segundo a cultura da época, legitimamente humana. Sara de fato era incrédula, ou pleo menos de pouca fé ( seria a mesma coisa? ). O resultado é a existência de dois povos que se degladiam até os dias de hoje e de duas religiões que se anulam uma a outra: o islã e o judaísmo.  Dois povos abençoados economicamente segundo a fidelidade de Deus, os árabes e os israelitas, ambos odiados e apenas suportados pelo mundo a sua volta.

Seria isso uma diminuição da pressuposta Soberania de Deus? Obviamente que não, mas o registro real, não caricaturesco do que Deus é e como age no universo e na humanidade. Não é claro, ao que convém a sua compreensão particular. 

Mas restringe somente a essas questões? Não. Muitas outras acessórias lhes são circundantes. É impossível ser calvinista sem confessar os seus cinco ou pelo menos quatro pontos, mas há uma série de negações bíblicas confessadas e defendidas explicitamente por um calvinista. Se não vejamos algumas, se não todas:

Um calvinista não crê sinceramente que a ordenança de Marcos 16:15 seja para nós em sua totalidade. Curiosamente se apoia no chamado dos discípulos pelo Senhor Jesus, em que Ele afirma não terem eles O escolhido, mas Ele ( Jesus Cristo ) a eles. O curioso é que ambas as declarações são  da mesma pessoa e no intervalo histórico-temporal de apenas três anos. Como pode uma ter um valor para a hoje e a outra não? Conveniência é a resposta.

Portanto não há expulsão de demônios ( mesmo porque para eles demônios não tem poder sobre as pessoas ). Isso contraria o que é encontrado nas Escrituras em que o próprio Senhor Jesus afirma clara e e inequivocamente que Satanás havia escravizado uma mulher tanto tempo.

Não há para eles curas divinas, embora defendam a oração por alguém doente ( segundo uma declaração de um irmão, até uma criança pode orar por um enfermo na igreja e que ninguém de fato está acima de outro para fazê-lo ( ??! ) E como fica o que a Escritura reza, diz, que a uns é dado o dom de cura, outros de profetizar, etc? Aliás João calvino foi tuberculoso por quatro anos até a sua morte, se cresse na cura divina, a sua biografia talvez pudesse ser diferente.

Os dons espirituais ( línguas estranhas, profecia, cura, etc. ) não são para hoje e não há o batismo no Espírito Santo como segunda benção. De fato não só eles que negam essa experiência descrita nas Escrituras, mas enquanto outros podem mudar de opinião ( batista, presbiterianos, metodista, adventistas, católicos, etc. ) pelo exame dessa descrição escriturísticas, eles não e nunca. Já viu calvinista pentecostal? falando em línguas e profetizando, expulsando demônios? * VIDE ADENDO AO FINAL DESSA POSTAGEM

Há uma tendência em nome da "soberania de Deus", defendida particularmente por eles ( não há estritamente bíblica ) em afirmar que o milênio já começou. Há uma extensa discussão entre eles acerca dos detalhes do período que abrangeria a atualidade e as últimas coisas, bem como a situação de Adão e Eva antes da queda. Outras "menores" que negam a perfeição, ou pelo menos discute, se Adão e Eva antes da queda, eram ou não perfeitos, pois se fossem perfeitos, não pecariam. Convenientemente negam  a capacidade de Adão e de Eva em "não pecar" e também da realidade da provação de Cristo. Teria o padecimento de Jesus e suas tentações terem sido uma encenação, sem risco real possível, de ter caído em alguma delas? Em nome de, e atrelado a particular compreensão da "soberania de Deus", Jesus não poderia ( não de potência mas de possibilidade ) e  ter pecado, e portanto toda a sua prova teria sido apenas de fachada. Não é o que a Bíblia novamente afirma: "em tudo foi tentado como um de nós."

Finalmente mui pouco sinceramente, o mais apropriado a suas crenças, seria colocar no alto e a frente de   suas igrejas: "RESTAM POUCAS VAGAS" ou "HÁ AINDA LUGAR, DESDE QUE NÃO SEJA O MEU". As declarações hoje facilmente encontráveis na web não são manifestação de amor cristão mesmo entre eles ( calvinistas de carteirinha ), como já li não poucas vezes, xingamentos e manifestação pouco ou nada educadas, de dúvida em relação a salvação de um outro irmão também calvinista, por um simples detalhe interpretativo das Escrituras ( embora crentes sem amor e sabedoria não seja uma característica de irmãos calvinistas e nem haver essa relação de causa e efeito ). O que tem de crente maluco de pedra, sem a mínima demonstração de sabedoria, temperança e amor, a web desnuda isso todos os dias.

De positivo a fé no Senhor Jesus como único e suficiente Salvador e Senhor, salvação essa unicamente pela graça. Entretanto aos menos avisados fazem dessa verdade irrefutável uma bandeira de sua teologia, coisa  que de fato não  é. O grande instrumento da Reforma protestante foi Martinho Lutero e se hoje há  umacompreensão da Salvação pela fé exclusivamente, e pela Graça, não pelas obras, se deve sobejamente a ele. Fazer de João Calvino e seus devaneios teológicos, o provedor e restaurador dessa verdade é uma injustiça histórica.  Aliás, o maior defensor da teologia calvinista, designado para defendê-la a certa altura também histórica, e constantemente execrado pelos calvinistas, foi justamente Jacob Arminius, do qual e para o qual, não se exige a visibilidade histórica e o louvor dado a Calvino.

O calvinismo tira do homem a possibilidade de ouvir o evangelho e crer nele, pelo menos em termos amplamente claros. Calvinistas evangelizadores há certamente em grande número, mas creio serem assim mais motivados por um justo e louvável sentimento em relação às pessoas e uma prontidão para tal, do que por coerência doutrinária. Muitos se esforçam para adequar o que crêem a essa postura evangelizadora e são combatidos e descredenciados pelos mais radicais ( vide os neo-calvinistas vistos com desdém e desconfiança pelos calvinistas até moderados ). 

O calvinismo é fonte ( não ele exatamente mas a trilha deixada por ele ) de um grande número de inimigos do cristianismo e de Deus, a semelhança de pessoas educadas na teologia católica-romana e judaica. Ateus ativistas no mundo ( na Europa e América do Norte tiveram educação calvinista ou católico-romana e alguns ( em bom número ) são filhos de judeus. Ricardo Gondim, entre tantos, é um exemplo de apostasias e negação de verdades bíblicas como reação às antigas crenças calvinistas.

Trata-se de uma cruzada aos calvinistas e aos que o defendem? Não. Definitivamente não! Mas deixá-los falando sozinhos como  as suas afirmações fossem e se rivalizassem com a verdade bíblica é demais. Se não fosse a mensagem "arminiana" o número de crentes no mundo, e todos os movimentos que revitalizaram a igreja evangélica não teriam existido, e isso não é uma opinião, são fatos históricos. Por outro lado em grandes heresias como a dos Mórmons, Adventistas do sétimo dia, Testemunha de Jeová. Reverendo Moon, seus fundadores passaram por igrejas calvinistas, mais exatamente presbiterianas.

Culpa das igrejas presbiterianas e pelo fato de serem calvinistas somente? Não, evidentemente. Se eu fosse calvinista culparia a Deus. Como não sou culpo cada um pelos seus próprios pecados. Aliás um irmão ( calvinista ) me lembrou algo que jamais tive oportunidade de nem sequer cortejar, ( estudei a certa altura mas ficara no conjunto das informações não essências ) de ser ou parecer  "molinista"pelo simples fato de que não iria alinhar - a um teólogo para ter uma compreensão bíblica - a Bíblia me basta graças a Deus, não é somente um bordão  apenas conveniente, de "Só a Escritura".

Por ora: a Soberania de Deus estritamente  bíblica não se confunde com a defendida convenientemente com base em uma teologia para dizer o mínimo, particular. Não é a única que penso não dever ser defendida ( há muitas outras que representam perigo e laço para aquele que teve a oportunidade inigualável de conhecer ao Senhor )  e portanto deve ser evitada e refutada convenientemente. De fato o ser humano é tentado, mesmo tocado pela genuína experiência da conversão, submeter-se pela vaidade a alguma novidade "pós conversão" e a beber em águas desnecessárias. Mas eu, ao contrário do que crêem, compreendo o perigo e a realidade da liberdade de escolha.

Por Helvécio S. Pereira


ADENDO 


*opiniões curiosas acerca das posições teológicas 
em foco atualmente ( ?! )

* O mais surpreendente, é que nas minhas muitas visitas na web, foruns, sites denominacionais, blogs, os calvinistas festejam a sua defesa apaixonada e muitas vezes acompanhada de atitudes e declarações indelicadas, não só com os que discordam deles em pontos diretamente relacionados ao calvinismo mas quase nunca em pontos inconciliáveis que não afetem o mesmo calvinismo. Por exemplo: encontrei irmãos calvinistas que não aceitam  o pentecostalismo e irmão calvinistas  pentecostais ( ou pentecostais calvinistas ) que defendem a atualidade dos dons como línguas estranhas e profecias.  Curiosamente há um fórum ( não o único ) em que  essa possibilidade anacrônica foi discutida e creio ser um irmão conhecido ( o Ednaldo ) um dos que deram uma opinião sobre o assunto e o quadro comparativo é de certa forma real:

( Ele o Ednaldo ) Se eu estiver errado nas minhas colocações, me corrijam por favor 


( palavras dele ):

Vamos fazer um quadro comparativo entre igrejas reformadas e pentecostais.

ReformadosPentecostais
SoteriologiaCalvinistaArminiana
PneumatologiaCessacionistaContinuísta
EscatologiaPosições clássicas A/Pré/Pós-Milenista Pré-milenista  dispensacionalista

Diante disso dificilmente poderemos usar os termos "pentecostal reformado", pois  realmente 
é uma contradição de termos. (Tempos atrás eu não diria isso  Sorriso forçado)

Masssssssssss, e sempre tem um "mas", um  pentecostal pode abandonar  o  arminianismo 
e optar pelo calvinismo em sua soteriologia, ou dispensar o  dispensacionalismo  e  optar por 
alguma posição reformada pactual ou aliancista, deixando também o pré-milenismo dispensa
cionalista e optando por uma escatologia histórica (alguns aqui oram para que seja o pós-mile
nismo  Sorriso forçado), sem que necessariamente devam abandonar o continuísmo nos  moldes penteco
stais.

Portanto, pentecostal reformado, como diria o Pe. Quevedo, "isso non ecxiste!", mas  penteco
stal calvinista, isso sim, Graças a Deus já está existindo a um bom tempo. Contente
"Vigi....!!!"
E outro estranhamente emitiu outra opinião:

"... mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" At 1:5
Sou pentecostal, o que causa certa estranheza, por me definir também como calvinista. Mas o que é um pentecostal? Pentecostal é um cristão protestante que adota crenças distintivas: crê no batismo no Espírito  Santo  como experiên cia separada da conversão e na atualidade dos dons espirituais, inclusive os referidos em 1Co 12-14. Os pentecostais divergem entre sim quanto ao falar em línguas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo. Uns creem que falar em línguas é a evidência física necessária do batismo no Espírito Santo, outros negam que todos  que  são batizados no Espírito Santo falam necessariamente em línguas.

Não sei quem se espanta mais quando digo que sou um pentecostal calvinista, se meus irmãos reformados ou se meus igualmente irmãos renovados. Boa parte deles  me  veem como o elo perdido  entre  os  répteis e as aves: nem  corro bem, nem voo direito e assim corro o risco de ser comido e torcem para  que  eu  deixe  de  ser  uma coisa ou outra. Mas, bíblica e teologicamente falando, qual a incompatibilidade entre a soteriologia calvinista e a pneumatologia pen tecostal?

Batismo no Espírito Santo como sucedâneo da conversão

Acredito que muita da rejeição à doutrina da separalidade entre conversão e batismo com o Espírito Santo se deva à má compreensão de que os pentecostais creem que recebem o Espírito Santo quando falam em línguas e não quando se convertem. Se fosse assim, eu jamais poderia ser um pentecostal, pois creio que a regeneração operada pelo Espírito precede a fé. Ou seja, não apenas vejo que o Espírito Santo opera no pecador antes do batismo com o Espírito Santo, mas antes mesmo da conversão, que é a manifestação externa da regeneração.

Nós pentecostais cremos no batismo no Espírito Santo como o recebimento de poder capacitante para o serviço e adoração, não como poder salvífico. Os discípulos já haviam recebido o Espírito Santo quando Jesus ordenou a eles que ficassem em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder, e então seriam testemunhas dEle até os confins da terra.

Atualidade dos dons espirituais

Embora a doutrina da atualidade dos dons espirituais decorra naturalmente da anterior, no sentido de que todo pentecostal é contemporanista, nem todo contemporanista é pentecostal. Por isso, não preciso me estender aqui, pois muitos reformados (aliancistas e calvinistas de cinco pontos) são contemporanistas, embora não falte quem os desconsiderem como tal. De qualquer forma, este é um ponto mais comum entre pentecostais e calvinistas, de forma que praticamente não é uma doutrina distintiva dos pentecostais.

A objeção mais forte contra os pentecostais é quanto aos chamados dons revelacionais e de expressão verbal: profecia, línguas e interpretação, sendo que o dom de línguas recebe os ataques mais fortes, como reação à ênfase excessiva dada pelos pentecostais. Mas o fato é que o dom de línguas e os demais chamados de extraordinários não são colocados numa categoria à parte de outros dons, sendo que o que se afirma destes deve-se afirmar daqueles.

Pentecostalismo ou e calvinismo
Eu não apenas creio que existe compatibilidade bíblica entre o calvinismo e o pentecostalismo, como creio que existe sinergia (ops) entre as duas correntes. Não precisamos ser pentecostais ou calvinistas, ganhamos mais se formos pentecostais e calvinistas. Sonho com pentecostais na liturgia tornando-se calvinistas, e com calvinistas sendo batizados no Espírito Santo. Os que veem isso como um pesadelo precisam, antes de qualquer coisa, demonstrar a incompatibilidade entre esses dois movimentos.

Soli Deo Gloria


Clóvis
Fonte: Cinco Solas

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